Genética/Clonagem/Terapia gênica - Perguntas e respostas em aconselhamento genético
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Perguntas e respostas em aconselhamento genético

20/06/2003

1)O QUE É ACONSELHAMENTO GENÉTICO?

Ø        Aconselhamento Genético (AG) é um processo de comunicação sobre problemas humanos associados com a ocorrência ou risco de recorrência de uma doença hereditária e/ou genética na família, através do qual os pacientes e/ou parentes que possuam ou estão em risco de possuir uma doença hereditária são informados sobre as características da condição, a probabilidade ou risco de desenvolvê-la ou transmiti-la, e as opções pelas quais pode ser prevenida ou melhorada. Devido a sua complexidade e importância médica, deve ser sempre realizado pelo especialista em Genética Clínica.


2)NO QUE CONSISTE O AG?
Consiste em uma avaliação de um indivíduo ou da família para um ou mais casos seguintes:

Ø        Confirmar, diagnosticar ou manejar uma condição genética;

Ø        Identificar a melhor conduta terapeuta;

Ø        Calcular e comunicar os riscos genéticos;

Ø        Prover ou organizar apoio psicológico.


3)POR QUE FAZER AG?

Ø        Muitos casais deixam de ter um ou mais filhos, porque eles ou familiares tiveram uma gestação ou um filho com uma doença genética;

Ø        Porquê nem tudo que é congênito é hereditário;

Ø        Para permitir um planejamento familiar de melhor qualidade; nesta e em futuras gerações;

Ø        Para avaliar tensões na gravidez, às vezes decorrentes de sentimento de culpa;

Ø        Para compreender melhor as causas de doenças nas famílias.


4)QUAIS SÃO OS MOTIVOS MAIS COMUNS PARA UM AG PRÉ-NATAL?

Ø        Idade materna acima de 35 anos na gestação.

Ø        Resultados anormais de um ultra-som fetal ou de avaliação bioquímica do riso fetal.

Ø        História pessoal ou familiar de uma dosagem hereditária e/ou genética desconhecida ou suspeita, mal formação ao nascimento, ou anormalidade de cromossomos.

Ø        A gestante tem uma condição médica conhecida ou suspeita que possa afetar o desenvolvimento fetal.

Ø        Parentesco entre pais.

Ø        Predisposição étnica para certas dosagens genéticas.

Ø        Casais que tiveram exposição a teratógenos;

Ø        Casais que tiveram filho natimorto ou neomorto sem explicação;

Ø        Casais que tiveram filho morto e/ou tem um filho vivo com malformações ou doença metabólica, ou retardo mental de causa inexplicada;

Ø        Casais inférteis;

Ø        Duas ou mais perdas na gravidez;


5)QUAIS OS OBJETIVOS DO AG?Ajudar o paciente e seus familiares a:

Ø        Compreender os fatos médicos, incluindo curso provável da doença e conduta disponível;

Ø        Avaliar o modo pelo qual ocorre à hereditariedade para o distúrbio;

Ø        Compreender as alternativas para lidar com recorrência;

Ø        Escolher a poção mais apropriada para a evolução da gestão de acordo com suas metas de planejamento familiar, padrões éticos, morais, religiosos, econômicos.

Ø        Adaptar – se da melhor maneira possível ao nascimento e à vida de um membro da família afetada.


6)QUAIS AS ETAPAS DO AG?A) ANAMNESEB) EXAME FÍSICO E INVESTIGAÇÕES COMPLEMENTARES C) ELABORAR AS HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS

a)Anamnese – O que é essencial perguntar?

a)      Dados para construção do heredograma e anamnese pessoal e familiar meticulosa em ambos os lados da família;

b)      Se há história familiar de doença genética/hereditária;

c)       Se houveram mortes ou problemas ocorridos no período pré-natal, néo-natal e infância, por defeitos congênitos (causas, idade do óbito);

d)      Se há historia familiar do retardo mental;

e)      A teve abortos, quantos, em que trimestre, antes ou depois de ter filhos;

f)        Se houve exposição a teratógenos;

g)      Se há consangüinidade na família;

h)      Qual a ascendência étnica;

i)        Se algum dos cônjuges tem filhos em outro casamento, e em caso positivo, se são ou não saudáveis;

b)Exame físico e exames complementares:

j)        Exame físico minucioso do afetado e familiares

k)      Fotografias da infância, de afetados ou de falecidos.

l)        Exames complementares:

m)    Cariótipo

n)      Malformações congênitas múltiplas;

o)      Retardo mental;

p)      Atraso no desenvolvimento psicomotor;

q)      Alterações no ultra-som;

r)       Natimortos;

s)       Infertilidade;

t)        Triagem para erros inatos do metabolismo;

u)      DNA para doenças gênicas, infecciosas, tipagem Rh, teste de Paternidade;

v)      R-X de esqueleto;

w)     Autópsia.

c) elaborar as hipóteses diagnosticas

  • Estabelecer se o problema é genético ou não, cromossômico, monogenico, poligenico, multifatorial;
  • Estabelecer o padrão de herança naquela família específica;
  • Consultar outras especialidades médicas


7)COMO INFORMAR O DIAGNÓSTICO?

1)      Escolher local e hora apropriada

2)      De preferência exigir a presença do casal

3)      Apurar o que o casal ou familiares já sabem sobre a doença

4)      Dosar a maneira e a qualidade de informações

5)      Desmistificar informações errôneas

6)      Entender, assimilar e apoiar as reações.

7)      Nunca ser diretivo, julgador.

8)      Manter sempre o sigilo médico!


8)O QUE INFORMAR NO AG?

9)      Explicar como fez o diagnóstico

10)   Explicar a doença

11)   Explicar as diferenças para outras doenças

12)   Explicar as causas

13)   Estimar e apresentar os riscos de recorrência

14)   Explicar se existem testes de portadores

15)   Prognóstico e possíveis complicações

16)   Tratamento disponíveis

17)   Como modificar as conseqüências

18)   Como prevenir a recorrência

19)   Falar sobre possibilidade de diagnóstico pré-natal em futuras gestações


9)E DEPOIS DE INFORMAR?

20)   Oferecer segunda opinião

21)   Seguimento e suporte contínuo

22)   Absolver pais da responsabilidade

23)   Testar o que o casal compreendeu

24)   Fazer relatório a outros profissionais de saúde


10)E O MAIS IMPORTANTE...

Lembre-se que existem 12 mil Síndrome genéticas diferentes, e um profissional, o Geneticista Clínico, que pode servir de apoio. No AG, é sempre melhor admitir ao casal que não sabe a informação precisa, do que informar errado. As conseqüências de um erro na informação do AG geralmente são muito piores do que a omissão!

 

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
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