Radiação/ Ambiente - Tecnologia com feixes de elétrons combate a poluição industrial
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Radiação/ Ambiente

Tecnologia com feixes de elétrons combate a poluição industrial

20/06/2003

Os dirigentes de empresas e setores responsáveis pela criação e execução de políticas ambientais contam com um novo e poderoso instrumento para o combate à poluição, mediante o tratamento dos efluentes (rejeitos) industriais. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), através da qual, utilizando-se feixes de elétrons, é possível destruir compostos orgânicos como benzeno, tolueno, corantes e outros, presentes em efluentes industriais complexos e de alta toxicidade, oriundos de indústrias químicas, farmacêuticas, têxteis e de corantes.

A nova tecnologia é resultado de um trabalho desenvolvido no IPEN pela pesquisadora Celina Lopes Duarte, sob a coordenação da Dra. Maria Helena Sampa. As pesquisadoras explicam que o feixe de elétrons é produzido por um acelerador de partículas, que funciona segundo o mesmo princípio de um tubo de imagens de televisão, com a diferença que este utiliza cerca de 25 mil volts, enquanto o acelerador gera milhões de volts.

Numa unidade-piloto de irradiação do Centro de Tecnologia de Radiações do IPEN foi montado um sistema que permite o tratamento de três metros cúbicos de efluentes por hora, mas as pesquisadoras lembram que é perfeitamente possível desenvolver projetos para tratar quantidades muito maiores. As principais vantagens da nova tecnologia são o fato de não gerar resíduos e de dispensar a adição de qualquer outro composto químico nos efluentes a serem tratados.

Em países como os Estados Unidos, Rússia, Áustria e Índia, a tecnologia vem sendo aplicada em caráter experimental para tratar água potável e eliminar efluentes de menor complexidade. As pesquisas no Brasil foram financiadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), pela CNEN e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Cetesb) e várias indústrias interessadas.

Nota: Usinas nucleares sem problemas com o ‘bug’

Relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou que nenhuma das mais de 400 usinas nucleares espalhadas pelo mundo enfrentou problemas de segurança relacionados com seus sistemas de informática durante a passagem do ano – o chamado ‘bug’ do ano 2000. Só em duas usinas do Japão houve ligeiros contratempos: em Onagawa, o sistema de monitoramento do nível de radiação apresentou defeito, logo corrigido; e em Fukushima, o alarme do sistema de mediação da temperatura da água que resfria o reator soou, sem que nada de errado tivesse realmente acontecido.

Fonte Nuclear Ano5 No05 06/02/2000

ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear

 


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