Infecto-contagiosas/Epidemias - Leishmaniose visceral: aspectos clínicos e laboratoriais.
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Leishmaniose visceral: aspectos clínicos e laboratoriais.

11/03/2008

Jornal de Pediatria

 

Resumo

PASTORINO, Antonio C., JACOB, Cristina M.A., OSELKA, Gabriel W. et al. J. Pediatr. (Rio J.), mar./abr. 2002, vol.78, no.2, p.120-127. ISSN 0021-7557.

Objetivo: comparar os dados clínicos e laboratoriais no pré e pós-tratamento de pacientes portadores de leishmaniose visceral (LV), admitidos em hospital pediátrico localizado em área não-endêmica, destacando a importância do reconhecimento da LV na faixa etária pediátrica. Métodos: avaliação dos dados clínicos, laboratoriais e de tratamento de pacientes portadores de LV no período compreendido entre 1981 e 1992, comparando-se os valores médios de hemoglobina, leucócitos, neutrófilos, plaquetas, albumina, gamaglobulina, classes e subclasses de imunoglobulinas, tamanho do fígado e baço antes e após o tratamento, utilizando-se o teste "t" para amostras pareadas. Resultados: foram incluídos 78 pacientes, com idade variando entre 8 meses e 13,5 anos, sendo 44 casos do sexo masculino e 61 provenientes da Bahia. Febre e esplenomegalia estavam presentes em 96,1% e 100% dos casos, respectivamente. O diagnóstico parasitológico foi obtido em 74/78 pacientes, com positividade pelo mielograma e/ou mielocultura em 67 casos (85,7%), 5 pela biópsia hepática e 2 pela punção esplênica. Os valores hematológicos e a albumina sérica apresentaram melhora significante ao término do tratamento (p<0,001), o mesmo não ocorrendo com a gamaglobulina sérica (p=0,087). Houve predomínio da subclasse IgG1, com dois pacientes apresentando níveis reduzidos de IgG2. O tratamento inicial utilizou antimonial em 67 casos e Anfotericina B em 5. Onze pacientes (15,7%) necessitaram segundo esquema de tratamento, com resolução em todos os casos. Houve melhora significativa do tamanho do fígado e baço ao término do tratamento (p <0,001). Um paciente apresentou resolução espontânea, e cinco faleceram por sangramento. Conclusões: os autores alertam para a inclusão da LV na suspeita diagnóstica de pacientes pediátricos apresentando febre e visceromegalia, provenientes de áreas endêmicas, para a adequada abordagem diagnóstica e tratamento, especialmente em serviços de saúde de regiões de baixa incidência desta endemia.

Palavras-chave : leishmaniose visceral; calazar; infância; diagnóstico; tratamento.

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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0021-75572002000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 


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