Especialistas adaptam Unidade para acolher de maneira integral os pacientes com mais de 60 anos
A população mundial está envelhecendo e no Brasil não é diferente. De olho nas exigências e especificidades de um público que não pára de crescer, um grupo de oftalmologistas de Brasília lança, no dia 25 de março (terça-feira), uma Unidade adaptada para acolher de maneira integral os pacientes com mais de 60 anos. “Ver bem é fator fundamental para a qualidade de vida na terceira idade, uma vez que o idoso preserva sua segurança, autonomia e liberdade”, comenta o especialista Dr. Renato Braz, um dos médicos do Inob, clínica responsável pela proposta.
Na prática, o paciente do Programa Ouro contará com uma série de diferenciais, a começar pela adoção de protocolos específicos. “Uma das intenções é minimizar o número de idas do paciente ao serviço, concentrando a realização de exames diagnósticos em, no máximo, duas visitas”, comenta Dr. Renato. A agenda adotada será diferenciada, com consultas mais longas que a média. Outro aspecto destacável é o pré-atendimento. Para adotar uma visão mais ampla do paciente, serão realizados exames como pressão arterial, glicemia e IMC, antes mesmo do atendimento do especialista - tudo devidamente registrado no Passaporte Ouro, que o cliente manterá como uma memória das visitas à clínica.
O quesito conforto também foi observado. O espaço destinado ao atendimento foi adaptado para garantir bem-estar a quem aguarda – haverá revistas, programação especial de entretenimento e uma estação de chás. “Com tudo isso, queremos proporcionar um olhar especial para pessoas especiais”, destaca Dr. Renato. E o que é melhor: os diferenciais oferecidos pelo Inob Ouro não acarretarão ônus adicionais aos pacientes ou às operadoras de saúde.
Visão Longeva – No Brasil as causas mais comuns de cegueira são, em ordem de grandeza: defeitos refrativos, catarata, glaucoma e retinopatia diabética. À medida que a população envelhece, e segundo dados do IBGE há perspectivas de dobrar em dez anos, uma ou outra doença se manifesta. “Acreditar que perdas, inclusive da visão, fazem parte do processo de amadurecimento é um equívoco. O que ocorre na prática é que muitas pessoas perdem a visão por falta de cuidados preventivos e pela falta de avaliações oftalmológicas regulares”, destaca o presidente da Associação Internacional de Geriatria, Renato Maia.
Após os 60 anos, recomenda-se visita anual ao oftalmologista para avaliação clínica e realização de exames de rotina. “A demora em reconhecer e tratar adequadamente doenças como o glaucoma favorece o desenvolvimento de lesões definitivas. Pacientes com doenças sistêmicas, como hipertensão e, especialmente, diabetes, devem ter uma atenção redobrada com a saúde global e da visão”, acrescenta o oftalmologista José Geraldo Pereira.
Serviço
Inob Ouro – Oftalmologia para Terceira Idade
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