Infecto-contagiosas/Epidemias - Sintomas da Dengue
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Sintomas da Dengue

28/03/2008

 

Os virus Dengue causam desde infecções inaparentes até os dois quadros mais distintos conhecidos como febre do dengue, mais freqüente em adultos e de evolução geralmente benigna e o dengue hemorrágico, uma das principais causas de hospitalização e óbito nas áreas em que se apresenta de forma endêmica/epidêmica.


Febre do dengue

Após um período de incubação de 2 a 7 dias, podendo estender-se por até 15 dias, há uma súbita elevação da temperatura, usualmente acompanhada por cefaléia frontal e dor retrorbital. Mialgia generalizada, às vezes de maior intensidade na região lombar, artralgia, hiperemia conjuntival e eritema facial, estão presentes desde o início do quadro. A partir do segundo dia de doença, os sintomas digestivos tornam-se mais evidentes com as queixas de anorexia, náuseas e a presença de vômitos; são referidos ainda nesse período, alterações do paladar, hiperestesia cutânea e um exantema macular de curta duração.

A duração da febre varia de 3 a 7 dias, com duração média de 5. Ao final desta, é freqüente o aparecimento de exantema que se inicia no tronco, disseminando-se posteriormente, podendo acometer região palmar e plantar, predominantemente máculo-papular, assumindo aspecto escarlatiniforme em áreas de confluência, ou por vêzes morbiliforme, acompanhado por um prurido disseminado, ou, predominante em palma das mãos e planta dos pés, que pode ocorrer de forma isolada, precedendo ou antecedendo o exantema. É descrito ainda neste período, um exantema petequial em membros inferiores poupando áreas circunscritas e arredondadas, que Nimmannitya na Tailândia correlaciona aos achados de Sabin em infecções experimentais, de que o local de inoculação intradérmica do virus é poupado quando da apresentação do rash. É relatada uma elevação da temperatura concomitante ao aparecimento do exantema terminal, configurando uma curva térmica bifásica

Fenômenos hemorrágicos podem estar presentes durante todo o curso da doença, porém, em geral são de pequena intensidade, predominando os sangramentos de pele e mucosa, como petéquias e epistaxe. A prova do laço é reportada em proporção variável de pacientes tendo sido detectada em 36% dos casos com diagnóstico confirmado atendidos no Hospital Evandro Chagas-Fundação Oswaldo Cruz-R.J., durante a epidemia de Dengue tipo 1 em 1986/87.

As alterações laboratoriais mais freqüentes são leucopenia e neutropenia no início do quadro, evoluindo nos dias subseqüentes com linfocitose. Em reduzida proporção de pacientes, detecta-se plaquetopenia, podendo atingir níveis abaixo de 100.000/mm 3.


Dengue hemorrágico

A doença tem início semelhante à febre do dengue, sendo freqüentes a prova do laço positiva e a presença de petéquias; nos dias subseqüentes, há um aumento do fígado, dor abdominal relacionada à efusão de plasma para a cavidade peritoneal e por vezes, dispnéia secundária à presença de derrame pleural usualmente a direita. Nesta fase a prova do laço geralmente está positiva, são mais freqüentes os sangramentos e pode-se caracterizar o caso como dengue hemorrágico, através da da contagem de plaquetas abaixo de 100.000/mm 3 e da elevação simultânea do hematócrito.

A gravidade da doença é classificada pela O.M.S. em 4 graus como pode-se observar no quadro I. Na experiência cubana, em torno de 20% dos pacientes internados, evoluíram para síndrome de choque do dengue (dengue hemorrágico graus III e IV), sendo relatado em estudo de 124 crianças com sinais de insuficiência circulatória, que 68,5% apresentaram sangramentos, porém em 31,5%, o quadro foi atribuído exclusivamente à redução de volume do espaço intravascular, secundária ao aumento da permeabilidade capilar que caracteriza a formas hemorrágicas do dengue.

Quadro I


Classificação da gravidade Dengue Hemorrágico *,** . (O.M.S, 1987)

Grau I - Febre acompanhada de sintomas inespecíficos, sendo a prova do laço positiva considerada como a única manifestação hemorrágica.

Grau II - Sangramentos espontâneos além das manifestações dos pacientes do grau I.

Grau III-Insuficiência circulatória manifestada por pulso rápido e fraco, redução da pressão de pulso 20mmHg ou hipotensão, pele pegajosa, extremidades frias e inquietação.

Grau IV -Choque profundo, com pressão aterial e pulso não detectáveis


* A presença de trombocitopenia e hemoconcentração é necessária para a classificação de um caso como dengue hemorrágico e diferencia os graus I e II da febre do dengue.

** Os graus III e IV compõem a síndrome do choque do dengue

Outras alterações laboratoriais encontradas com freqüência são: hipoalbuminemia, considerada sinal de aumento da permeabilidade capilar, elevação das aminotransferases hepáticas e hiponatremia. O hemograma apresenta níveis elevados de hematócrito, no início do quadro leucometria normal ou reduzida e linfocitose a partir do 3 o dia de doença; prolongamento do tempo parcial de tromboplastina (PTT) e do tempo de trombina (TT), além da trombocitopenia, são os sinais mais constantes da coagulopatia de consumo associada ao dengue hemorrágico.

Texto produzido por Rogério Vals

 

Fonte:

 

http://www.ivdrj.ufrj.br/sintomas.htm

 

 

 


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