Conceito
Doença causada por um Poxvírus, que produz pápulas na pele, que variam do rosa nacarado ao branco com uma depressão central. Usualmente há múltiplas lesões, mais freqüentemente na área genital (em adultos). Em crianças, a localização extragenital é mais comum.
Epidemiologia
Transmissão
Geralmente, por contato direto com pessoas infectadas; ocasionalmente, por meio de fômites. Em adultos, a localização das lesões na região anogenital sugere transmissão sexual. As lesões são auto-inoculáveis. Embora as lesões contenham milhões de partículas virais, a infectividade é surpreendentemente pequena.
Período de incubação
É geralmente de 3 semanas a 3 meses após a exposição.
Distribuição
Pode ocorrer em qualquer idade, sendo visto mais freqüentemente em crianças na idade escolar do que em adultos. A doença é mais comum em pacientes com aids e, nestes, as lesões tendem a se disseminar.
Quadro clínico
O início se dá com o aparecimento de pápulas minúsculas que atingem de 3 a 6 mm de diâmetro, cujas principais características são:
- semi-esféricas, isoladas e bem delimitadas, geralmente agrupadas;
- apresentam coloração pérola, rósea, ou igual a da pele circundante;
- o centro é freqüentemente umbilicado e a base discretamente eritematosa;
- é facilmente removível dando saída a material esbranquiçado que contém as partículas virais;
- as lesões localizam-se em qualquer área da pele e, eventualmente, em mucosas; freqüentemente na face, tronco, superfícies expostas das extremidades. Em adolescentes e adultos são mais comumente localizadas nas regiões pubiana e genitais;
- quando a infecção é transmitida sexualmente, as lesões geralmente limitam-se à região anogenital.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito pelo aspecto clínico das lesões, pelo aspecto do material obtido à expressão das pápulas e, eventualmente, por meio da biópsia.
Diagnóstico diferencial
Acne vulgar, miliária, varicela, epiteliomas e líquen plano, condiloma acuminado e outras verrugas.
Tratamento
- Na grande maioria das vezes, o tratamento específico não é necessário considerando-se que as lesões são geralmente autolimitadas e involuem sem deixar cicatrizes num período de 6 meses a 2 anos.
- O tratamento deve ser determinado pela idade do paciente, pelo número e distribuição das lesões e pela presença ou não de sinais inflamatórios.
- Quando há pequeno número de lesões é indicada a curetagem, com aplicação de tintura de iodo.
- Quando há um grande número de lesões pode-se fazer o tratamento com substâncias químicas: Podofilina a 20% (2 vezes por semana até a cura) ou Ácido tricloroacético (ATA) a 10 - 30%.
- Crioterapia: geralmente bem tolerada pelo paciente, obtendo-se bons resultados.
Recomendações
- O paciente deve ser reexaminado após o tratamento em intervalos de 15 dias a 2 meses para garantir que as lesões previamente diminutas foram também erradicadas.
- Em adultos, deve-se examinar o parceiro sexual se as lesões estiverem localizadas em área anogenital.
- Em adultos, a presença de lesões exuberantes ou atípicas, de localização extragenital, especialmente na face, deve fazer pensar em infecção concomitante pelo HIV.
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