Infecto-contagiosas/Epidemias - Dengue: Medidas de controle mecânico e alternativo com utilização de produtos caseiros para evitar a criação de larvas de aedes aegypti
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Dengue: Medidas de controle mecânico e alternativo com utilização de produtos caseiros para evitar a criação de larvas de aedes aegypti

25/04/2008

MEDIDAS DE CONTROLE MECÂNICO E ALTERNATIVO COM UTILIZAÇÃO DE PRODUTOS CASEIROS PARA EVITAR A CRIAÇÃO DE LARVAS DE Aedes aegypti

O conjunto de recomendações, que consta a seguir, é de fácil execução, ou seja, são cuidados que podem e devem ser adotados pela população em suas residências e locais de trabalho para evitar a criação de larvas de Aedes aegypti. Para reunir este numeroso conjunto de cuidados recomendados, a SUCEN contou com a experiência de seus funcionários e das Secretarias Municipais de Saúde, especialmente daquelas que têm buscado mais insistentemente soluções para as diversas situações encontradas, restringindo substancialmente o uso de larvicidas no controle de criadouros.

RECIPIENTE

RECOMENDAÇÕES/CUIDADOS

 Pratos de vasos de plantas e flores c/ terra

Ø      Eliminar os pratos, principalmente os localizados na área externa.

Ø      Utilizar pratos justapostos. Substituir pratos, por outros menores justapostos, remanejando os já existentes.

Ø      Furar os pratos.

Ø      Emborcar os pratos sob os vasos.

Ø      Adicionar areia nos pratos (ver orientação).

Ø      Eliminar a água acumulada nos pratos depois de regar as plantas, e de preferência, também escovar os pratos e a parede externa dos vasos.

 Vasos de plantas e flores c/ água

Ø      Colocar a planta em vaso com Terra. Lavar e guardar o antigo vaso emborcado, ou seco ao abrigo da chuva.

Ø      Trocar a água 2 vezes por semana e, de preferência escovar a parede interna dos vasos e lavar com água corrente as raízes das plantas.

Ø      Floreiro: remover as flores e trocar a água 2 vezes por semana e, de preferência,  lavar o vaso.

Ø      Plantas em água para criar raiz: vedar a boca do vaso com algodão, tecido ou papel alumínio, ou trocar a água 2 vezes por semana e, de  preferência, lavar o vaso.

 Pingadeira

Ø      Eliminar as pingadeiras, principalmente as localizadas em área com piso frio ou terra.

Ø      Adicionar areia até a borda.

Ø      Colocar ½ colher (sopa) de sal, toda vez que esvaziar a pingadeira.

Ø      Eliminar a água acumulada nas pingadeiras depois de  regar as plantas, e de preferência escovar a pingadeira.

Material Inservível  (latas, garrafas de vidro ou plástico, potes de iogurte, margarina ou maionese, calçados e brinquedos velhos, etc.)

 Ø      Colocar no cesto ou saco de lixo, para a coleta rotineira da Limpeza Pública.

 

 Pneus

Ø      Secar e guardar secos em local coberto.

Ø      Quando precisarem permanecer ao relento, tratar com sal  (1 copo cheio).

Ø      Retirar do imóvel, entregando-os em pontos de coleta de pneus, ou agendando seu recolhimento pela Prefeitura Municipal.

Ø      Furar, no mínimo em 6 pontos eqüidistantes, mantendo-os na posição vertical. Quando utilizados para balanço, é suficiente um único orifício no seu nível mais baixo.

Garrafas de vidro retornáveis ou outras inclusive de plástico de utilidade para o responsável pelo imóvel

Ø      Secar e guardar, em locais cobertos e de preferência emborcados ou tampados.

Ø      Se ao relento, emborcar ou tampar, especialmente as de plástico.

Cacos de vidro no muro

Ø      Quebrar os gargalos e fundos de garrafas e/ou colocar massa de cimento, nos locais que acumulem água.

Caiaque e Canoa

Ø      Secar e guardar em local coberto, ou caso precisem ficar ao relento, guardá-los virados para baixo.

Ocos de árvore e cercas de bambu

Ø      Cortar o bambu na altura do nó.

Ø      Preencher os ocos com massa de cimento, terra ou areia.

 Caixa d’ água

Ø      Manter sempre tampada ou pelo menos telada, enquanto estiver sendo providenciada a tampa, e de preferência realizar sua limpeza.

Filtros ou Potes d’ água

Ø      Manter bem tampados, e sempre que não ficarem bem vedados, cobrir com um pano embaixo da tampa, pires ou prato.

Calhas

Ø      Manter sempre limpas, desentupidas e sem pontos de acúmulo de água (limpeza periódica, poda de árvores, nivelamento adequado).

Lajes

Ø      Manter sempre limpas, com os pontos de saída de água desentupidos, e sem depressões que permitam acúmulo de água (limpeza periódica, poda de árvores, nivelamento com massa de cimento ou temporariamente com areia).

Ralo de esgoto sifonado sem uso diário.

Ø      Utilizar ralo com tampa “abre-fecha” nas áreas internas.

Ø      Telar ou tampar com algum objeto.

Ø      Adicionar água sanitária ou qualquer outro desinfetante (1/3 de copo), sabão em pó ou detergente semanalmente.

Ralo de pia, lavatório e tanque sem uso freqüente.

 Ø      Tampar com tampa apropriada (telada).

Ralos e canaletas de drenagem para água de chuva (subsolo e áreas externas) com caixa para acúmulo de areia.

Ø      Telar.

Ø      Adicionar sal (ver tabela) após cada chuva ou após escoamento de água de lavagem do local.

Ø      Adicionar água sanitária, ou qualquer outro desinfetante, sabão em pó ou detergente semanalmente.

Baldes ou bacias sem uso diário.

Ø      Manter emborcados, de preferência em locais cobertos ou secos ao abrigo da chuva.

Aquários

Ø      Manter tampados ou telados e utilizar peixes larvófagos (beta ou guaru).

 Bebedouro

Ø      Reduzir o número de bebedouros.

Ø       Trocar a água 2 vezes por semana e de preferência escovar o bebedouro, quando  de tamanho pequeno.

Ø      Colocar peixes larvófagos ou lavar e trocar a água 2 vezes por semana quando o bebedouro for de tamanho grande e/ou fixo.

Bandejas de Geladeira e de Aparelhos de Ar Condicionado

Ø      Lavar a bandeja da geladeira 2 vezes por semana.

Ø      Colocar mangueira ou furar a bandeja do aparelho de ar condicionado.

 Piscina

Ø      Em períodos de uso: Efetuar o tratamento adequado incluindo  cloro.

Ø      Em períodos sem uso: Reduzir o máximo possível o volume d’água e aplicar água sanitária conforme tabela anexa, semanalmente, considerando o  volume d’água que permaneceu. Para piscina sem sistema de filtragem de água, pode-se optar pela adição de sal conforme tabela anexa, não sendo necessário repetir o tratamento.

Copo de água do Santo

Ø      Tampar o copo com pano ou pires.

Lona para proteção da água ou segurança de piscina

Ø      Instalar bóias (câmaras de ar de pneus) sob a lona,  no centro da piscina, para facilitar o escoamento da água de chuva.

 Piscina infantil

Ø      Em períodos de uso: Lavar e trocar a água pelo menos semanalmente.

Ø      Em períodos sem uso: Escovar, desmontar e guardar em local coberto.

 Vaso sanitário sem uso

 

Ø      Manter sempre tampados.

Ø      Caso não possua tampa, acionar a válvula 2 vezes por semana.

Ø      Adicionar 2 colheres (sopa) de sal, sempre que for acionada a descarga.

Ø      Vedar com saco plástico, aderido ao vaso c/ fita adesiva.

Caixa de descarga sem tampa e sem uso diário.

 

Ø      Tampar com filme de polietileno.

Ø      Acionar a descarga 2 vezes por semana .

Ø      Vedar com saco plástico, aderido à caixa com fita adesiva.

 Plástico ou lona para cobrir equipamentos, peças e outros materiais.

Ø      Cortar o excesso, de modo a permitir que o plástico ou a lona fique rente aos materiais cobertos, evitando sobras no solo/piso e, sempre que houver pontos de acúmulo de água, retirar o plástico ou lona e refazer a cobertura.

Ø      Cobrir as bordas do plástico ou lona com terra ou areia e, sempre que houver pontos de acúmulo de água, retirar o plástico ou lona  e refazer a cobertura

Fosso de elevador (construção)

Ø      Esgotar a água, por bombeamento, pelo menos duas vezes por semana.

Masseira (construção)

Ø      Furar lateralmente no seu ponto mais baixo quando em uso e desobstruir o orifício, sempre que necessário, ou quebrar a  masseira eliminando suas laterais, quando em desuso.

Bromélia

Ø      Substitua por outro tipo de planta que não acumule água. Enquanto essa providência não for adotada, regar abundantemente com mangueira sob pressão, 2 vezes por semana.

 Tambor, bombona, barril e latão.

Ø      Em períodos sem uso: manter emborcados. Devem de preferência ser guardados em local coberto e quando mantidos ao relento devem ficar emborcados ou deitados e levemente inclinados sobre um calço.

Ø      Em períodos de uso: cobrir com tampa ou “touca” (confeccionada com tela de mosquiteiro ou tecido) ou trocar toda a água 2 vezes por semana.

Armadilha para formiga do tipo vasilhame com água

Ø      Completar a água da armadilha utilizando sempre água com sal  (0,5 colher de sal para cada copo d’água)

 

 

 

 

Técnica de utilização de areia grossa1

Ø      Adicionar areia úmida no prato, em torno do vaso até a borda ou furo existente.

Ø      Em caso de pratos com correntes, utilizar o mesmo procedimento, nivelando a areia no prato até a altura dos orifícios de sustentação da corrente.  

 

 

 

Especificação de tela de mosquiteiro

Ø      Tela de nylon para mosquiteiro com trama de 1 milímetro (mm). Dar preferência a telas de 1.5 ou 2,0 metros de largura, para melhor aproveitamento do material para cobertura de diversos tamanhos de caixas d’água.  

 

 

 

Tabela para uso de sal de cozinha no controle de larvas de Aedes aegypti

QUANTIDADE DE ÁGUA

QUANTIDADE DE SAL

1 copo

0,5 colher de sopa

1 litro

2 colheres de sopa

5 litros

10 colheres de sopa (1 copo)

50 litros

1 Kg

100 litros

2 Kg

200 litros

4 Kg

300 litros

6 Kg

400 litros

8 Kg

500 litros

10 Kg

             Concentração – 2% (20 g de sal/litro de  água)

Tabela para uso de água sanitária no controle de larvas de Aedes aegypti

VOLUME DE ÁGUA ACUMULADA NO RECIPIENTE

QUANTIDADE DE ÁGUA SANITÁRIA

5 litros

1,0 colher de sopa

25 litros

6,0 colheres de sopa

50 litros

0,5 copo

100 litros

1,5 copo

150 litros

2,0 copos

200 litros

2,5 copos

250 litros

3,0 copos

300 litros

4,0 copos

350 litros

4,5 copos

400 litros

1 litro

450 litros

1 litro + 0,5 copo

500 litros

1 litro + 1,0 copo

1000 litros

2 litros + 2,5 copos

 

Quantidade de água sanitária em função da concentração de cloro ativo ( entre 2,0% e 2,5%) a ser colocada em recipientes fixos e com água não destinada para consumo humano,  e em piscinas desativadas.  

 

 


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