Nos vôos comerciais estamos expostos às chamadas Radiaçőes Cósmicas. As radiaçőes cósmicas têm origem no espaço sideral e, em menor importância, nas explosőes solares.Essas radiaçőes săo mais intensas nas grandes altitudes e nas grandes latitudes, ou seja, săo mais intensas nas regiőes polares da Terra e menos intensas na regiăo da linha do Equador.
Por serem radiaçőes ionizantes essas radiaçőes têm efeito biológico dependendo da dose recebida que é habitualmente medida em Sieverts (Sv). Admite-se que uma pessoa normal possa receber, sem danos à saúde, uma dose anual de cerca de um milisievert (1 mSv).
A dose recebida num vôo comercial dependerá da rota, altitude e tempo de vôo, sabendo que existe uma interdependência entre essas variáveis. Por exemplo: voando mais alto estamos mais expostos pelo fator altitude, porém estamos também mais rápidos, diminuindo o fator tempo de exposiçăo.
Num vôo trans-equatorial típico recebemos o equivalente a cinco microsieverts (5 mSv) por hora voada. Isto significa dizer que precisamos voar cerca de 200 horas por ano para atingirmos a dose máxima recomendada.
Infelizmente năo existe proteçăo contra a Radiaçăo Cósmica. Acredita-se, entretanto, que o risco de desenvolvimento de doenças associadas a ela, se existente, seja muito baixo para o passageiro e para o tripulante, com base no conhecimento epidemiológico atual.
A VARIG tem contribuído para pesquisas nesse campo, através da utilizaçăo de equipamentos de mensuraçăo de radiaçăo cósmica a bordo de suas aeronaves em algumas de suas rotas.
http://portal.varig.com.br/br/varig/I18NLayer.2004-05-21.6819594625/I18NLayer.2004-05-24.2779453380/I18NLayer.2004-05-25.9352259805/i18nlayer.2005-10-25.9874504695/pt-br/template_interna