Hipertensão/Pressão Alta - Hipertensão arterial
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Hipertensão/Pressão Alta

Hipertensão arterial

10/05/2008
O que é Hipertensão Arterial

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Hipertensão Arterial Sistêmica ou simplesmente "Hipertensão Arterial" ou mais popularmente "Pressão Alta" é o aumento da pressão que o sangue exerce dentro das veias e artérias da circulação acima dos valores considerados como normais que arbitrariamente são considerados em 14x9 cmHg.

É uma doença muito importante, pois está íntima e diretamente relacionada às doenças cardiovasculares, principalmente o infarto do coração e o acidente vascular cerebral (AVC) ou simplesmente "derrame cerebral" que são a nossa maior causa de mortalidade.

Além disso, a hipertensão arterial pode lesar os rins causando insuficiência renal e obstruir as artérias dos membros inferiores causando uma doença chamada "insuficiência vascular periférica". Essas complicações geralmente levam à invalidez parcial ou total, sendo na sua totalidade permanente, provocando a morte em um número significativo de casos e acometendo as pessoas geralmente a partir de 40 anos de idade, época em que esses indivíduos são muito importantes do ponto de vista social, econômico e familiar, pois eles já têm formação profissional, ocupam um papel na sociedade e possuem famílias que dependem dele.

A doença não só prejudica sob estes aspectos, mas ainda onera o sistema previdenciário com o seu afastamento do trabalho e gastos com médicos e tratamentos.

 

 
Tratamentos

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Os tratamentos podem ser divididos em não medicamentoso e medicamentoso, sendo que os primeiros instituídos mesmo naqueles pacientes com hipertensão severa. Vale lembrar que 70% dos hipertensos são de grau leve e moderado e nestes casos, só o tratamento não medicamentoso pode controlar a pressão arterial, os principais itens deste tratamento são:

Tratamento Não Medicamentoso

  • Controlar o peso corporal, uma vez que é plenamente conhecido que existe uma relação direta entre obesidade e níveis elevados de pressão arterial, principalmente naquelas pessoas com tendência genética à hipertensão;
  • Diminuir a ingestão do sal de cozinha (cloreto de sódio) a no máximo 6g sal/dia. Como regra prática, vale dizer que uma família com 5 elementos deve consumir o máximo de 01 kilograma de sal por mês. Evitar alimentos com alto teor de sal, como batata frita com sal, embutidos (lingüiça, salsicha, etc), frios (mortadela, salame, presunto, etc), alimentos enlatados, molhos industrializados, picles, pizzas, queijos, azeitonas, etc.
  • Prática regular e constante de exercícios físicos, principalmente os aeróbicos como caminhada, natação, tênis, futebol, vôlei, basquete, etc. Os hipertensos quando não estão com os seus valores pressóricos controlados, devem evitar os exercícios chamados isométricos ou estáticos com halterofilismo, musculação e empurrar ou carregar objetos pesados pois estes elevam muito a pressão arterial.
  • Limitar a ingestão de bebidas alcoólicas para no máximo 20ml de álcool por dia. Em termos práticos, isso corresponde a 720ml de cerveja ou 60ml de bebida destilada ou 240ml de vinho. É bom enfatizar que, embora essa quantidade de álcool não cause a Hipertensão Arterial Sistêmica, nós podemos ter outros distúrbios associados com o sistema digestivo (úlcera, gastrite), neurológico (derrame cerebral), psiquiátrico e social.

Tratamento Farmacológico

Deve-se instituí-lo sempre que se tratar de hipertensão severa e/ou quando o tratamento não farmacológico não conseguir controlar a pressão arterial, sempre com orientação médica.

 

 
Dúvidas mais freqüentes sobre Hipertensão Arterial Sistêmica

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O que provoca a hipertensão arterial?

Em 95% dos casos a doença é de causa desconhecida. Sabe-se, nestes casos, que a hereditariedade ocupa um papel relevante. Assim, naquelas pessoas com tendência genética à hipertensão, existem vários fatores que podem desencadear ou agravar a doença como, por exemplo, a ingestão excessiva de sal na alimentação, a obesidade e o estresse. A pílula anticoncepcional e a ingestão excessiva de álcool podem ser causadores de pressão alta e, portanto, a sua suspensão pode curar essa doença. Considera-se que é pequena a ingestão de álcool quando os valores não ultrapassem 720ml de cerveja/dia ou 240ml de vinho/dia ou 60ml de bebidas destiladas/dia.

Deve-se tratar a hipertensão mesmo que nada se tenha de sintomas?

Sim, sempre é necessário o tratamento uma vez que se tenha confirmado o diagnóstico. Vale lembrar que geralmente o hipertenso não apresenta sintomas, mas se ele permanecer com a pressão arterial elevada, com o passar do tempo, aumentam bastante aquelas chances de ocorrerem complicações como acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal, obstruções arteriais nos membros inferiores e alterações na retina dos olhos.

Por quanto tempo deve-se tratar a pressão arterial?

Geralmente é por toda a vida, já que essa doença na maioria das vezes (95%) não tem causa conhecida e o tratamento se faz apenas para controlar a pressão arterial e evitar suas complicações. Uma vez que se para de tomar os medicamentos, os valores pressóricos voltam a se elevar. Vale enfatizar que em um número pequeno de casos, quando o paciente emagrece, faz exercícios físicos regulares e constantes e dieta pobre em sal, a pressão arterial pode se normalizar sem o uso de medicamentos. Geralmente isso ocorre em hipertensão leve ou no máximo moderada.

Pode-se ingerir bebida alcoólica quando se está tomando medicamentos anti-hipertensivo?

A rigor, não é aconselhável, já que o álcool, agudamente, pode também causar queda de pressão e isso poderá se exacerbar com o efeito do medicamento. No entanto, na prática diária, esse fenômeno é desprezível e, por isso, costumamos liberar a ingestão de bebidas alcoólicas para que não haja interrupção no uso continuado dos medicamentos.

Deve-se tratar o idoso hipertenso?

Essa dúvida ainda existe, pois, se acreditava que era "normal" o idoso ter valores de pressão arterial mais elevados que os mais jovens. Apesar desse fator ser muito mais comum nas culturas ocidentais, sabe-se que o aumento da pressão no idoso é patológico e que, portanto, ele deve ser tratado da mesma forma que o jovem e, inclusive, com maior atenção, já que as complicações cardiovasculares no idoso são mais freqüentes que nos jovens.

Deve-se usar medicamentos anti-hipertensivo para os idosos?

Essa dúvida se baseia no fato de que os idosos são mais sujeitos aos efeitos colaterais dos medicamentos do que os jovens. Isso ocorre, no entanto, quando se usam as mesmas posologias utilizadas aos jovens. Basta reduzir as dosagens que os efeitos colaterais são poucos e semelhantes dos pacientes mais novos.

Se continuar tomando os medicamentos hipertensivos é perigoso a pressão cair em excesso até chegar no valor zero?

Geralmente isso não ocorre, pois os medicamentos agem até certo nível e o organismo possui mecanismos de ajustes de pressão muito precisos, tanto para controlar a queda como a elevação exagerada da pressão.

Os medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão causam impotência sexual irreversível?

É verdade que é relativamente comum tais medicamentos provocarem impotência e/ou diminuição da libido mas esses efeitos colaterais desaparecem com a diminuição da dosagem ou a troca do medicamento.

Deve-se tratar por tempo indeterminado a elevação da pressão arterial quando se fica tenso?

Geralmente não, pois é normal a PA se elevar diante de situações de estresse. Uma vez controlada essa situação, a pressão arterial volta ao normal. Vale lembrar que só consideramos o indivíduo hipertenso quando os valores pressóricos estão geralmente acima daqueles considerados normais, estando essa pessoa em situação calma e ambiente sem ruídos.

É perigoso quando os valores da pressão máxima (sistólica) e mínima (diastólica) estão muito próximas?

Não, geralmente isso significa que apenas um valor de pressão está elevado e o outro normal. Exemplo: 12x10 cmHg, O valor 12 significa que a pressão máxima é normal (inferior a 14) e o valor 10 quer dizer que se a pressão mínima esta elevada (acima de 9).

 

Fonte:

http://www.coderp.com.br/ssaude/Programas/Hipertensao/I16hipertensao.htm

 

 


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