Jornal Vascular Brasileiro
J. vasc. bras. vol.6 no.4 Porto Alegre Dec. 2007
doi: 10.1590/S1677-54492007000400011
ARTIGO DE REVISÃO
Análise crítica das indicações e resultados do tratamento cirúrgico da doença carotídea
Telmo P. BonamigoI; Márcio L. LucasII
IProfessor adjunto, Cirurgia Vascular, Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), Porto Alegre, RS. Chefe, Serviço de Cirurgia Vascular, Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre, RS
IICirurgião vascular, Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre, RS
Correspondência
RESUMO
O tratamento da doença carotídea tem ganhado enfoque nos últimos anos, principalmente com o advento da técnica endovascular, que defende o emprego da angioplastia e stent de carótida (CAS), principalmente em pacientes considerados de "alto risco" para a endarterectomia carotídea (ECA). Através da revisão bibliográfica, analisamos os resultados do tratamento da lesão carotídea em ambas as técnicas, realizando comentários embasados na experiência pessoal e nos dados da literatura, sobretudo nos pacientes de alto risco. Até o presente momento, não há evidência e justificativa para o emprego da CAS em larga escala nos pacientes com doença carotídea, inclusive nas situações de alto risco, tais como nos octogenários. No entanto, acreditamos que a CAS possa ser um coadjuvante no tratamento de pequeno número de pacientes com lesão carotídea (até 4% dos casos), como na presença de pescoço hostil, radioterapia prévia e alguns casos de estenose carotídea alta. Quando realizada com os cuidados técnicos necessários, a ECA ainda continua a melhor opção terapêutica aos doentes com lesão carotídea.
Palavras-chave: Endarterectomia carotídea, angioplastia carotídea com stent.
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