Dicas de quase tudo da Dra. Shirley / dica - Banheiro: Oito dicas para não dar vexame se a natureza chamar em pleno mar
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Dicas de quase tudo da Dra. Shirley / dica

Banheiro: Oito dicas para não dar vexame se a natureza chamar em pleno mar

10/05/2008

Por Otto Aquino
Da Revista Náutica

Foto: Fernando Monteiro / Arquivo Revista Náutica
Definitivamente, não existe situação mais constrangedora do que precisar usar o banheiro de um barco e, uma vez lá dentro, descobrir que não se sabe usá-lo direito. Sem falar em outros contratempos que costumam transformar estes momentos em grandes apuros. Como o balanço do barco, que complica o equilíbrio; a falta de espaço, que dificulta os movimentos; os barulhos e odores, que invadem todo o ambiente; sem falar no pior de todos: a complicação em usar a válvula da descarga, já que há vários tipos de vasos sanitários e nenhum deles se parece com o de um casa convencional.

Por isso, antes de tudo, é fundamental ensinar todos a bordo a usar a descarga do vaso sanitário, por mais desagradável que isso possa ser. Não, não é! É útil e muito importante! Bem como estas dicas aqui. Confira:

  • Não jogue papéis sanitários no vaso. E deixe um aviso no banheiro para que ninguém o faça. Se o barco não tiver caixa de esgoto, tudo o que for jogado no vaso irá imediatamente para o mar

  • Se o barco estiver parado, pergunte, antes de usar o banheiro, se há caixa de esgoto a bordo. Caso contrário evite usá-lo, porque os dejetos serão despejados diretos na água e – pior! – bem ao lado do próprio barco!

  • Mesmo que o banheiro não seja bem ventilado, feche a porta ao sair. Será melhor para todos a bordo da cabine.Se houver, use um desodorizador de ambientes

  • A maioria dos vasos sanitários usam água do mar. Por isso, é normal que fique um mau cheiro dentro do banheiro, se a água ficar parada por mais de uma semana, por exemplo. Neste caso, é melhor deixar o vaso sem água ou avisar as pessoas sobre isso

  • Numa travessia em mar agitado é melhor esperar chegar ou, então, usar um balde-banheiro e fazer as necessidades no próprio cockipt. Só não esqueça de avisar os outros a bordo de que você vai ao “banheiro”. E assim garantir alguma privacidade

  • Os vasos sanitários manuais funcionam com sistema de válvula. Ou seja, para encher o vaso com água e dar a descarga é preciso abrir a válvula. Por isso, fique atento para não deixá-la aberta por muito tempo, pois pode inundar o banheiro! E, depois de usar, encha novamente o vaso, para o próximo usuário

  • Para não ficar com tonturas e conseguir se equilibrar melhor, o ideal é ficar sentado no vaso, de frente para uns dos bordos e nunca no sentido popa/proa!

  • Por fim, deixe tudo absolutamente em ordem no banheiro após usá-lo. Ou, como diria a escritora Danuza Leão, “comporte-se como se houvesse cometido um assassinato lá dentro; ou seja, não deixe nenhum vestígio!”

Vaso sanitário: Modo de usar
Atualmente, há três sistemas diferentes de vasos sanitários no mercado: os manuais, os elétricos e os a vácuo. Cada um funciona de um jeito. Por isso, veja aqui o que você deve saber, para não passar sufoco com nenhum deles

Manual
É o mais usado em barcos pequenos. Dá um pouco de trabalho na hora da descarga, pois funciona através de uma bomba que,pressionada,puxa a água do mar e,depois,empurra os dejetos para um tanque de esgoto ou direto para o mar.Em alguns casos,é preciso mais de dez bombadas para liberar os dejetos. Não desista.

Elétrico
É bem prático, pois, para funcionar, basta apertar um botão,que, geralmente,vem acoplado ao vaso. Depois de acionado, um macerador tritura os dejetos antes de jogá-los na caixa de esgoto ou, se for o caso, no mar. É o que mais lembra o de uma casa.

A vácuo
Usa o mesmo sistema dos aviões, gasta bem menos água e é mais higiênico, prático e rápido, já que em apenas uma descarga todos os dejetos vão embora. Porém, alguns equipamentos só dão a descarga se a tampa do vaso estiver fechada, justamente para criar o vácuo.Evite vexames e, depois, espere o vaso encher novamente para certificar-se que ficou realmente limpo.

Matéria originalmente publicada na Revista Náutica N°213

Fonte:

http://www.nautica.com.br/noticias/viewnews.php?nid=ult1593195ebd7584ee9c32529011da6253&editoria=31

 

 


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