Infecto-contagiosas/Epidemias - Mais sobre a Febre Amarela
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Mais sobre a Febre Amarela

20/05/2008

 


Dra. Silvia Sampaio
Patologista Clínica

Dra. Sandra Aparecida Domingues Mendonça
Patologista Clínica

 

 

FEBRE AMARELA
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A febre amarela é uma doença febril aguda, de curta duração (no máximo 12 dias) e de gravidade variável. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que podem levar à morte. Deve-se levar em conta seu potencial de disseminação em áreas urbanas.

O vírus amarílico é um vírus RNA, Arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae e tem no mosquito o seu reservatório. Os primatas são os principais hospedeiros na forma silvestre, enquanto o homem é um hospedeiro acidental.

A transmissão da doença ocorre exclusivamente pela picada do mosquito, não havendo transmissão entre seres humanos. Segue-se um curto período de incubação de 3 a 6 dias (Importante ressaltar este ponto para os diagnósticos diferenciais: dengue, malária, leptospirose, hepatites, colangites, sepse em geral; e nas formas mais leves, as “viroses” não especificadas) e de viremia de 3 a 5 dias a contar do início dos sintomas.

O diagnóstico definitivo deve ser confirmado através do isolamento do vírus amarílico ou detecção de antígenos no sangue ou tecidos, e ainda por sorologia, exames estes que, em situações de risco podem ser disponibilizados em centros de referência. Fundamental ressaltar que todos os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente.

Não existe tratamento específico e o tratamento sintomático nas formas graves passa por suporte avançado em unidade de tratamento intensivo. Vale lembrar que a letalidade da doença habitualmente encontra-se entre 50-60%.

Conforme informado pelos boletins do Ministério da Saúde, até o dia 24/01/2008, a situação epidemiológica é:

• 40 notificações de casos suspeitos de febre amarela silvestre.
• 19 casos foram confirmados
• 10 destes evoluíram para óbito
• 9 destes tiveram cura
• 16 casos foram descartados para febre amarela
• 5 permanecem em investigação.

Os prováveis locais de infecção dos casos confirmados ocorreram em áreas silvestres de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.



No Brasil, os locais de risco são as regiões de matas e rios das seguintes regiões: todos os Estados da Região Norte e Centro-Oeste, bem como parte da Região Nordeste (Estado do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Estado de Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

As pessoas que moram nestas regiões, ou aqueles que irão viajar para estes locais devem tomar a vacina, caso ainda não tenham feito ou o fizeram há mais de dez anos. Verifique a lista completa dos municípios para os quais é recomendado a vacinação.




Legenda: área endêmica: mantém circulação do vírus na natureza; área de transição: corresponde
à área onde no início do século havia intensa circulação do vírus amarílico entre os hospedeiros
naturais; área indene: sem risco.

O melhor modo de prevenção é a vacinação dos humanos suscetíveis à doença, se encaixam nesta categoria :

- todos os indivíduos que moram ou viajam para as áreas de risco
(endêmica e transição)

- todos os indivíduos que viajam para países que exigem certificado
internacional de vacinação para febre amarela (www.who.int)

A vacina deve ser aplicada dez dias antes de sua viagem e repetida a cada 10 anos e é aplicada gratuitamente nos postos de saúde.

Está contra-indicados a sua aplicação em crianças com menos de 6 meses de idade, uso de terapia ou doenças imunossupressora (baixa de imunidade), e gestantes. Nestes casos o indivíduo deve procurar orientação médica para verificar o risco/benefício da realização da vacina e medidas profiláticas para controle de picada do mosquito.

Para viagens internacionais é necessário efetuar a troca do cartão de vacinação,de cor branca, pelo Certificado Internacional de Vacinação-CIV, de cor amarela em Postos da ANVISA, portos, aeroportos, passagens de fronteiras ou Sedes da Coordenação em todo o território nacional.

Informações junto ao Ministério de Saúde
www.saúde.gov.br

Mais informações
Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 ou 61 3315-2425

 

Fonte:

http://www.jota3w.com.br/clientes/dasa/2008/fevereiro/informe_dasa_sp.htm

 

 

 



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