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A Dra. Judith A. Owens e colegas do Department of Pediatrics and Division of Ambulatory Pediatrics, Brown Medical School, Providence, Rhode Island realizaram um estudo para examinar os padrões da prática clínica, crenças, e atitudes em respeito ao uso de medicamentos prescritos e não prescritos para crianças com dificuldades em iniciar e/ou manter o sono.
Foi enviada uma análise para 3424 pediatras de Academia Americana de Pediatria em 6 cidades americanas. Três ± 7% das visitas pediátricas foram devido a insônia, entretanto houve um grande número de crianças identificadas durante um período de 6 meses. Mais de 75% dos participantes recomendaram medicamentos não prescritos, e >50% prescreveram medicação para dormir. As circunstâncias clínicas específicas nas quais esses medicamentos foram mais comumente usados foram para dor aguda e viagem, seguidos pelas crianças com necessidades especiais (retardo mental, autismo, e distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade). Os anti-histamínicos foram os medicamentos para o sono sem necessidade de prescrição mais freqüentemente relatado. Melatonina ou remédios à base de ervas foram recomendados por aproximadamente 15% dos participantes. Os -agonistas foram os medicamentos para o sono mais freqüentemente prescritos (31%). A probabilidade de prescrever um medicamento para o sono foi 2 a 4 vezes maior nos participantes que tratam de crianças com distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade, para os problemas de comportamentos durante o dia ou problemas de sono noturno, respectivamente. Os participantes expressaram uma extensa preocupação sobre o medicamento para o sono mais apropriado, seguro, tolerante, e efetivo para as crianças.
Os autores concluíram que a prática de prescrição ou recomendação de sedativos ou hipnóticos para a insônia pediátrica é comum entre os pediatras, especialmente entre os pacientes com necessidades especiais. É necessária uma base empírica aproximada para o uso desses medicamentos.
Fonte: Pediatrics 2003; 111:628-635. |