Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Teste ergométrico precoce após infarto do miocárdio: comparação com ecocardiograma, monitorização eletrocardiográfica e arteriografia coronariana
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Teste ergométrico precoce após infarto do miocárdio: comparação com ecocardiograma, monitorização eletrocardiográfica e arteriografia coronariana

05/06/2008

Arquivos Brasileiros de Cardiologia

 

Arq. Bras. Cardiol. v.90 n.3 São Paulo mar. 2008

doi: 10.1590/S0066-782X2008000300007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Teste ergométrico precoce após infarto do miocárdio: comparação com ecocardiograma, monitorização eletrocardiográfica e arteriografia coronariana

 

 

Wagner Aparecido Leite; Manoel Adan Gil; Valter Correia Lima; Bráulio Luna Filho; Denise Maria Servantes; Angelo Amato Vincenzo de Paola; Japy Angelini Oliveira Filho

Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: O teste ergométrico precoce após infarto do miocárdio, realizado antes da alta hospitalar, é útil na estratificação de risco, na prescrição de exercício e na avaliação do prognóstico e do tratamento.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi comparar os achados do teste ergométrico precoce pós-infarto aos resultados do ecocardiograma, da monitorização eletrocardiográfica pelo sistema holter (24 horas) e da cinecoronariografia.
MÉTODOS: Avaliaram-se 60 casos (51,42 ± 9,34 anos), 46 do sexo masculino (77%). O teste ergométrico foi máximo sintoma limitante, realizado pelo protocolo de Naughton, entre o sexto dia de internação e a alta hospitalar, realizado em uso de medicação. Durante a internação, os pacientes foram submetidos a ecocardiograma, eletrocardiografia dinâmica e cinecoronariografia. Adotou-se o nível de significância de 0,05 (a=5%).
RESULTADOS: O desempenho do teste ergométrico na detecção de doença coronária multiarterial foi reduzido (sensibilidade, 42%; especificidade, 69%). Não houve diferenças significativas quando se comparou a presença de isquemia no teste ergométrico com doença coronária de múltiplos vasos, arritmias ventriculares complexas na eletrocardiografia dinâmica e ocorrência de fração de ejeção inferior a 60% no ecocardiograma (p = 0,56), bem como com a presença de lesões multiarteriais, arritmias ventriculares complexas na eletrocardiografia dinâmica e fração de ejeção anormal no ecocardiograma (p = 0,36).
CONCLUSÃO: Durante o teste, a presença de isquemia se associou à ocorrência de arritmias ventriculares na eletrocardiografia dinâmica, à redução da fração de ejeção no ecocardiograma e à presença de lesões coronárias multiarteriais, o que representou um indicador de elevado risco coronário.

Palavras-chave: Arteriosclerose coronária, teste de esforço, ecocardiografia, angiografia, eletrocardiografia ambulatorial.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2008000300007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 


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