| Objectivo. Rever aspectos relacionados com o impacto da deterioração cognitiva sobre a qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) do doente com doença de Parkinson. Desenvolvimento. Apresentam-se, em primeiro lugar, definições do conceito QVRS e a classificação dos instrumentos para a sua medida. Em seguida, são revistos os factores relacionados com a deterioração cognitiva e demência que têm capacidade para alterar a QVRS do doente. É dedicada uma atenção especial à repercussão que a deterioração cognitiva pode ter sobre a própria avaliação da QVRS, uma vez que esta se entende como autoavaliação, segundo um juízo subjectivo e auto-controlado. Perturbações como a perda da memória e alterações da linguagem podem dificultar a autoavaliação e a sua validade. Uma consequência desta situação é frequentemente serem excluídos dos estudos doentes com deterioração cognitiva nos quais a QVRS seja o principal objectivo, existindo, por isso, pouca informação acerca deste assunto. Medidas de QVRS válidas para a população em geral ou para doentes com perturbações específicas podem não o ser em indivíduos com deterioração cognitiva relevante ou demência, o que motivou a criação de medidas específicas para estes doentes. Conclusões. É evidente que a QVRS se altera devido ao impacto da perturbação cognitiva. A medição de tal impacto pode ser problemática e o conhecimento empírico disponível sobre este na doença de Parkinson é ainda reduzido. |
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