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AIDS/HIV

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida

22/06/2003



 

        A Sida/Aids é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiêncja humana (VIH ou HIV) que infecta principalmente as células necessárias à defesa do organismo, permitindo que outros vírus, fungos, bacté-rias ou protozoários causem a morte do indivíduo.
        O HIV transmite-se através da relação sexual, sangue contaminado e por via placentária.
São comportamentos de risco:
1- os homens com hábitos homossexuais porque a mucosa do intestino, inclusive o reto, tem receptores para o vírus;
2- as pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados, já que uma única transfusão é suficiente para infectar o indivíduo;
3- os usuários de drogas por via venosa que fazem uso em grupo (cocaína, heroína, etc., suprimem fortemente a imunidade);
4 - os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos;
5 - as crianças que nascem de mães infectadas.

        As mulheres mesmo não sendo boas transmissoras do vírus podem contaminar seus parceiros, contudo são receptoras naturais do esperma contaminado.
        O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses dependendo da via de contaminação. Após este prazo o doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples gripe até formas com febre, diarréia, aumento de gânglios, infecção de garganta, fígado e baço aumentados, meningites, etc.
        Depois de algum tempo, que pode variar de 3 a 6 meses, aparecem sangue os anticorpos contra o HIV mas o paciente pode ficar sem tomas, apesar de contaminante, por vários anos, até que fatores externos (outra viroses, outras causa) ou internos (stress, depressão e outra-s causas) diminuam a sua resistência, facilitando as infecções oportunistas e os cânceres característicos da Aids.
        Os primeiros sintomas desta síndrome podem ser febre elevada e contínua, diarréias intermitentes e prolongadas, emagrecimento acentuado e mais tarde o aparecimento das outras infecções, sendo a mais comum a candidíase oral (sapinho na boca).
        O tratamento inclui a manutenção do bem-estar do doente, o controle da multiplicação do vírus,, o controle das infecções oportunistas e s neoplasias.
        Não há até o momento nenhum medicamento que elimine totalmente o HIV.
        Contudo, já estão em estudo vários esquemas terapêuticos com substâncias anti-retrovirais (que atacam os vírus da AIDS), também conh-ecidos como coquetel anti-HIV que estão se mostrando muito promissores no tratamento dessa doença. Será necessário mais anos de estudo para se ter segurança com tais medicamentos que hoje alguns estão mostrando que diminuindo o número de vírus nos pacientes reduzem as manifestações clínicas e aumentam o tempo de vida dos mesmos.

Na prevenção da doença, destacam-se:
• o uso de preservativos (camisinha - masculina ou feminina) e espermaticidas nas relações sexuais.
 • a redução do número de parceiros sexuais;
• fazer teste de cada sangue doado com provas de antígenos e anticorpos do HIV;
• o uso de seringas e agulhas esterilizadas ou descartáveis individuais para quem é dependente de drogas injetáveis; as-sim como em todas as injeções;
• facilitar os métodos anticoncepcionais para diminuir possibili-dades de gravidez em mulheres infectadas, em idade fértil.
A Sida/Aids não pega pela convivência em casa ou no trabalho, nem pelo beijo, abraço, aperto de mão, usa de banheiros, toalhas, rou-pas, talheres, copos e pratos, doação de sangue e picadas de insetos.
 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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