1/7/2008
Campanha do Ministério da Saúde durará cinco semanas e será a maior já promovida no mundo.
Aproximadamente 70 milhões de homens e mulheres deverão ser imunizados contra rubéola em uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde no segundo semestre. A mobilização terá duração de cinco semanas (de 9 de agosto à 13 de setembro). Será a maior campanha de imunização já promovida no mundo. Até então, a única ação de proporções semelhantes vacinou 52 milhões crianças e adolescentes contra o sarampo, em 1992.
A imunização será feita de duas formas: com a aplicação da vacina dupla viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país, e por meio da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em pessoas com idades entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.
A DOENÇA
A rubéola é uma doença infecciosa causada por um vírus.
Sintomas
Febre, manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos, dores nas articulações e juntas.
Complicações
Quando acomete mulheres grávidas pode causar malformações no feto.
Transmissão
Por meio de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas ou por via sangüínea, no caso do feto. O período de transmissão gira em torno de 14 dias.
Tratamento
Sintomático, para controlar febre e dores no corpo.
Prevenção
Tomando a vacina, que só é contra-indicada em casos de gravidez ou de imunidade abalada.
A decisão de promover uma ampla campanha de imunização foi motivada pelo aumento no número de casos da doença no ano passado. Em 2007, a rubéola atingiu 20 estados brasileiros. Foram registrados 8.156 casos, a maior parte deles nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste.
No Paraná, foram contabilizados 67 casos, sendo 46 em homens e 17 em mulheres. Do início do ano até ontem, a Secretaria Estadual de Saúde havia registrado 11 casos, 8 deles em homens. Segundo dados do Ministério da Saúde, 70% dos casos confirmados no país são de homens com idade entre 20 e 34 anos. “Sabemos que esta é uma população difícil de atrair, mas precisaremos da colaboração dos homens”, diz a responsável pela divisão de vigilância de doenças transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, Nilce Haida. “Queremos mostrar que vacina não é coisa apenas de criança.”
Por conta da prioridade de imunização dada a crianças e mulheres em idade fértil, a população masculina tornou-se a mais suscetível à infecção. Em crianças a vacina é aplicada aos 12 meses e depois reforçada entre os 4 e 6 anos de idade. Nos adolescentes, também é aplicada em duas doses, com intervalo de pelo menos 30 dias. Nos adultos pode ser administrada em dose única, que por ser combinada também protege contra o sarampo. “Não há problema em tomar a vacina mais de uma vez ou depois de ter tido a doença”, esclarece a infectologista do Hospital Vita Batel, Marta Fragoso. A expectativa é que no Paraná sejam imunizadas mais de 4 milhões de pessoas, sendo que dessas quase três milhões são homens.
A doença
Embora na maioria dos casos tenha uma evolução benigna, a rubéola representa risco quando acomete mulheres grávidas. Bebês de mães que contraem a doença, correm risco de desenvolver malformações, problemas de visão, audição e doenças relacionadas ao coração. Além disso, essas crianças podem transmitir o vírus por até dois anos.
Ao contrário do sarampo, a rubéola nunca foi totalmente erradicada. Em todo o Brasil, o número de casos vinha caindo desde 1997, quando foram registrados 32.825. Em 2001 foram 5.867 e em 2005 o número chegou a 351, mas no ano passado os registros voltaram a subir. O Brasil, assim como outros países das Américas, tem o compromisso de eliminar a doença até 2010.
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Fonte: Gazeta do Povo
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