As diretrizes atuais de condutas preventivas e terapêuticas em diabetes enfatizam a
necessidade de otimizar o tratamento convencional do diabetes através da incorporação
de outros tratamentos baseados em evidência capazes de melhorar a evolução e os
desfechos do diabetes no decorrer do tempo. A depressão clínica, da mesma forma que
a obesidade, é um fator de risco independente e muito significante para o desenvolvimento
do diabetes tipo 2 e para a progressão e a mortalidade tanto do diabetes tipo 1, como
do diabetes tipo 2. Tratamentos eficazes para a depressão estão disponíveis e
podem melhorar o controle glicêmico e a sensibilidade à insulina e, dessa forma,
podem preservar a saúde física e a independência de pessoas que convivem com a doença.
Sintomas de depressão suficientemente grave para requerer tratamento farmacológico e
apoio emocional são encontrados em 25-30% dos portadores de diabetes.
Esse transtorno afetivo tende a seguir um curso crônico e altamente recorrente, não muito
diferente da hipertensão, com uma taxa de recorrência de depressão de 90%, num período
de 5 anos após um tratamento bem sucedido. A depressão impacta significativamente a
aderência do paciente com diabetes tipo 2 ao tratamento com antidiabéticos orais.
Uma excelente revisão sobre o assunto pode ser encontrada nas referências mencionadas
a seguir.
Referência 3: "Treating Depression to Prevent Diabetes and Its Complications:
Understanding Depression as a Medical Risk Factor". Williams, MM et al.
Clinical Diabetes 24:79-86, 2006.
Clique aqui para ter acesso ao artigo de referência 3:
http://clinical.diabetesjournals.org/cgi/content/full/24/2/79
Referência 4: "Depression in Patients with Type 2 Diabetes: Impact on
Adherence to Oral Hypoglycemic Agents". Kalsekar, ID et al. The Annals of
Pharmacotherapy 40:605-611, 2006
Clique aqui para ter acesso ao artigo de referência 4:
http://www.theannals.com/cgi/content/abstract/40/4/605
Fonte:
http://www.diabetes.med.br/arquivos/materias/depressao.doc