Pesquisadores descobriram que o segredo para desacelerar o processo de envelhecimento em leveduras está na restrição calórica, tendo também identificado o gene envolvido. Os resultados do estudo, apresentado hoje na 100a Reunião Geral da Sociedade Americana de Microbiologia, podem levar ao desenvolvimento de terapias contra o envelhecimento.
A restrição calórica – redução do número de calorias ingeridas sem desnutrição – é um método já conhecido para estender o período de vida de mamíferos e atrasar as manifestações do envelhecimento, incluindo-se o declínio funcional e doenças relacionadas à idade. Muito se sabe sobre as variações fisiológicas que ocorrem em animais sujeitos à restrição calórica. Porém, mecanismos moleculares envolvidos neste fenômeno são pouco conhecidos devido à falta de modelos experimentais viáveis.
O Dr. Michal Jazwinski, da Universidade do Estado da Louisiana, diz que se fosse possível elucidar tais mecanismos, poderia-se desenvolver intervenções relativamente simples que aliviariam os estragos do processo de envelhecimento, melhorando a qualidade de vida das pessoas mais velhas.
Um modelo experimental de Saccharomyces cerevisiae foi desenvolvido para a análise molecular do processo de envelhecimento. A manipulação da ingestão nutricional destas leveduras pode aumentar o período de vida, fornecendo um modelo útil para a análise molecular da restrição calórica.
Em outro estudo, o Dr. Leonard Guarente, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, identificou o gene SIR2, que regula o período de vida da levedura. O gene é responsável pela produção da proteína Sir2. Quanto maior o nível da proteína, maior o período de vida. A Sir2 é responsável por um processo denominado silenciamento genômico, que desacelera o processo de envelhecimento. Contudo, necessita do auxílio de outro composto, cujo nível é determinado pelas taxas metabólicas.
Fonte: 100ª Reunião Geral da Sociedade Americana de Microbiologia, 24/05/2000