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Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de um gene ligado a uma doença de pele hereditária, que também pode abrir caminho para novos tratamentos contra o envelhecimento.
A doença, chamada de proteinose lipídica, afeta centenas de famílias em todo o mundo e é particularmente comum na África do Sul.
Ela engrossa a pele e causa marcas semelhantes às da catapora. Em estágio avançado, pode causar epilepsia e depósito de cálcio no cérebro.
Em artigo publicado na revista Human Molecular Genetics, os pesquisadores do Instituto de Dermatologia St. John's, de Londres, explicam como a descoberta do gene também pode ajudar no tratamento de outras doenças de pele mais comuns e de rugas decorrentes da exposição ao sol.
Filtro natural
"Esta é uma importante descoberta, que torna possível examinar pessoas de famílias afetadas pelo mal e verificar se elas são portadoras desses genes", disse John McGrath, um dos cientistas envolvidos na pesquisa. "Com isso, podemos pesquisar novos tratamentos para a doença."
Em relação ao envelhecimento da pele, os cientistas acreditam que uma proteína produzida pelo gene identificado atue como uma "cola biológica", capaz de manter as células ativas grudadas.
Essa proteína, chamada de matriz extracelular, pode servir como um filtro solar natural que protege contra os danos causados pelo sol.
Tratamentos que visam proteger ou acelerar suas funções podem ajudar a pele a permanecer "junta", mantendo-a firme e evitando o aparecimento de rugas.
"Por enquanto, apenas identificar o gene da proteinose lipídica já é um grande avanço", disse McGrath.
Acredita-se que a doença tenha chegado à África do Sul por meio de um alemão portador do mal que migrou para o país por volta de 1650. |