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Esquizofrenia é uma doença mental crônica ainda sem cura conhecida. Considerada como um dos transtornos mentais mais comuns e graves atinge cerca de 1% da população mundial. Só no Brasil, são um milhão e meio de pessoas.
A doença surge independentemente de nível intelectual e da classe social das pessoas. O termo esquizofrenia foi criado em 1911 pelo psiquiatra suíço Eugem Bleulere para caracterizar o paciente que tem percepções dissociadas e apresenta sintomas como alucinações, desordem de pensamentos e ausência de respostas emotivas.
Caracterizada por distorções fundamentais do pensamento e da percepção, além de provocar emoções impróprias, a esquizofrenia envolve as funções mais básicas que dão à pessoa normal um senso de individualidade, singularidade e auto-direção.
Como seus portadores são geralmente adultos jovens, de diferentes raças e culturas, que estão no início da vida produtiva, pode causar impactos sociais e econômicos, se não for tratada adequadamente. A doença foi considerada a terceira mais incapacitante, atrás apenas da paraplegia e cegueira (Üstün et al /1999). Dados da OMS revelam que, em 1991, o transtorno custou US$19 bilhões em gastos diretos e US$ 46 bilhões em perda de produtividade.
Outros números altos seguem a doença: cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo possuem esquizofrenia, sendo que destas, 2 milhões estão no Brasil. Além disso, a incidência média de 1% salta para 35% se pai e mãe sofrerem do transtorno. Alguns genes candidatos já foram identificados e ao menos dois deles estão relacionados à regulação de uma substância química usada como transmissor de sinais no cérebro: a dopamina.
A tendência suicida entre os esquizofrênicos é outra grande preocupação dos médicos psiquiatras. Cerca de 10% dos portadores de esquizofrenia cometem suicídio ao longo de 20 anos da doença, sendo o risco maior em pacientes homens. Pesquisas mostram que 30% dos pacientes diagnosticados com este distúrbio tentam o suicídio pelo menos uma vez durante a vida e aproximadamente 10% morrem em virtude dessa tentativa. Em todo o mundo, a doença reduz o período de vida da pessoa afetada numa média de 10 anos. |
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Fonte:
http://www.bristol.com.br/suasaude_esquizofrenia.aspx
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