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Problemas Ocupacionais
Mortalidade por câncer na região urbano-industrial da Baixada Santista, SP (Brasil)
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07/09/2008 |
Revista de Saúde Pública
Rev. Saúde Pública vol.33 n.3 São Paulo June 1999
doi: 10.1590/S0034-89101999000300006
Mortalidade por câncer na região urbano-industrial da Baixada Santista, SP (Brasil)I Cancer mortality in industrial area of Southeastern region of Brazil
Marcília de A M Faria, José Wilson R de Almeida e Dirce M T Zanetta
Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP - Brasil (MAMF, JWRA), Departamento de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP - Brasil (DMTZ)
Descritores Neoplasias, mortalidade. Exposição ocupacional. Doença ambiental. Neoplasias, epidemiologia. |
Resumo
Introdução Visando a estudar a relação entre câncer e industrialização analisou-se a evolução da mortalidade por câncer da região na Baixada Santista, SP (Brasil), importante complexo industrial-portuário cujos municípios se agrupam em duas diferentes áreas quanto ao processo de industrialização.
Métodos Selecionaram-se 8.546 óbitos por câncer (CID-9), de indivíduos do sexo masculino acima de dez anos de idade, residentes nos municípios da Baixada Santista, no período de 1980 a 1993. Calcularam-se as taxas de mortalidade padronizada pela população mundial e as respectivas razões entre as taxas para a região e seus estratos: Estrato I (complexo industrial-portuário - Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá), e Estrato II (não industrializado - Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe).
Resultados A taxa anual média de mortalidade da Baixada Santista mostrou se alta (197,9/100.000). Houve diferença estatisticamente significante entre as taxas de mortalidade observadas para os Estratos I e II, respectivamente 209,2 e 146,7/100.000, com razão de 1,42 (IC 1,36 - 1,51).
Conclusões Supõe-se que a exposição ocupacional e ambiental a agentes químicos carcinogênicos relacionados ao processo produtivo do complexo industrial, vários deles já identificados, sejam fatores importantes na determinação da mortalidade por câncer. Nesse sentido outros estudos epidemiológicos são necessários para melhor caracterizar o excesso de mortalidade na área industrial da região estudada. |
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Keywords Neoplasms, mortality. Occupational exposure. Environmental illness. Neoplams, epidemiology.
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Abstract
Introduction In order to study the relationship between cancer and industrialization the cancer mortality in the an urban area (Baixada Santista, Brazil), an important industrial-harbour complex, two distinct groups: industrialized and non-industrialized, is analyzed.
Methods A total of 8,546 cancer death registers (according to ICD-9) in males over 10 years old, resident in the that area, were obtained from "Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE)", during the period 1980-1993. The average mortality rates, standardized on the basis of the to 1960 world population for the area studied, and their strata: Stratum I (inside the industrial area - Santos, S. Vicente, Cubatão and Guarujá) and Stratum II (outside the industrial area - Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém and Peruíbe) and the ratios among these rates were calculated adopting the 95% confidence interval.
Results The annual average mortality rate was high, 197.9/100,000 and there was a statistically significant difference between the mortality rates observed in Stratum I and those in Stratum II, 209.2 and 146.7/100,000, respectively, with a ratio of 1.42 (CI 1.36 - 1.51).
Conclusions It seems that environmental and occupational exposure to carcinogenic chemical agents, related to the productive process in the industrial complex, is a significant factor in mortality due to cancer. |
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101999000300006
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Publicado
por:
Dra. Shirley de Campos |
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