Medicina Esportiva/Atividade Física - Leia: Pesquisador estuda alterações de estado de ânimo em jogadores de vôlei
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Leia: Pesquisador estuda alterações de estado de ânimo em jogadores de vôlei

13/09/2008
 

 

Agência USP de Notícias

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Jogadores de voleibol apresentam estados de ânimo diferentes em função da posição que desempenham na equipe, ou seja, o levantador é emocionalmente muito diferente do atacante. “Os atacantes sofrem maior variação nos seus estados de ânimo. E os homens mostraram mais variações nos relatos de ânimo do que as mulheres", relata o pesquisador Marco Antônio Di Bonifácio, autor da pesquisa de mestrado sobre o tema realizada na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. "Por outro lado no decorrer da competição, as mulheres foram mais sensíveis às mudanças emocionais do que os homens.”

Em seu estudo de mestrado Variações de estados de ânimo momentâneos do levantador e atacante, em jogos de voleibol, Di Bonifácio, avaliou 43 atletas femininas, 35 atacantes e 8 levantadoras, com idade média de 15 anos, e 29 atletas masculinos, 24 atacantes e 5 levantadores, com idade média de 18 anos. Foram aplicados questionários na preleção, uma hora antes de cada partida, dos jogos das finais do Campeonato Paulista Infantil Feminino e nas finais do Campeonato Interliga do Interior Infanto-Juvenil Masculino. Na pesquisa foi usado um formulário com a Lista de Estados de Ânimo Presentes (Lep), constituída de 40 locuções. A orientação do trabalho foi do professor José Lino Oliveira Bueno, do Departamento de Psicologia e Educação, que também o orienta agora, no doutorado.

Além da pesquisa de mestrado, Lino e Di Bonifácio também publicaram artigo sobre o assunto, no ano passado, na Revista Psicologia em Estudo. Para o artigo Alterações de estados de ânimo presentes em atletas de voleibol, avaliados em fases do campeonato, os pesquisadores avaliaram as alterações de ânimo em atletas de voleibol em função do sexo e das fases da competição. “Os resultados dessa pesquisa, especialmente, mostraram como a fase do jogo pode alterar os estados de ânimo dos jogadores", diz o pesquisador "Sentir necessidade ou sentir orgulho são estados de ânimo que podem acompanhar uma situação de decisão de campeonato, principalmente no jogo final”.

Nesse estudo, especificamente, participaram atletas que já haviam atuado no Campeonato Nacional da Superliga de Voleibol em anos anteriores. Foram 23 atletas pesquisados, 12 mulheres e 11 homens, com idade média de 24 e 22 anos, respectivamente.

Para o educador físico, os resultados dessas pesquisas colaboram com a área de ciências do esporte, mostrando que o técnico deve adotar postura adequada, seja com a equipe, seja com um atleta, e que levem em consideração variáveis relacionadas com alterações nos estados de ânimo que ocorrem em função da modalidade esportiva, do gênero dos atletas, da fase do jogo e do local da partida.

Olimpíada de Pequim
Di Bonifácio esteve nos Jogos Olímpicos de Pequim onde atuou como assistente do técnico José Roberto Guimarães, do voleibol feminino. Ele foi o responsável pelo scout, ou seja, armazenou cada ocorrência da partida para gerar relatórios sobre a equipe, cada jogador, cada fundamento. São as estatísticas dos jogos. Aos dados, acrescentou interpretações técnicas dos resultados matemáticos, tudo para facilitar o trabalho da comissão. Segundo o assistente, ao convidá-lo, Zé Roberto não queria somente um estatístico, queria alguém que reunisse conhecimento na área.

O medalhista olímpico conta que, na seleção, Zé Roberto fez um trabalho minucioso com as jogadoras, principalmente depois do que ocorreu em Atenas – nas Olimpíadas de 2004, quando a seleção feminina de voleibol foi derrotada pela equipe russa na semi-final, após estar ganhando de 24 a 19 no último set do jogo, ou seja, o Brasil desperdiçou cinco matchs points. “Aquela derrota para a Rússia marcou não só as atletas, mas também o técnico Zé Roberto e todo o ambiente esportivo do País. Criaram conceitos em relação a elas que não existia. Por isso, o Zé, pessoalmente, cuidou de cada detalhe nessa campanha de 2008, até com mecanismos que extravasassem a ansiedade e o estresse”, revela.

Di Bonifácio, que jogou profissionalmente voleibol, inclusive atuou na seleção brasileira e em times da liga italiana, conta que ao iniciar a carreira de técnico, primeiro na Recreativa em Ribeirão Preto e depois no Finasa e no Banespa, começou a trabalhar com times femininos. O envolvimento com pesquisa começou ainda na graduação, quando fez a monografia, também orientado pelo professor Lino.

Para o professor Lino, saber que seu orientando estava no grupo vencedor em Pequim foi uma satisfação muito grande e ele espera que essa integração entre as duas áreas, psicologia e esporte, aumente ainda mais no campus com o início das atividades da Faculdade de Educação Física, no próximo ano. “Sabemos que a pesquisa básica oferece subsídios que vão alimentar as intervenções eficazes num programa que é de educação física", ressalta "A riqueza do laboratório é justamente essa, a troca de experiência com um profissional como Di Bonifácio, por exemplo".

(Fonte: Rosemeire Soares Talamone, do Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do Campus de Ribeirão Preto)

Mais informações: (16) 3602-3517

 

Fonte:

 

http://www.usp.br/agenciausp/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=21366

 

 


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