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A indústria farmacêutica, em colaboração com clínicos e cientistas no campo da medicina reprodutiva, tem recentemente introduzido várias novas formulações hormonais para o tratamento da infertilidade. Pacientes que participam em vários programas de técnicas de reprodução assistida (TRA – fertilização in vitro, doação de óvulos, inseminação intra-uterina) estão agora usando várias dessas medicações.
Algumas destas preparações constituem drogas desenvolvidas recentemente; outras foram aprimoradas; no geral, elas fornecem às pacientes a vantagem de um aumento na potência da droga e de sua bioatividade; melhor tolerância e conveniência na aplicação.
FSH recombinante:
O FSH recombinante tem sido utilizado em programas de TRA no Brasil há mais de 5 anos. Estas gonadotrofinas mostraram uma melhora no desenvolvimento folicular e aumento na taxa de gravidez quando comparado com as medicações anteriores que eram derivadas da urina. Preparações de FSH recombinante são produtos derivados de engenharia genética com grande atividade no desenvolvimento folicular e não apresentam atividade de LH.
Os fabricantes destas medicações também aprimoraram a apresentação e facilitaram a administração, podendo as próprias pacientes aplicar a medicação subcutânea (ao invés de intramuscular), tornando a aplicação mais simples e tolerável.
Gonadotrofinas urinárias altamente purificadas:
Recentemente introduzida no mercado brasileiro, consiste em FSH urinária altamente purificado com mínima atividade de LH.
Na avaliação da paciente com seu médico será determinada qual preparação deverá ser utilizada durante o seu ciclo de TRA e seu protocolo deverá ser individualizado no sentido de otimizarmos a resposta ovariana e o resultado da gravidez.
LH recombinante:
Algumas pacientes necessitariam de alguma atividade de LH e há pouco tempo introduzido no Brasil, o LH recombinante teria sua indicação, podendo este ser aplicado no subcutâneo.
Agonista e antagonista do GnRH:
Os ciclos de TRA podem agora ser realizados combinando o tratamento individualizado com gonadotrofinas com agonista ou antagonista do GnRH. Recentes estudos demonstraram resultados comparáveis entre estes dois grupos de medicamentos, e o recentemente introduzido antagonista é uma excelente terapia suplementar.
hCG recombinante:
A ovulação pode ser acionada com hCG recombinante recentemente produzido. Este produto produz resultados similares ao hCG urinário com a vantagem de poder ser administrado no subcutâneo.
Preparações de progesterona:
No passado, a maioria da pacientes recebia a progesterona intramuscular o que era muito doloroso. Hoje em dia, administramos progesterona intravaginal, com óvulos de liberam altas concentrações de hormônio no útero, tornando o tratamento mais fácil e melhor tolerado, com uma significante diminuição na incidência de efeitos colaterais.
Em resumo, o ciclo de TRA se transformou em uma forma mais simples, fácil de seguir e bem tolerado e com uso de medicações que podem ser administradas pela própria paciente, subcutânea e intravaginal. Todas as pacientes devem receber extensiva educação sobre todos esses hormônios.
Fonte:
Alessandro Schuffner
Research Fellowship no Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA.
Integrante da Comissão de Endocrinologia Reprodutiva da Soc. Brasileira de Reprodução Humana - SBRH
Integrante do Comitê de Reproduçao Humana da Soc. Ginecologia e Obstetrícia do Paraná – SOGIPA
Colaborador do site: www.drashirleydecampos.com.br
Conceber - Centro de Medicina Reprodutiva
www.clinicaconceber.com.br
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