Tabagismo/Fumo/Cigarro - Associação inversa entre o tabagismo e índice de massa corporal pode ser explicada pela genética?
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Tabagismo/Fumo/Cigarro

Associação inversa entre o tabagismo e índice de massa corporal pode ser explicada pela genética?

24/10/2008

Chatkin JM, Scaglia NC, Chatkin G, Fritscher CC, Taufer M, Abreu CM, Blanco DC, Oliveira G
Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), Porto Alegre, RS, Brasil.
Palavras-chave: Tabagismo; Leptina; Obesidade
Introdução: A cessação do tabagismo é uma estratégia essencial para reduzir a morbidade e a mortalidade associada às doenças causadas por esse hábito. A abstinência tabágica geralmente resulta em aumento de peso, sendo uma preocupação da população em geral e dificultando o sucesso de muitas tentativas de abandono do fumo, além de tornar-se um fator de risco para o fracasso destas tentativas. Polimorfismos genéticos do receptor de leptina nos centros cerebrais de controle da saciedade podem estar envolvidos. Objetivos: Estudar o papel do polimorfismo Gln223Arg do receptor de leptina na associação do índice de massa corporal com o status tabágico. Métodos: Foi realizado um estudo transversal com voluntários de ambos os sexos entre 18 e 63 anos de idade, classificados como fumantes, não fumantes ou ex-fumantes. Os sujeitos preencheram um questionário padronizado com variáveis demográficas e relacionadas ao tabagismo. Foi coletada amostra de sangue para estudo genético do polimorfismo Gln223Arg do receptor de leptina por PCR/RFPL. Resultados: A amostra incluiu 228 doadores, sendo 174 (60,4%) homens, com idade média de 34.6 ± 11.0 anos. Houve 106 (36.8%) não fumantes, 99 (34.4%) fumantes e 83 (28.8%) ex-fumantes. As freqüências genotípicas foram 38.9%, 51,4% e 9,7% para os indivíduos GG, AG e AA respectivamente. Não foi encontrada associação significativa entre os genótipos estudados e o status tabágico. Os valores médios de IMC conforme os polimorfismos dos receptores de leptina classificados por status tabágico foram para não fumantes e ex-fumantes de 26.02, 25.82 e 24.97 respectivamente para GG, AG e AA (p > 0.05). Para os fumantes, os valores foram 24.51, 25.84 e 28.41 respectivamente para GG, AG e AA (p = 0.007). Conclusão: Detectou-se associação entre o polimorfismo Gln223Arg do receptor de leptina, BMI conforme o status tabágico. Fumantes com genótipo AA apresentaram IMC maior quando comparado aos outros grupos. Em não fumantes e ex-fumantes esta associação não foi estatisticamente significativa. Infere-se que o papel da nicotina no peso corporal possa ter relação com este polimorfismo.

Fonte:

http://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/suplementos_detalhe.asp?id_cap=77

 

 


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