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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Importante: O que o cardiologista precisa saber sobre gorduras trans

03/11/2008

Arquivos Brasileiros de Cardiologia

 

Arq. Bras. Cardiol. v.90 n.1 São Paulo jan. 2008

doi: 10.1590/S0066-782X2008000100012 

PONTO DE VISTA

 

O que o cardiologista precisa saber sobre gorduras trans

 

 

Carlos Scherr; Jorge Pinto Ribeiro

Universidade Gama Filho, Serviço de Cardiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Rio de Janeiro, RJ - Porto Alegre, RS - Brasil

Correspondência

 

 


Palavras-chave: Dieta, dislipidemias, fatores de risco, ácidos graxos trans.


 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde1, 80% a 90% das pessoas que morrem de doença coronariana têm um ou mais fatores de risco diretamente associados a estilo de vida, hábitos alimentares, atividade física e outros passíveis de modificação. Os últimos dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística2, referentes aos anos de 2002 e 2003, revelam um quadro preocupante em relação aos hábitos alimentares brasileiros e o que isso representa de risco para a incidência de doenças cardiovasculares, em particular da doença arterial coronariana. Em um universo de 96 milhões de pessoas com mais de 20 anos, existem 41% com excesso de peso, dos quais 10,5 milhões são considerados obesos. A mesma publicação mostra o consumo reduzido de frutas e hortaliças, sendo a maior parte das proteínas consumidas de origem animal2. Também constata-se a elevada presença de alimentos com isômeros trans, como margarinas, sorvetes, biscoitos e batatas fritas, produzidos em nosso País, com consumo cada vez maior, principalmente entre os mais jovens.

As gorduras trans estão na pauta do dia em relação a uma alimentação saudável do ponto de vista cardiovascular. Esse tipo de gordura desperta o interesse da indústria alimentícia por permitir maior prazo de validade, pela sua estabilidade durante a fritura, e, por ser uma gordura semi-sólida, poder melhorar a palatabilidade de doces e manufaturados assados. Assim, esse assunto envolve interesses econômicos volumosos, representados pelas empresas de alimentação e pelas cadeias de fast-food. Nesse contexto, é fundamental para o cardiologista o conhecimento das características e ações desse tipo de alimento no organismo humano, para que possa oferecer adequada orientação nutricional aos pacientes. Esse assunto foi profundamente revisado na literatura internacional3. Neste artigo, estão apresentadas, de forma resumida, algumas informações fundamentais sobre gorduras trans com implicações para a prática clínica.

 

Ácidos graxos trans

Os ácidos graxos trans são sintetizados durante o processo de hidrogenação parcial de óleos vegetais, transformando algumas ligações duplas (inexistentes nos saturados) em simples, o que torna sua configuração semelhante à dos ácidos graxos saturados. É por esse motivo que as gorduras trans elevam o colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-colesterol), como os ácidos graxos saturados, e ainda com um efeito adicional, o de reduzir o colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-colesterol)4, aumentando, portanto, a relação colesterol total/HDL. Agem também aumentando os triglicerídeos, comparativamente à ingestão de outras gorduras, mas essa alteração pode depender do grau de absorção e do aumento da oxidação dos ácidos graxos de cadeia longa, além de elevar os níveis de lipoproteína(a)5 e de reduzir o tamanho das partículas LDL6. Os mecanismos responsáveis por essas alterações parecem estar associados com a modulação de receptores de membranas celulares, por meio da incorporação de fosfolípides, assim como com a regulação da transcrição de genes. Estudos in vitro demonstram que os ácidos graxos trans podem alterar a secreção, a composição e o tamanho das partículas de apolipoproteína B-100 produzidas no fígado, além de aumentar o acúmulo celular de colesterol e de ésteres de colesterol. A ingestão de ácidos graxos trans aumenta a atividade da proteína de transferência de ésteres de colesterol, enzima responsável pela transferência de ésteres de colesterol de moléculas de HDL para LDL e para lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL), explicando a mudança de perfil lipídico que ocorre em seres humanos3.

Esses ácidos graxos estão presentes também em pequenas quantidades na carne e nos laticínios de vaca, ovelha e outros ruminantes, produzidos naturalmente pela ação de bactérias no estômago desses animais. Os ácidos graxos trans provenientes da carne ou de laticínios de ruminantes parecem não trazer problemas maiores para a saúde pública, talvez pela pouca quantidade ingerida (1% a 8% do total de gorduras ou menos de 0,5% do total de calorias ingeridas) ou por suas diferenças biológicas em relação aos produzidos por hidrogenação7. A tabela 1 apresenta alguns alimentos com elevado conteúdo de ácidos graxos trans.

 

 

As maiores fontes de gorduras trans são: frituras encontradas em lanchonetes, produtos assados, petiscos empacotados, margarinas e bolachas. Entretanto, o conteúdo de gorduras trans é muito variável, em diferentes marcas de alimentos industrializados. Como exemplo, um estudo demonstrou haver enorme diferença no conteúdo de gorduras trans entre algumas marcas de barras achocolatadas, variando de 0,3 µg/g a 2,94 µg/g; nas margarinas, variou de 0,12 µg/g a 87,6 µg/g; e na batata tipo chips, de 0,09 µg/g a 3,5 µg/g 8. É considerado um cardápio rico nesse tipo de gordura uma porção grande de batatas fritas ou 100 g de pipoca de microondas, bolachas, waffers, tortas industrializadas9 ou cream crackers10. Também ultrapassam os valores máximos preconizados, podendo chegar a 9 g/100 g, as sopas e os molhos enlatados. Um interessante estudo comparou o conteúdo de ácidos graxos trans em 43 comidas servidas em duas cadeias de lanchonetes em 20 países entre novembro de 2004 e setembro de 20058. Esse conteúdo variou de menos de 1 g na Dinamarca e na Alemanha a 10 g nos Estados Unidos (New York) e 24 g na Hungria, e 50% das comidas avaliadas continham mais de 5 g por porção. Também a diferença desse conteúdo no mesmo país foi grande. Como exemplo, pode-se usar o conteúdo de ácidos trans encontrados nos óleos utilizados nas batatas fritas, que continham 23% nos Estados Unidos e 24% no Peru, enquanto na maioria dos países europeus continham somente 10%, na Espanha 5% e na Dinamarca 1%8.

A média de consumo de alimentos industrializados contendo ácidos graxos trans nos Estados Unidos é de 2% a 3% do total das calorias consumidas11. Efeitos adversos já podem estar presentes mesmo com o consumo de 1% a 3% do total de calorias ingerido, o que significa aproximadamente 20 a 60 calorias (2 g a 7 g) para uma pessoa com dieta de 2.000 calorias. A recomendação do Dietary Guidelines Advisory Committee americano é que se deva consumir menos de 1% do total de calorias em gorduras trans12. Cabe lembrar que, para os produtores americanos de alimentos, é permitido colocar como contendo zero de gorduras trans nos rótulos daqueles alimentos que contêm até 500 mg12. No Brasil, recentemente, foram feitas algumas comparações de alimentos, demonstrando haver diferenças na quantidade de gorduras trans, como, por exemplo, a concentração é maior no leite integral que no semidesnatado, e, neste, mais que no desnatado. Também no queijo amarelo em relação ao queijo minas e na salsicha tipo hot dog em relação à lingüiça calabresa. Quando se comparou a manteiga com a margarina, esta apresentou melhor perfil em relação à gordura saturada, sendo mais recomendável que a primeira. Na comparação feita, porém, as margarinas avaliadas não apresentavam gordura trans13. Deve-se ressaltar que essa não é uma composição representativa para todas as margarinas encontradas no mercado, pois algumas delas apresentam gorduras trans. Esses dados demonstram a grande variabilidade no conteúdo dessas gorduras em alimentos industrializados muito comumente utilizados no dia-dia da população, principalmente das crianças, e a importante influência das legislações nacionais nos hábitos alimentares.

 

Consumo de gorduras trans e risco cardiovascular

A relação entre o consumo de gorduras trans e o aumento de marcadores inflamatórios já foi evidenciada em vários estudos. Um deles avaliou, por meio de inquérito, a alimentação de 667 homens holandeses entre 64 e 84 anos de idade, sem doença coronariana. Após dez anos de seguimento, concluiu-se haver associação entre o consumo aumentado de gorduras trans e a incidência de aterosclerose coronariana14. Alguns estudos também demonstraram que a gordura trans pode causar elevação de marcadores séricos inflamatórios e de disfunção endotelial, assim como piora da resposta vasodilatadora mediada pelo óxido nítrico15,16. Um experimento com voluntários sadios comparou os efeitos da substituição de gordura saturada por trans e observou maior redução do HDL e da resposta vasodilatadora, fato não observado quando a substituição foi por monoinsaturados, que também diminuíram o HDL17. Essa diminuição na vasodilatação parece estar relacionada com o tempo e não ser um efeito agudo18. As alterações inflamatórias relacionadas com o consumo de gorduras trans parecem não estar associadas diretamente com sua ação sobre os lipídios, mas por um efeito modulador em monócitos e macrófagos, aumentando a produção de fator de necrose tumoral alfa, interleucina-6 e proteína 1 quimioatratora de leucócitos3.

A partir de resultados de estudos observacionais de coorte muito bem documentados14 e com base no cálculo do número de calorias ingeridas, os ácidos graxos trans parecem aumentar o risco de doença coronariana mais que qualquer outro macronutriente, aumentando substancialmente o risco mesmo para baixos níveis de consumo (1% a 3% do total de energia consumido). Uma meta-análise de quatro coortes prospectivas, envolvendo cerca de 140 mil indivíduos, demonstrou que o aumento de 2% no consumo de gordura trans estava associado a aumento relativo de 23% na incidência de doença coronariana19,20. Em termos absolutos, esses dados representam aumento da incidência de infarto do miocárdio ou de morte cardíaca de aproximadamente 2% para 2,5% em uma população de indivíduos sadios acompanhados ao longo de duas décadas3. Em uma população com risco cardiovascular maior, de 15% em dez anos, por exemplo, o aumento do consumo de gorduras trans poderia elevar o risco para aproximadamente 18,5%14. A coorte das enfermeiras, acompanhadas por 16 a 20 anos, demonstrou associação entre consumo de gorduras trans e incidência de diabetes e doença arterial coronariana21,22. Uma meta-análise de 12 ensaios randomizados, com 524 indivíduos de 39 grupos de estudos ou períodos, demonstrou que, comparando o consumo de igual número de calorias proveniente de gorduras saturadas com trans, estas aumentam mais os níveis de LDL-colesterol, reduzem os níveis de HDL-colesterol e pioram o índice de Castelli I, elevando, ainda, os níveis de triglicerídeos, quando comparadas a outras gorduras, também aumentando os níveis de lipoproteína(a) e reduzindo o tamanho das partículas do LDL-colesterol3. Parece ainda existir alguma relação entre um tipo de ácido graxo trans com a morte súbita cardíaca, como relatado recentemente por Lemaitre e cols.23. Como a associação entre consumo de ácidos graxos trans e risco de doença coronariana, diabetes e morte súbita é maior que o previsto por seus efeitos nas lipoproteínas, acredita-se que os efeitos pró-inflamatórios e na função endotelial possam contribuir para aumento do risco24-28.

Em recente estudo, realizado com 35.924 indivíduos iranianos, constatou-se que a substituição dos ácidos graxos trans por insaturados diminuiria em 9% os eventos coronarianos e em 8% se fossem substituídos por gorduras saturadas, quando se consideram somente os efeitos na relação colesterol total/HDL-colesterol, ou em torno de 22% e 17%, respectivamente, se considerados os estudos prospectivos29.

 

Recomendações para o cardiologista

Embora não existam ensaios clínicos com desfechos sólidos sobre os efeitos da redução da ingesta de gorduras trans, as evidências atualmente disponíveis na literatura indicam que o consumo aumentado de gorduras trans altera o perfil lipídico e inflamatório e associa-se com maior incidência de doença arterial coronariana. Na realidade, como ensaios clínicos randomizados demonstram que a diminuição do consumo dessas gorduras pode melhorar o perfil lipídico, alguns autores acreditam que não seria ético realizar um grande ensaio randomizado com desfechos sólidos3. O cardiologista, portanto, deve recomendar a redução ou mesmo a total eliminação do consumo dos alimentos listados na tabela 1 em suas atividades de prevenção tanto primária como secundária.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo foi parcialmente financiado por Instituto Nacional de Pesos e Medidas.

Vinculação Acadêmica

Este artigo é parte de tese de doutorado de Carlos Scherr e Jorge Pinto Ribeiro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Referências

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Correspondência:
Carlos Scherr
Avenida Visconde de Pirajá, 595/1204
22410-003 Rio de Janeiro, RJ - Brasi
E-mail: scherr@ali.com.br

Artigo recebido em 09/01/07; revisado recebido em 04/04/07; aceito em 11/04/07

 

 

 

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