Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Cirurgia arterial
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Cirurgia arterial

28/11/2008

Caixa de texto: LIGA ACADÊMICA DE CLÍNICA CIRÚRGICA

GENERALIDADES DE CIRURGIA ARTERIAL

 

 

 

 

 


As doenças arteriais são de alta incidência tanto em homens como em mulheres , com relações em todas as especialidades, trazendo para os pacientes, quando não reconhecidas e/ou não tratadas sérias limitações que vão desde a incapacidade para andar até as sempre temidas gangrenas.

O paciente não tem na maioria das vezes condições de interpretar seus sintomas, procurando o médico generalista ou mesmo especialistas de outras áreas sem saber que é portador de doença arterial muitas vezes avançada. E o caso da queixa comum de dor nas extremidades que o leva ao ortopedista ou ao neurologista. Freqüentemente o motivo da consulta é um distúrbio intestinal ou respiratório , por exemplo, embora exista uma arteriopatia importante, até então aparentemente silenciosa, mas que pode ser diagnosticada por qualquer rotina propedêutica básica. Estes fatos aumentam a responsabilidade dos médicos no diagnóstico das doenças arteriais, mesmo não sendo especialistas da área, porque o seu não reconhecimento implicará sempre em complicações graves.

Alguns pontos marcantes devem ser assinalados.

1. A patologia arterial é de alta incidência no adulto.
2. A maioria apresenta sintomas e sinais bem definidos, embora não patognomônicos.
3. A doença arterial é raramente silenciosa. Os sinais e sintomas é que muitas vezes não são bem interpretados.
4. Os dados epidemiológicos e os fatores de risco são muito marcantes.
5. O diagnóstico precoce é importante porque o tratamento nesta fase é muito eficiente enquanto que o diagnóstico tardio se faz pela presença de complicações e o tratamento nesta fase não tem bons resultados.
6.Todos os médicos de todas as áreas têm responsabilidade no diagnóstico motivo pelo qual uma rotina semiológica mínima deverá estar obrigatoriamente contida nos esquemas propedêuticos de todas especialidades.
7. A propedêutica especializada é de fácil execução.
8. Observa-se grande avanço tecnológico nos métodos complementares não invasivos.

SINTOMAS E SINAIS SUGESTIVOS DE DOENÇA ARTERIAL.

1. Claudicação intermitente.
2. Dor e/ou sensação de cansaço nas extremidades..
3. Caimbras musculares.
4. Alterações na cor e/ou na temperatura da pele.
5. Alterações ungueals.
6. Calosidades plantares
7. Úlceras de difícil cicatrização
8. Hipotrofia cutânea e/ou muscular
9. Edema crônico.

ROTINA PROPEDÊUTICA MÍNIMA

1. Anamnese dirigida pela epidemiologia e pela hereditariedade.
2. Valorização do sintoma DOR.
3. Inspecção e palpação dos membros inferiores em ortoastatismo e em decúbito dorsal.
4. Palpação e ausculta das artérias carótidas, sub-clavias, axilares, aorta abdominal, ilíacas, femorais e poplíteas.
5. Tomada de pressão arterial nas quatro extremidades.
6. Doplerometria nos pontos terminais.
7. Testes especiais: dependência, resfriamento, escaleno, primeira costela, etc.

FATORES DE RISCO DA DOENÇA ARTERIAL.

1. Idade acima de 40 anos.
2. Tabagismo.
3. Obesidade.
4. Vida sedentária.
5. Hiperlipidemia.
6. Stress.
7. Diabetes.
8. Hipertensão arterial.
9. Alcoolismo.

CAUSA DE DÔR NOS MEMBROS INFERIORES.

1. DÉRMICAS: traumas, infecções, celulites e lipomatoses.
2. NERVOSAS: ciática, neuralgias (n. crural,p.ex.), polineurites (viroses), forma dolorosa da esclerose em placas, radiculites diversas, trauma de nervo, etc.
3. ARTICULARES: todas artropatias, pés planos, "genu vam".
4. ÓSSEAS: traumas, osteomielite, neoplasias, hemopatias com lesões ósseas (anemia perniciosa), osteose estriada de Milkman, etc.
5. MUSCULARES: fadiga, infecções gerais, parasitoses musculares (triquinonose), problemas ortopédicos, nódulos e inflamaçoes(miosite ossificante,p.ex.), etc.
6. EM RELAÇÃO COM O ESTADO GERAL: crescimento, acromegalia, hipertireoidismo, osteoporose senil e estados carenciais.

CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS ARTERIAIS

1. FORMAS ORGÂNICAS

OCLUSIVAS: arterioesclerose, tromboses, embolias, tromboangeite obliterante, arterites de várias origens, arteriopatia diabética, sindromes do desfiladeiro cervical, coarctação da aorta, traumas arteriais

NÃO OCLUSIVAS: aneurismas, fistulas arteriovenosas

2. FORMAS FUNCIONAIS

COM VASOCONSTRICÇÃO:

Raynauld
Acrocianose
Pseudo embolismo arterial
Eritrocianose
Livedo reticularis

SEM VASOCONSTRICÇÃO:

eritromeralgia

        3. ARTERITES

            COM PREDOMÍNIO DOS GRANDES VASOS
                    Arterite de Takaiassu Arterite de células gigantes (temporal)
 
            COM PREDOMÍNIO DOS VASOS DE MEDIO CALIBRE
                    Poliarterite nodosa
                    Arterite primária do sistema nervoso contraí
                    Doença de Kawasaki
 
            COM PREDOMÍNIO DOS VASOS DE PEQUENO CALIBRE
                      Inflamação granulomatosa
                      Granulomatose de Churg-Strauss
                      Granulomatose de Wegener
                      Inflamação não granulomatosa
                      Ausência de depósitos imunes (poliarterite nodosa microscópica)
                      Com depósitos imunes ( doença do soro, púrpura de HenochSchonlein, vasculite por drogas, crioglobulinernia mista,vasculite hipercomplementêmica, vasculite associada a neoplasias e vasculite das doenças auto imunes (lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, dermatomiosite, esclerodermia, síndrome de Sjogren e doença de Behçet).

 

OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS SÔBRE AS ARTÉRIAS.

1.Punção arterial: introdução de agulha na luz vascular.
    Ex.: punção para arteriografia.
2. Ligadura arterial.
    Ex. : ligadura da carótida externa em alguns casos de fistula AV.
3. Trombectomia: retirada de trombo neoformado.
4. Tromboendarterectomia: retirada de placa ateromatosa.
    Ex.: tromboendarterectomia da bifurcação da carótida.
5. Embolectomia com cateter de Fogarty.
    Ex.: embolias na fase aguda e sub aguda.
6. Ressecção segmentar e reconstituição enxerto artificial.
    Ex.: ressecção de aneurisma de aorta e restauração com prótese de Dacron
7. Plastias de alargamento com veia ou prótese de dacron.
    Ex.: plastia de alargamento da carótida com segmento venoso.
8. "By- pass"ou desvio com veia safena (ou similar).
    Ex.: Desvio fêmoro poplíteo com safena reversa. Desvio fêmoro fibular com safena "in situ".
9. "By- pass" ou desvio com prótese de dacron.
    Ex.: Desvio aorto bi femoral.
            Desvio fêmoro femoral.

NOCÕES DE TRAUMA VASCULAR

QUADRO CLÍNICO:

isquemia
hemorragia externa
hematoma
falso aneurisma
fistula arteriovenosa

 

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIAGNÓSTICO

 

1.      Pesquisar lesão vascular em qualquer trauma aberto ou fechado no trajeto de vasos importantes.
2. Pesquisar pulso e medir P.A. distal ao trauma usando o doppler.
3. Nunca imobilizar membros fraturados sem cuidadosa avaliação vascular.
4. Sempre explorar vasos nos trauma complexos de nervos e tendões.
5. Fazer "duplex-scan"e/ou arteriografia nos casos de dúvida.

 

PRINCÍPIOS GERAIS DA CIRUGIA ARTERIAL

 

1. Diagnóstico preciso.
2. Ambiente cirúrgico e material adequados.
3. Antissepsia rigorosa.
4. Vias larga de ascesso.

Princípios fundamentais das vias largas de ascesso:

1. Referências anatômicas bem definidas.

Ex.: ligamento inguinal para os vasos femorais, externocleido mastoideo para a a. carótida, sulco biceptal medial para os vasos umerais, etc.

2. Sacrifício temporário de estruturas anatômica menos importantes no momento.

Ex.: retirada da clavícula para o ascesso a sub-clavia, secção do m. sartório para o ascesso aos vasos femorais, etc.

3. Permitir controle confortavel das extremidades vasculares.

4. Permitir o prolongamento se necessário.

Ex.: as incisos longitudinais serão preferíveis às transversais.

5. Heparinização sistêmica prévia à clampagem dos vasos.

6. Suturas adequadas.

 

 

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA SUTURA VASCULAR


1. Fios inabsorviveis e agulhas atraumáticas
2. Suturas preferencialmente continuas. Usar pontos separados em crianças e em alguns vasos de pequeno calibre.
3. Suturas com eversão de bordas para permitir o contacto de endotélio com endotélio, isto é, com o ponto sempre iniciando-se na adventícia de um lado e terminado na adventícia do outro: adventícia 1 endotélio 1 endotélio2 adventícia2.

 

TEXTO de : Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro

 

 

 

Fonte:

 

http://br.geocities.com/laccuel/generalidadescirurgiavascular.doc

 

 

 


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