03 de Junho de 2003.
Crianças com síndrome de abstinência neonatal (NAS) podem necessitar de um tempo prolongado de internação na unidade neonatal, a qual tem implicações tanto para os familiares como para o hospital pela ocupação do leito. Num estudo publicado recentemente no Addiction, os autores objetivaram testar a hipótese de que a duração da internação na unidade neonatal seria influenciada pelo tipo de droga materna utilizada e particularmente prolongada para crianças cujas mães tomaram metadona com outras substâncias.
Os relatórios médicos das crianças nascidas a termo as quais foram internadas consecutivamente na unidade neonatal por causa da NAS foram revistos neste estudo. Os dados foram coletados em relação aos fatores antenatais e neonatais como prováveis por afetar a internação neonatal. As comparações foram feitas entre três grupos de crianças: aquelas cujas mães usaram metadona isoladamente, metadona mais outras drogas e opióides não metadona.
Participaram do estudo quarenta e uma crianças com idade média gestacional de 39 (variando entre 37-42) semanas. As 41 crianças tiveram um período médio de internação de 30 (variando entre 3 e 68) dias. Trinta e seis crianças necessitaram de tratamento para a NAS; o período médio de tratamento foi de 29 (variando entre 6-68) dias. O tempo de internação e a exigência de tratamento foram maiores nas crianças expostas à metadona e outras drogas associadas comparado àquelas expostas a opióides não metadona apenas (P = 0.0212, P = 0.0343, respectivamente). O tempo de internação sem exigência de tratamento também foi maior no grupo exposto a metadona associada a outras drogas (P = 0.0117).
Os autores concluíram que o tratamento prolongado e a permanência na unidade neonatal são influenciados pelo tipo de droga materna abusada.
Maternal drug use and length of neonatal unit stay - Addiction