Elas são quase transparentes e têm a consistência gelatinosa. A água-viva parece um animal inofensivo, mas quando entra em contato com a pele humana pode provocar queimaduras leves e até irritações graves.
A água-viva ou medusa pertence ao grupo dos cnidários. Na costa brasileira não há espécies deste animal que levem à morte, mas em outros países, como Austrália, por exemplo, há registros de casos fatais.
Estes animais possuem células especiais chamadas de cnidoblastos, que liberam uma substância urticante que acaba irritando a pele. No Brasil, as espécies que possuem ação tóxica sobre o homem são a Chiropsalmus quadrumanus (de pequeno porte e encontrada no litoral nordeste) e Tamoya haplonema (animais maiores, normalmente encontrados em mar-aberto).
Outro animal, confundido com a água-viva é a caravela, que possui tentáculos que podem medir até três metros de comprimento. As caravelas vivem em mar aberto e as correntes marinhas acabam arrastando estes animais até as praias. Se os tentáculos destes animais entrarem em contato com a pele humana, podem causar inchaço, vermelhidão, muita dor e coceira.
Entre o Natal e o início de 2008 foram registrados 841 casos de queimaduras apenas no litoral paulista. Nas praias de Florianópolis mais de 100 banhistas foram vítimas da água-viva. Com a alta incidência de casos no verão é importante saber como socorrer uma vítima de queimadura desse tipo.
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Fonte: Fundação para Desenvolvimento das Ciências, Criança Segura. Autor:
Mariana Mesquita 
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