Diabete/Diabetes - Insulinoterapia ambulatorial em Diabetes Mellitus Tipo 1 e 2
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Diabete/Diabetes

Insulinoterapia ambulatorial em Diabetes Mellitus Tipo 1 e 2

24/06/2003


19 de Maio de 2003.

Num estudo feito por um grupo americano, publicado recentemente no JAMA, os autores objetivaram rever sistematicamente a literatura a respeito do uso de insulina em pacientes com diabetes mellitus (DM) tipo 1 e tipo 2.

Foi feito um levantamento no MEDLINE para identificar todos os artigos em inglês compreendendo estudos controlados randomizados a respeito do uso de insulina em adultos com DM tipo 1 e 2 nos períodos entre 1 de janeiro de 1980 e 8 de janeiro de 2003. Os estudos incluídos na seleção (199 para DM tipo 1 e 144 para DM tipo e 38 de outras fontes) envolviam insulinas humanas ou análogos de insulina, com pelo menos 4 semanas de duração e no mínimo 10 pacientes em cada grupo bem como relato de controle glicêmico e hipoglicêmico. Os estudos sobre a combinação de insulina oral foram similarmente selecionados.

Vinte e oito estudos para DM tipo 1, 18 para DM tipo 2 e 48 para combinação de insulina oral adequaram aos critérios de seleção. Nos pacientes com DM tipo 1, a alteração fisiológica com insulina basal ao deitar e análogo de insulina de ação rápida às refeições resultaram em menores episódios de hipoglicemia em comparação com as condutas convencionais. Os análogos de insulina de ação rápida foram preferidos em relação à insulina regular em pacientes com DM tipo 1 desde que eles apresentassem melhora na HbA1c e reduzissem os episódios de hipoglicemia. Em pacientes com DM tipo 2, a adição de insulina NPH (protamina neutra Hagedorn) à terapia oral aumentou significativamente o controle glicêmico, especialmente quando iniciada no começo do curso da doença. O uso da insulina glargina ao deitar resultou em menores episódios de hipoglicemia durante a noite do que os regimes com insulina NPH. Para pacientes com deficiência grave de insulina, um regime de insulina fisiológica deveria permitir menores alvos glicêmicos na maioria dos pacientes. Efeitos adversos associados com a insulinoterapia incluíram hipoglicemia, ganho de peso e piora da retinopatia diabética quando os níveis de HbA1c aumentaram rapidamente.

Muitas opções de insulinoterapia são disponíveis. De acordo com os autores, a insulinoterapia fisiológica com análogos de insulina é relativamente simples para o uso e está associada a menores episódios de hipoglicemia.

Outpatient Insulin Therapy in Type 1 and Type 2 Diabetes Mellitus - JAMA



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