Câncer/Oncologia/Tumor - Identificação e preservação da Inervação Autonômica Pélvica em cirurgias de câncer retal
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Câncer/Oncologia/Tumor

Identificação e preservação da Inervação Autonômica Pélvica em cirurgias de câncer retal

24/06/2003

Identificação e preservação da Inervação Autonômica Pélvica em cirurgias de câncer retal levam à prevenção da Disfunção Urinária


 19 de Maio de 2003.

Pesquisadores da Johannes Gutenberg-University Mainz, na Alemanha, publicaram um estudo no qual procuraram determinar a freqüência da identificação e preservação da inervação autonômica pélvica, para identificar a relação entre distúrbios da micção pós-operatórios e a extensão da ressecção radical do câncer retal.

Entre Março de 1997 e Dezembro de 2001, 150 pacientes com adenocarcinoma do reto, distante até 16 cm da borda anal, foram submetidos à excisão cirúrgica, com preservação esfincteriana em 112 indivíduos (74,7%). Quarenta e dois por cento dos pacientes foram classificados como Estágio III segundo a Sociedade Americana de Anestesiologia e apenas 2 pacientes (1,3%), como Estágio IV. O número de casos em que ocorreu identificação completa, parcial ou não identificação dos nervos hipogástrico superior, hipogástrico e plexo hipogástrico inferior foi documentado e correlacionado com necessidade de cateter urinário de longa permanência. Volumes urinários foram medidos antes e após a cirurgia por ultrassonografia.

Houve identificação completa dos nervos autonômicos pélvicos em 108 pacientes (72%); identificação parcial foi feita em 16 indivíduos (10,7%) e, em 26 pacientes (17,3%), não foi feita qualquer tipo de identificação. À análise multivariada, dos parâmetros pré-determinados - a saber, curva de aprendizado para Grupo I versus Grupos II ou III, sexo, estadio T, perda sangüínea, cirurgia curativa e cirurgia prévia -, sexo (p=0,006), curva de aprendizado (p=0,019) e profundidade da penetração na parede retal (T1/T2 versus T3/T4; p=0,028) exerceram influência independente na aquisição da identificação completa dos nervos pélvicos. Dezesseis pacientes receberam alta hospitalar com cateter em vias urinárias. Identificação e preservação dos nervos autonômicos pélvicos foram associadas a baixas taxas de disfunção de bexiga (4,5 versus 38%; p<0,001).

Portanto, os pesquisadores concluíram que a identificação e a preservação dos nervos pélvicos autonômicos foi adquirida na maioria dos pacientes e levou à prevenção da disfunção urinária, sendo que sexo, curva de aprendizado e estadio T são parâmetros independentes que influenciam a evolução dos pacientes.

Influence of Identification and Preservation of Pelvic Autonomic Nerves in Rectal Cancer Surgery on Bladder Dysfunction After Total Mesorectal Excision - Diseases of the Colon & Rectum

 


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