Conceito: Trata-se de alteração localizada da remodelação óssea. Essas mudanças estruturais produzem um osso aumentado de tamanho, menos compacto e mais vascularizado e suscetível a deformidades e fraturas.
Epidemiologia:
Doença mais freqüente em idosos (3% na faixa etária entre 35 e 44 anos e 9% na faixa etária entre 80 e 90 anos).
Incide principalmente em homens (3:2) com predominância familiar (25% dos pacientes têm parentes afetados). Parente de um paciente com a doença tem uma chance 10 vezes maior de desenvolver a patologia.
Etiofisiopatogenia:
Não há um fator etiológico definitivo. Os estudos apontam para diversas causas, desde a agregação familiar à infecção viral.
Diagnóstico:
É feito muitas vezes como achado radiológico.
Quando acomete somente uma região (forma monostática), em 70% dos casos é assintomática, afetando tíbia e ilíaco.
Pode também acometer vários locais (forma polióstica), afetando pélvis, coluna lombar, fêmur, coluna torácica, sacro, crânio, tíbia e úmero.
A dor está presente em 80% dos casos, sendo que 40% desses apresentam artralgia quando são afetados os joelhos, quadril e coluna vertebral.
As deformidades podem ser incapacitantes. Quando envolvem a coluna podem ocorrer lesões medulares, compressões radiculares e síndrome da cauda eqüina.
A radiografia mostra lesões características com áreas líticas e escleróticas em osso aumentado de volume, espessamento cortical e osso trabecular de aspecto grosseiro.
Exame Laboratorial:
- aumento dos níveis séricos de fosfatase alcalina
- aumento dos níveis de hidroxipolina urinária (excedendo 1000 mg/24 hs)
Tratamento:
Calcitoninas sintéticas de salmão injetáveis em doses de 100 U diárias por 3 a 6 meses, reduzindo-se as doses para 50 a 100 U em dias alternados, por igual período de tempo.
Prognóstico:
Na maioria dos casos é de caráter benigno e com bom prognóstico. Só as sua complicações exigem tratamento emergente.