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USO DE “ÁGUA DE FUBÁ” NO CONTROLE DOS VÔMITOS DE
GESTANTES COM HIPEREMESE GRAVÍDICA: RESULTADOS PRELIMINARES
FERREIRA, Thelma R.A.S. 1
thelmasales@uol.com.br
1 Comissão de Terapia Nutricional do Hospital das Clínicas da UFMG
A hiperemese gravídica (HG) constitui um dos riscos para a desnutrição durante a gravidez.A desnutrição, por sua vez, é causa das principais complicações da HG. Para mulheres já desnutridas a HG representa para o bebê, risco de desnutrição, baixo peso ao nascimento ou morte fetal e, para a mãe, agravamento da desnutrição global ou deficiências nutricionais específicas. O tratamento da HG visa coibir as manifestações eméticas e corrigir os distúrbios hidroeletrolíticos e a desnutrição. Apesar dos resultados dos estudos que comprovam a teratogenicidade no primeiro trimestre de gravidez em animais não terem sido totalmente esclarecidos em embriões humanos, o uso de antieméticos na gestação preocupa a classe médica, principalmente após a tragédia causada pela talidomida. O tratamento precoce pode melhorar o prognóstico da HG, porém a recorrência pode ocorrer em 25% dos casos, merecendo assim atenção contínua das gestantes a fim de reiniciar o tratamento o mais precocemente possível. O presente estudo teve como objetivo avaliar o uso de “água de fubá” na redução dos vômitos de gestantes com hiperemese gravídica, sem alterações metabólicas graves. Foram acompanhadas 15 gestantes com HG, em idade entre 16 e 38 anos admitidas no Hospital das Clínicas da UFMG, entre maio de 2002 e julho de 2006, para avaliação do estado nutricional e indicação de terapia nutricional agressiva (devido à demanda do feto e a impossibilidade prévia de utilização do tubo digestivo). À indicação, optou-se, em todos os casos, por manter repouso gastrintestinal, excluir antieméticos e iniciar hidratação oral com água de fubá (50 ml de meia em meia hora). Todas as pacientes foram submetidas à ultrasonografia fetal, sendo o feto compatível em crescimento com o período fisiológico de gestação.
Resultado: Observou-se, nas mulheres atendidas, cessação dos sintomas, sendo que em 86,6% houve parada espontânea dos vômitos entre 24 e 48 horas após início do tratamento e conseqüente estímulo das pacientes no reinicio dieta oral. Os resultados preliminares incentivam o desenvolvimento de estudos com uma amostragem maior e que permita avaliar placebos. Devem ser incentivados outros estudos que possam demonstrar os mecanismos de ação da água de fubá no controle de vômitos incoercíveis no intuito de reduzir riscos de desnutrição.
UFMG
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