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Dietas/Emagrecimento

Dieta Vegetariana

10/03/2009
A Dieta Vegetariana

Muitas pessoas vêm recentemente evitando comer carne. Os motivos para essa mudança alimentícia são vários: proibições religiosas, sensitividade em relação ao sofrimento de animais e preocupação com a própria saúde. 

 

Existem também diversos graus de vegetarianismo. Alguns vegetarianos, além de não comerem carne, também não consomem ovos ou laticínios. Outros não utilizam qualquer produto de origem animal na preparação de alimentos e evitam até mesmo consumir mel, alegando que as abelhas têm que trabalhar para produzi-lo. Mas a maioria dos vegetarianos, apesar de não comer carne e frango, consome ovos, laticínios e peixe. A justificativa para uma dieta vegetariana que inclui peixe é que os peixes não possuem um sistema nervoso complexo e, portanto, não sofrem tanto ao morrer como outros animais. Para vegetarianos mais rígidos, pessoas que consomem qualquer produto animal não são, na realidade, vegetarianos, pois a definição da palavra vegetarianismo significa alimentar-se exclusivamente de vegetais. 

A seguir, aprenderemos as diferentes razões – nutricionais, filosóficas e religiosas – para a escolha de uma dieta vegetariana:

Saúde

Benefícios à saúde são um dos motivos que levam muitas pessoas a adotar uma dieta vegetariana. Hormônios são freqüentemente aplicados em animais para que eles cresçam mais rapidamente, a fim de serem sacrificados para consumo. Mesmo sem a presença de hormônios, a carne de animais pode estar infectada e transmitir doenças às pessoas que a ingerem. Seres humanos podem contrair doenças, como a salmonela e a doença da vaca-louca, pois é difícil garantir que a carne vendida no açougue ou no supermercado esteja livre desses males.

 

Carnes e laticínios também contêm gordura saturada. Normalmente, 40% das calorias da carne vermelha advêm de sua gordura. Comer gordura saturada pode resultar em problemas prematuros de saúde. Muitos jovens vêm sofrendo cada vez mais de sérios problemas cardiovasculares que podem ser até fatais, devido aos hábitos alimentares que incluem muita gordura saturada.

No entanto, deve-se atentar para o fato de que a adoção de uma dieta vegetariana não necessariamente faz com que uma pessoa se torne mais saudável. Ingerir muitos vegetais pode ser extremamente saudável, auxiliando na prevenção e tratamento de doenças como o câncer e a obesidade. Mas, os vegetarianos devem se alimentar de uma forma consciente, procurando consumir alimentos que contêm as proteínas e vitaminas encontradas na carne vermelha. Caso contrário, a opção pela ausência do consumo de carne pode ser prejudicial à sua saúde. Muitas pessoas decidem ser vegetarianas e não se alimentam de forma correta. Ingerem uma maior quantidade de pão, queijo, bolos e doces, e acabam consumindo até mais gordura saturada do que pessoas que consomem carne. Uma dieta vegetariana precisa ser rica em fibras e em alimentos de baixas calorias.

Vegetarianos precisam ter em seu organismo uma quantidade satisfatória de riboflavina, vitaminas D e B12 e iodo. Evitar por completo carnes, ovos e laticínios pode resultar numa escassez de ferro, cálcio e vitamina B12 no organismo. Vegetarianos que comem ovos e laticínios reduzem esse risco à saúde. Uma outra alternativa pode ser o consumo de suplementos de vitaminas; porém, é preciso tomar cuidado para não ingerir vitaminas em excesso.  

Alguns estudos afirmam que vegetarianos vivem mais. Está provado que frutas, vegetais, nozes, legumes e grãos são alimentos saudáveis, e que seu consumo reduz os riscos de contrair doenças como o câncer, diabetes, e trombose arterial. Ingerir menos gordura concentrada e mais vegetais pode reduzir a obesidade e os riscos de ataque cardíaco, além de ajudar no bom funcionamento dos rins, resultar na perda de peso e retardar o envelhecimento.

Mas será que o vegetarianismo é uma opção para todas as pessoas? Mulheres, crianças e atletas, por exemplo, precisam de surtos de energia. Bebês, crianças e adolescentes necessitam de vitaminas e proteínas para seu crescimento e desenvolvimento; atletas necessitam de um maior número de calorias para praticar exercícios. Mulheres grávidas necessitam de vitaminas em quantidade suficiente para o consumo de seus bebês enquanto que pessoas idosas precisavam manter seus ossos fortes. Todas essas necessidades podem ser supridas através do consumo de alimentos como tofu, lentilhas, e certos vegetais e grãos. Com um planejamento adequado e com um pouco de esforço, praticamente qualquer pessoa pode obter os nutrientes que necessita adotando uma dieta vegetariana consciente e responsável.  

Razões Filosóficas

Muitas pessoas se tornam vegetarianas por motivos idealistas. Defensores dos direitos de animais acreditam ser injusto a matança e sofrimento de animais para o consumo humano. Esses vegetarianos afirmam o seguinte: antigamente, era necessário caçar e matar animais para viver. Desde o início da agricultura, porém, nós, seres humanos, podemos adotar uma dieta vegetariana e vivermos de uma forma até mais saudável, ingerindo o que plantamos ao invés de matarmos animais para o nosso sustento.

De fato, existem estudos que comprovam que os animais sofrem quando são sacrificados. Pesquisas demonstram que as vacas choram quando são enviadas ao matadouro, pois sabem que vão morrer. Pessoas que já presenciaram o sacrifício de animais geralmente deixam de consumir carne. Ativistas vegetarianos afirmam que o consumo de carne é assassinato e o consumo de vitela em particular é infanticídio. Defensores dos direitos dos animais afirmam que deixar de comer carne pode ser um pequeno sacrifício, mas é valido, pois poupa a vida de muitos animais.

 

Pessoas que comem carne afirmam que o consumo de animais faz parte da cadeia alimentar, assegurando que são os vegetarianos que causam a morte de muitos animais, ao desmatarem certas áreas para serem utilizadas para o cultivo agrícola, provocando a destruição do habitat de muitos animais.

Religião

Muitas religiões contêm leis alimentícias que se preocupam com a saúde do ser humano e com o sofrimento de animais. Algumas, até mesmo, incentivam o vegetarianismo. Abaixo seguem algumas leis alimentícias seguidas por judeus, muçulmanos, hinduístas e budistas. 

No judaísmo, o código alimentar é denominado de leis de casher. Essas leis de grande importância religiosa estabelecem quais animais podem ser ingeridos e de que maneira eles devem ser abatidos e cozidos. As leis do casher proíbem o consumo de carne de porco, répteis, frutos do mar (ostras, camarões, lagosta) e não permitem a mistura de carne com laticínios. Para uma carne ser casher, o animal deve ser abatido de uma forma especificada pela lei judaica. O animal deve ser sacrificado com apenas um golpe para minimizar o seu sofrimento. Após o abate, algumas veias e partes do corpo do animal são removidas e seu sangue é totalmente drenado, pois seu consumo é rigidamente proibido pelo judaísmo.

As leis alimentícias do islamismo são semelhantes às leis de casher. Na religião muçulmana, as regras alimentares são chamadas de halal. Elas são tão similares às judaicas que os muçulmanos podem consumir alimentos casher caso não encontrem alimentos halal. (O inverso, porém, não é verdade. Judeus não podem consumir alimentos halal). Como no judaísmo, a lei islâmica estabelece que o abate deve ser feito de uma forma que o sofrimento do animal seja minimizado. O consumo de carne de animais que não tenham sido abatidos conforme as leis islâmicas é proibido. O consumo de carne de porco também não é permitido. 

A religião hinduísta assegura a santidade de todos os animais e ensina que nenhuma vida deve ser destruída de forma violenta. As vacas são consideradas sagradas e o consumo de sua carne é extremamente proibido. A maioria dos hindus segue uma dieta vegetariana.

O budismo incentiva o vegetarianismo, mas o consumo de carnes e peixe é permitido. A religião afirma que o ser humano deve comer apenas o suficiente para seu sustento e proíbe os budistas de estarem envolvidos no processo de abatimento de animais. O fundador do budismo – o Buda – aconselhou os monges a evitar determinados tipos de carne: humanos, elefantes, cavalos, cachorros, cobras, leões, tigres, porcos-do-mato e hienas. A explicação dada para se evitar esses tipos de carne é que alguns animais atacam pessoas quando cheiram a carne morta de sua própria espécie.

Conclusão

Hoje nós vivemos na era dos “fast foods”, e o que comemos reflete em nossa qualidade de vida. Jovens estão sofrendo de problemas cardíacos e a obesidade, que há alguns anos atrás parecia um fenômeno exclusivamente norte-americano, já se tornou um problema para a população do Brasil. Devemos ficar atentos ao que comemos, pois doenças como a da “vaca-louca” atingiram até os países mais desenvolvidos da Europa.

Seguir uma dieta imposta por uma religião também é uma opção para muitas pessoas. A carne de porco, por exemplo, proibida pelo judaísmo e islamismo, já foi transmissora de doenças como a salmonela. A lei judaica também proíbe o consumo de ostras: elas são consideradas os filtros do oceano, pois limpam a água absorvendo a sujeira. Uma boa maneira de evitar um consumo exagerado de comidas é a lei imposta pelo budismo: consumir apenas o necessário para o sustento.  O hinduismo, por outro lado, recomenda que seus seguidores sejam vegetarianos.

A adoção de uma dieta vegetariana é uma escolha inteiramente pessoal. Independente do motivo, uma dieta vegetariana consciente e balanceada pode prevenir doenças. Alguns estudos demonstram que os vegetarianos vivem mais e sofrem menos ao envelhecer. Mesmo aqueles que não adotam uma dieta vegetariana não devem comer carne em quantidade demasiada. Evitar gordura saturada, comer mais vegetais, e seguir uma dieta responsável são definitivamente hábitos saudáveis de vida.

 

Fonte:

 

http://www.10emtudo.com.br/imprimir_artigo.asp?CodigoArtigo=56&tipo=artigo

 

 


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