Endocrinologia/Glândulas - Hipotireoidismo 1
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Endocrinologia/Glândulas

Hipotireoidismo 1

25/06/2003

 

Sinônimos e Nomes populares

Diminuição de funcionamento da tireóide; falta de tireóide, tireóide cansada.

O que é?

Conjunto de sinais e sintomas decorrentes da diminuição do hormônios da tireóide.

Como se desenvolve?

É um quadro clínico que ocorre pela falta dos hormônios da tireóide em decorrência de diversas doenças da tireóide.

No recém-nascido, as causas mais freqüentes envolvem:
 

a falta de formação da glândula tireóide (defeitos embrionários)

defeitos hereditários das enzimas que sintetizam os hormônios

doenças e medicamentos utilizados pela mãe que interferem no funcionamento da glândula da filho

Em adultos, a doença pode ser provocada por:
 

doença auto-imune (tireoidite de Hashimoto)

após cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia

por medicamentos que interferem na síntese e liberação dos hormônios da tireóide (amiodarona, lítio, iodo)

(mais raramente)por bócio endêmico decorrente de deficiência de iodo na alimentação

O que se sente?

No recém-nascido, ocorre:
 

choro rouco

hérnia umbelical

constipação

apatia

diminuição de reflexos

pele seca

dificuldade de desenvolvimento

Se o paciente não receber tratamento adequado até a quarta semana de vida, pode ocorrer retardo mental severo, surdez, e retardo no desenvolvimento de peso e altura.

Na criança, a doença pode provocar déficit de crescimento associado à:
 

pele seca

sonolência

déficit de atenção

constipação

intolerância ao frio

apatia

No adulto, os sintomas são de:
 

intolerância ao frio

sonolência, constipação

inchumes nas extremidades e nas pálpebras

diminuição de apetite

pequeno ganho de peso

fraqueza muscular

raciocínio lento

depressão

cabelos secos, quebradiços e de crescimento lento

unhas secas, quebradiças e de crescimento lento

queda das pálpebras

queda de cabelos

A doença predomina no sexo feminino, no qual ocorre também irregularidade menstrual, incluindo a cessação das menstruações (amenorréia), infertilidade e galactorréia (aparecimento de leite nas mamas fora do período de gestação e puerpério).

Quando a doença tem causa auto-imune (tireoidite de Hashimoto) pode ocorrer vitiligo e associação com outras moléstias auto-imunes:
 

endócrinas (diabetes mellitus, insuficiência adrenal, hipoparatireoidismo)

sistêmicas (candidíase, hepatite auto-imune)

Como o médico faz o diagnóstico?

No recém-nascido, deve ser realizada a triagem neonatal através da dosagem de T4 ou TSH em papel filtro. Se essas dosagens forem alteradas, o exame deve ser confirmado com os mesmos procedimentos no sangue e, se alterados, iniciar de imediato o tratamento.

No adulto, o diagnóstico é estabelecido pelas dosagens de T4 e TSH, e se os mesmos estiverem alterados (T4 baixo e TSH elevado), deve ser buscada a causa do problema através da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO), antimicrossomais ou antitireoglobulina, que demonstrarão a causa auto-imune do distúrbio. Em pacientes com cirurgia prévia, além dos anticorpos, pode ser realizada também a pesquisa do resíduo de tecido tireóideo remanescente através da ultra-sonografia ou da cintilografia de tireóide. Deve ser também analisado o perfil lipídico do paciente, uma vez que ocorre severa dislipidemia associada ao estado de hipotireoidismo.

Como se trata?

O tratamento de todas as formas de hipotireoidismo é realizado com Tiroxina (T4) em doses calculadas de 1,6 a 2,2 microgramas por Kg de peso corporal no adulto e de 3 a 15 microgramas por kg de peso corporal, dependendo da idade do paciente. O controle do tratamento é realizado pela dosagem de TSH, que deve se manter sempre normal. Nos pacientes dislipidêmicos devem ser monitorizados também os níveis de colesterol e triglicerídeos.

Como se previne?

Os casos que ocorrem após a cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia podem ser prevenidos através de cirurgia adequada no momento em que a mesma é indicada para o tratamento de bócio. Nas demais situações pode ser realizado um diagnóstico precoce, porém prevenção primária não é disponível.

  Mauro Antonio Czepielewski

 


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