Já é sabido que, conforme a posição que a mãe coloca criança para dormir, pode surgir uma síndrome conhecida, em inglês, por SIDS, que é “sudden infant death syndrome (SIDS)”.
D.K.Li e colaboradores, que são epidemiologistas da Kaiser Foundation Research Institute, nos E.Unidos, aventaram a hipótese de que os costumes étnicos, das diversas populações (que têm tradição de colocar o bebê para dormir de barriga para baixo ou para cima ou ainda de lado) poderia influir sobre esse tipo de morte.
Fizeram o levantamento de casos de SIDS em 11 distritos, na Califórnia, de Maio de 1997 até Abril de 2000. Os autores entrevistaram as 185 mães das quais os filhos tiveram SIDS, qua constituíram o Grupo A e compararam as entrevistas com o grupo B, de 312 mães, escolhidas ao acaso, mas, que tinham a mesma etnia e a idade que a do outro grupo, para saber se a posição na qual colocavam os filhos para dormir, poderia influir no aparecimento da SIDS.
As crianças que foram colocadas na posição de bruços tinham 2,6 vezes mais chances de ter SIDS do que as crianças que dormiam de barriga para cima. Quando a criança dormia de lado, tinha 2 vezes mais chances de ter SIDS do que as crianças que dormiam de barriga para cima. Quando a criança ficava numa posição de dormir instável, porque não era apoiada por travesseiros e era colocada na posição de dormir de lado mas acabava virando de bruços, com a barriga para baixo, aí as chances de aparecer a SIDS eram 8,7 maiores do que se a criança já fosse colocada diretamente de barriga para cima.
Os autores concluem que crianças colocadas em posições a que não estão acostumadas ou variáveis entre estar de lado ou de bruços têm maiores riscos de sofrerem de SIDS do que as crianças que são colocadas sempre numa dessas posições, mas, de maneira constante.
Fonte: (Am J Epidemiol 2003 Mar 1;157(5):446-55)