Infecto-contagiosas/Epidemias - Perguntas e Respostas sobre a Gripe Suína
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Perguntas e Respostas sobre a Gripe Suína

04/05/2009
Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas

1. O que é a influenza A / H1N1?
2. Quais os sintomas que definem um caso suspeito de influenza A (H1N1)?
3. Em quanto tempo, a partir da transmissão, os sintomas aparecem?
4. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?
5.A vacina contra gripe comum protege contra a influenza A (H1N1)?
6. Há tratamento para Influenza A (H1N1) no Brasil?
7. O Brasil tem estoque de medicamento para tratamento de pacientes?
8. É seguro comer carne de porco e produtos derivados?
9. O que o viajante de voos internacionais deve fazer se apresentar os sintomas?
10. Quais as recomendações do Ministério da Saúde para os viajantes internacionais?
11. O que a população pode fazer para evitar a influenza?
12. O que seria uma pandemia de influenza?
13. Que medidas o governo brasileiro adotou frente ao aparecimento de casos de influenza suína?
14. Houve alguma medida com relação aos voos internacionais?
15. Como está sendo feito o controle sanitário de passageiros internacionais nos  aeroportos do país?
16. Quais ações de controle estão sendo feitas em navios?
17. Qual é tratamento dado aos resíduos sólidos de navios ou aeronaves?
18. Para quais casos é recomendado o uso de máscaras de proteção?
19. Existe algum controle de identificação e rastreamento de passageiros que chegam ao país?


1. O que é a influenza A / H1N1?
É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio de tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

2. Quais os sintomas que definem um caso suspeito de influenza A (H1N1)?
Febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória;
E
• ter apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A (H1N1);
OU
• ter tido contato próximo nos últimos dez dias com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza.

Observação: Contato próximo: indivíduo que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso confirmado.

3. Em quanto tempo, a partir da transmissão, os sintomas aparecem?
Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados.

4. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?
Não. Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus da influenza.  Há pesquisas em andamento, mas não há previsão para o desenvolvimento desta vacina.

5.A vacina contra gripe comum protege contra a influenza A (H1N1)?
Não.  A vacina contra gripe comum protege apenas contra gripe comum.

6. Há tratamento para Influenza A (H1N1) no Brasil?
Sim. Há um medicamento antiviral indicado pela OMS e disponível na rede pública de saúde que será usado apenas por recomendação médica, a partir de um protocolo definido pelo Ministério da Saúde. O remédio só faz efeito se for tomado até 48 horas a partir do início dos sintomas.  ALERTA: Ninguém deve tomar o medicamento sem indicação médica. A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus.

7. O Brasil tem estoque de medicamento para tratamento de pacientes?
Sim. O Ministério da Saúde conta com estoque estratégico suficiente para tratamento de casos de influenza A/H1N1.  Para uso imediato, há 6.250 tratamentos adultos e 6.250 pediátricos, que estão sendo enviados aos estados de acordo com a necessidade. Além disso, o governo brasileiro possui, acondicionada em tonéis, matéria-prima para 9 milhões de tratamentos.  O medicamento bruto está pronto para ser transformado em cápsulas.  O inicio do processamento será indicado pelo Ministério da Saúde, conforme a necessidade.

8. É seguro comer carne de porco e produtos derivados?
 Sim.  Embora o nome da doença remeta a suínos, não há evidências de que esse novo subtipo de vírus tenha acometido porcos.  Portanto, não há risco no contato e consumo de produtos de origem suína.

9. O que o viajante de voos internacionais deve fazer se apresentar os sintomas?
Dentro do vôo: se apresentar algum sintoma durante o voo deve comunicar à tripulação para que o comandante da aeronave informe as autoridades de saúde em solo. Nesses casos, o passageiro com sintoma será recebido, no aeroporto de desembarque, por funcionários da ANVISA e pelo serviço médico do aeroporto. Caso seja necessário será encaminhado para Hospitais de Referência do respectivo estado, indicados pela Secretaria Estadual de Saúde.

Após chegar ao Brasil: se o passageiro apresentar algum sintoma depois de chegar ao país, quando estiver em casa, não deve tomar medicamentos por conta própria e deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar o roteiro de viagem ao profissional de saúde.

10. Quais as recomendações do Ministério da Saúde para os viajantes internacionais?
a) Aos viajantes que se destinam aos países afetados:
• Em relação ao uso de máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nos países afetados, seguir rigorosamente as recomendações das autoridades sanitárias locais.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente
descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir
ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato
com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas
recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas.

b) Aos viajantes que estão voltando de viagens internacionais:
Viajantes procedentes de outros países, independente de ter ou não casos confirmados, que apresentarem alguns dos sintomas da doença até 10 dias após saírem dessas áreas afetadas devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

11. O que a população pode fazer para evitar a influenza?
Alguns dos exemplos de cuidados para a prevenção e controle de doenças de transmissão respiratória são:
- Lavar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz);
- evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
- usar lenço de papel descartável;
- proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar,
- orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas);
- evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados);
- é importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;
- restrição do ambiente de trabalho para evitar disseminação;
- hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.


12. O que seria uma pandemia de influenza?

O termo pandemia significa uma epidemia em grandes proporções (tanto em número de pessoas envolvidas, quanto em área geográfica) que atinge  de forma simultânea diversos países podendo atingir um grande número de pessoas.
Pandemias de influenza ou gripe já causaram graves danos durante toda história. No último século ocorreram pelo menos três grandes pandemias que em poucas semanas causaram grande impacto na morbidade e mortalidade, afetando principalmente crianças e adultos jovens e provocando situações de ruptura social.
 

13. Que medidas o governo brasileiro adotou frente ao aparecimento de casos de influenza suína?
Na mesma data em que foi declarada a Emergência de Saúde Pública pela Organização Mundial de Saúde, dia 25 de abril, o governo brasileiro acionou o Gabinete Permanente de Emergência de Saúde Pública para orientar ações de monitoramento e resposta à situação. O grupo é coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e integrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Relações Exteriores e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Todas as Secretarias Estaduais de Saúde foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção oportuna de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas. O Ministério da Saúde ressalta que o país conta, desde 2005, com um Plano de Preparação para Enfrentamento de Pandemia de Influenza articulado com as secretarias estaduais e municipais de saúde.

Ações de comunicação adotadas pelo Ministério da Saúde:
• A população tem acesso pelo Disque Saúde (0800 61 1997) a esclarecimentos sobre a Influenza A (H1N1) 24 horas por dia, além de site com informações atualizadas.
• Para TV estão previstas 204 inserções de Comunicado de 30” em todas as emissoras de todo Brasil;
• Para as rádios, são cerca de 5.907 inserções de comunicado nas duas principais rádios de cada capital e duas redes nacionais (uma média de 50 em cada uma das 56 emissoras);
• Os dois jornais de maior circulação em cada estado publicaram 3 comunicados sobre o assunto (217 inserções, na soma total);
• O Ministério da Saúde disponibilizou um hotsite sobre a doença, com link no portal www.saude.gov.br;
• Foram confeccionados 800 mil panfletos trilíngues (português, inglês e espanhol), que estão sendo distribuídos nos aeroportos do país, com informações para os viajantes;
• Foram produzidos 55 banners trilíngues (português, inglês e espanhol) para aeroportos. 
• A Infraero veicula avisos sonoros sobre os sintomas da doença e os procedimentos a serem adotados pelos passageiros de voos internacionais.
• Todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves de voos internacionais orientem os passageiros, ainda durante o voo, sobre sinais e sintomas da Influenza A (H1N1). Estão sendo veiculadas mensagens trilíngues dentro das aeronaves.
• A partir do dia 29/4, os principais aeroportos do país passaram a reproduzir informações sobre a Influenza A (H1N1) em seu sistema de televisão;
• O Ministério da Saúde está contratando os pontos de mídia indoor nos aeroportos disponíveis para a replicação de informações aos viajantes;
• Está sendo patrocinado um link no site de pesquisa Google. Ou seja, quem buscar informações sobre o tema terá como uma das primeiras opções de respostas a página do Ministério da Saúde.


14. Houve alguma medida com relação aos voos internacionais?
Sim. Dentro da aeronave em voo: Todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves orientem os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas da influenza. Adicionalmente, a tripulação solicitará que passageiros com esses sintomas se identifiquem à tripulação. Esses passageiros identificados serão encaminhados para os postos da Anvisa ainda no aeroporto.

Ao desembarcar, todos os viajantes procedentes de países afetados, recebem folder/panfleto com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção, higiene e orientações para procurar assistência médica. Complementarmente, a Infraero veicula, nesses aeroportos, informe sonoro.

Todos os passageiros vindos de outros países tem suas Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), retidas pela ANVISA. A DBA atua como fonte de informações para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave.

Se o passageiro procedente de países afetados sentir os sintomas em casa após 10 dias de terem saído dessas áreas afetadas devem: procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima e informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

(ver ações de comunicação na questão 10)


15. Como está sendo feito o controle sanitário de passageiros internacionais nos  aeroportos do país?

Com a elevação do nível de alerta da OMS de 4 para 5, a Anvisa passou a monitorar todos os vôos internacionais que chegam ao Brasil. Em caso de identificação de casos suspeitos, o viajante permanecerá a bordo, juntamente com passageiros próximos a ele  para avaliação clínica e epidemiológica, e se necessário, encaminhamento para hospital de referência. Os demais passageiros serão liberados após receberem informações sobre a doença.

16. Quais ações de controle estão sendo feitas em navios?
Nas embarcações que chegam ao país, o comandante ou representante legal deve informar imediatamente à autoridade sanitária todos os casos que se encaixam na definição de suspeito para influenza A (H1N1). Nessa situação, as embarcações só recebem autorização para atracar após a inspeção sanitária a bordo, realizada em fundeio ou área designada.

17. Qual é tratamento dado aos resíduos sólidos de navios ou aeronaves?
Resíduos sólidos provenientes de aeronaves ou embarcações com casos suspeitos serão classificados como resíduos do tipo A, ou seja, potencialmente infectantes. O descarte desses resíduos passará por procedimentos de inativação microbiológica antes da destinação final.

18. Para quais casos é recomendado o uso de máscaras de proteção?
Os equipamentos de proteção individual, como máscaras, devem ser utilizados por pessoas que apresentam os sintomas e pelos profissionais envolvidos no seu atendimento e na inspeção dos meios de transporte nos quais eles se encontravam. No nível de alerta internacional de número 5, a OMS não recomenda o uso de máscaras por pessoas saudáveis.

19. Existe algum controle de identificação e rastreamento de passageiros que chegam ao país?
Sim. Todo viajante procedente do exterior deve preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) – declaração da Receita Federal do Brasil onde constam, entre outros, seus dados pessoais. A DBA fica disponível para as autoridades sanitárias, caso seja necessário rastrear passageiros que estiveram em determinado vôo.


Confira as várias organizações que divulgam informações sobre a influenza:


- MINISTÉRIO DA SAÚDE
Site: http://www.saude.gov.br / Influenza Suína - /portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534

- MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
Site: www.agricultura.gov.br 

- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Site: www.anvisa.gov.br / Influenza Suína - http://www.anvisa.gov.br/hotsite/influenza/index.htm

- ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE
Site: www.opas.org.br / Influenza Suína - http://www.opas.org.br/mostrant.cfm?codigodest=428

- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE ANIMAL
Site: www.oie.int / Influenza Suína - http://www.oie.int/eng/press/en_090428.htm

- ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO
Site: www.fao.org / Influenza Suína - http://www.fao.org/news/story/en/item/13002/icode/

- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE:
Site: www.who.org
Informações em inglês e espanhol.

- CENTRO DE DOENÇAS DOS ESTADOS UNIDOS
Dados e estatísticas sobre o surto em inglês.
Site: http://www.cdc.gov/swineflu/


- SITE ESPECIAL DO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS SOBRE  A INFLUENZA A (H1N1)
  Site: http://www.pandemicflu.gov/
Informações em inglês e espanhol.

- ASSOCIATION OF HEALTH CARE JOURNALISTS
O guia sobre recursos para cobrir a gripe suína, pandemias e estados de prevenção contém alguns links, disponíveis apenas para membros, mas muitos outros acessíveis para todos os jornalistas.
Site: http://www.healthjournalism.org/
A associação disponibiliza também um documento sobre gripe aviária e pandemias de influenza. (arquivo em PDF).
http://www.healthjournalism.org/uploads/flu-tipsheet.pdf

- POYNTER ONLINE
Site: www.poynter.org
Al Tompkins publica material explicativo sobre a doença e links para fatos-chave da gripe suína e conselhos para as pessoas (em espanhol), disponibilizados pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.
Link para coluna de Tompkins: http://www.poynter.org/column.asp?id=2&aid=162536

- SOCIETY OF PROFESSIONAL JOURNALISTS
Site: http://www.spj.org/
A Caixa de Ferramentas para Jornalistas oferece uma lista de sites relacionados com o tema da saúde, além de outros recursos para repórteres (Informações em inglês)
Link: http://www.journaliststoolbox.org/archive/2009/04/flu-and-miscellaneous-medicalhealth-sites.html
  
- GOOGLE MAPS
Localiza as pessoas que contraíram o vírus H1N1.
Clique aqui.

 

Fonte:

 

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31267

 

 


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