Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária - Saiba mais: Exposição à sílica e tempo de aposentadoria
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Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária

Saiba mais: Exposição à sílica e tempo de aposentadoria

05/05/2009

Gostaria de saber em quanto tempo um trabalhador exposto à sílica se aposenta: 15 anos? 20 anos? 25 anos?
A sílica livre está enquadrada entre os AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO, CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI Nº 8.213, DE 1991, e as doenças causadas pela exposição à sílica concedem a quem as adquire os benefícios previstos na legislação previdenciária.

Dentro das novas instruções da Previdência Social, a aposentadoria em tempos diferenciados estará vinculada ao enquadramento da atividade do trabalhador como especial, de acordo com o anexo IV do Decreto nº 3.048 de 06/5/99, que estabeleceu o Regulamento da Previdência Social, (www.planalto.gov.br). Para esse direito, a partir da nova legislação, o trabalhador tem de exercer integralmente a atividade em condições especiais e isso será atestado através do laudo de condições de trabalho - LTCAT e pela análise do PPP - Perfil Profissional Previdenciário. O Decreto nº 4827, de 3/9/2003, alterou o artigo 70 do Regulamento da Previdência Social com o objetivo de temporizar as exigências da nova legislação nos casos em que não há mais como estabelecer se o trabalho foi realizado em condições especiais através de laudos técnicos. Se a consulta sobre o tempo para aposentadoria se refere a um trabalhador exposto à sílica, nas condições indicadas no Regulamento da Previdência em vigor, mas que trabalhou sob legislação distinta da atual prevalece as definições à época. Agora, se o trabalhador está iniciando sua exposição sob a nova legislação, além da tabela de enquadramento vigente no Anexo IV do Decreto 3.048, devem ser observados os demais critérios.

Ressaltamos que a exposição à sílica pode ocorrer em diversas atividades, com exposições distintas, e que a definição do tempo de aposentadoria vai depender do reconhecimento dessas condições para a sua definição.

Sugerimos uma análise no disposto nos instrumentos legais em vigor para uma melhor compreensão. Na tabela do Anexo IV do Regulamento da Previdência que define os tempos para aposentadoria verifica-se que é variável em função do tipo de atividade que expõe o trabalhador à sílica, podendo se definir o tempo de aposentadoria para a exposição nas seguintes situações:

SÍLICA LIVRE - 25 ANOS


   a) extração de minérios a céu aberto;

   b) beneficiamento e tratamento de produtos minerais geradores de poeiras contendo sílica livre cristalizada;

   c) tratamento, decapagem e limpeza de metais e fosqueamento de vidros com jatos de areia;

   d) fabricação, processamento, aplicação e recuperação de materiais refratários;

   e) fabricação de mós, rebolos e de pós e pastas para polimento;

   f) fabricação de vidros e cerâmicas;

   g) construção de túneis;

   h) desbaste e corte a seco de materiais contendo sílica.
Pneumoconiose em marmorarias

O serviço de Vigilância em Saúde do Trabalhador da SMSa/BH desenvolve um trabalho nas marmorarias do município com o objetivo de controle dos riscos presentes nestes ambientes. Para avaliação pulmonar dos trabalhadores expostos, devemos considerar que a composição do granito é principalmente de silicato (feldspato), além da sílica livre (em menor proporção). A literatura faz referência quase exclusivamente a Silicose em marmorarias, não se referindo a Silicatose neste ramo de atividade. Gostaríamos de solicitar sua opinião, e saber se existem referências de seu conhecimento sobre Silicatose em marmorarias.
A sua pergunta é interessante e não há como responde-la de forma cabal. É difícil que você tenha pneumoconioses "puras" pois a exposição à partículas minerais é sempre mista. Apesar da sua colocação ser teoricamente correta, costumamos rotular os casos de pneumoconiose em marmorarias como de Silicose, uma vez que o risco a exposição à sílica esta presente em concentrações importantes nos granitos, ardósia e outras pedras. Porém, é altamente provável que autópsias de trabalhadores com pneumoconiose adquiridas em marmorarias apresentem um aspecto de nódulos silicóticos coabitando com fibrose intersticial e nódulos estelados de pneumoconiose mista.
Período de Latência da Silicose

Qual o período de latência da Silicose?
Sua pergunta não tem resposta simples: A silicose aguda pode se desenvolver num período de poucos meses após o início da exposição. A silicose sub-aguda de 5 a 10 anos e a forma crônica, normalmente acima de 10 anos (mais comumente acima de 20 anos).A principal variável relacionada ao período de latência é a caracterização da exposição ocupacional. As situações são distintas e associam-se com riscos distintos.
Avaliação de incapacidade em pneumoconioses

Gostaria de saber qual o padrão que utilizam na avaliação da incapacidade funcional (espiro, ergoespiro, gasometria) e onde posso encontrá-la?
Os padrões de avaliação de incapacidade mais utilizados são a escala de dispnéia e a espirometria. Ocasionalmente recorremos a Difusão e Exercício.

A norma de pneumoconiose do INSS trás as tabelas propostas. Elas também estão no Consenso Brasileiro sobre Espirometria que se encontra neste site em formato pdf.
Tratamento da Silicose

Gostaria de obter informações e esclarecimentos sobre os tratamentos da silicose.
No texto sobre sílica e silicose da página da internet, note que não há referência a tratamento. Não existe tratamento específico para a silicose. Tratam-se os sintomas e as eventuais complicações. Ocasionalmente, pode-se tentar medidas mais "heróicas" em casos de silicose avançada (particularmente casos de silicose aguda e subaguda), que são:

- lavagem pulmonar total, com o intuito de remover poeira, mediadores inflamatórios, debris celulares;

- transplante pulmonar

Há pouca bibliografia disponível sobre o assunto.

 

Fonte:

 

http://www.fundacentro.gov.br/conteudo.asp?D=SES&C=1336&menuAberto=655

 

 


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