Metais Pesados / Transição - Época, localização e espécie vegetal na magnitude do efeito protetor do magnésio contra o alumínio tóxico
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Metais Pesados / Transição

Época, localização e espécie vegetal na magnitude do efeito protetor do magnésio contra o alumínio tóxico

29/05/2009

Revista Brasileira de Ciência do Solo

 

Resumo

SILVA, Ivo Ribeiro et al. Época, localização e espécie vegetal na magnitude do efeito protetor do magnésio contra o alumínio tóxico. Rev. Bras. Ciênc. Solo [online]. 2009, vol.33, n.1, pp. 65-76. ISSN 0100-0683.  doi: 10.1590/S0100-06832009000100007.

O efeito protetor de alguns cátions, especialmente o do Ca e do Mg, contra a rizotoxidez do alumínio (Al) tem sido investigado extensivamente nas últimas décadas. No entanto, os mecanismos envolvidos apenas começaram a ser elucidados. No presente estudo foram conduzidos seis experimentos, visando caracterizar o efeito protetor do Mg em relação à sua época de aplicação, localização, além da especificidade da cultura: Experimento 1 - efeito protetor do Mg em comparação ao Ca; Experimento 2 - efeito protetor do Mg em distintas classes de raízes de 15 genótipos de soja; Experimento 3 - efeito da época da aplicação do Mg na resposta de cultivares de soja ao Al; Experimento 4 - determinando se o efeito protetor do Mg é apoplástico ou simplástico; Experimento 5 - efeito protetor do Mg suprido via solução nutritiva ou via foliar, e; Experimento 6 - efeito protetor do Mg contra a rizotoxidez em outras culturas. Observou-se que a adição de 50 mmol L-1 Mg às soluções nutritivas contendo Al aumentou a tolerância ao metal por 15 quinze cultivares de soja. Isso fez com que cultivares de soja conhecidas por serem sensíveis ao Al se comportassem como tolerantes. A ação protetora do Mg parece requerer o suprimento constante de Mg no meio de crescimento. O suprimento de Mg até seis horas após a exposição das raízes ao Al foi suficiente para manter o crescimento radicular normal da soja, porém adições de Mg depois de 12 h da aplicação do Al não foram capazes de recuperar o crescimento radicular. A suplementação do Mg à metade do sistema radicular não exposta ao Al não foi suficiente para prevenir a toxidez do Al à outra metade do sistema radicular exposta ao metal na ausência de Mg no meio de crescimento, confirmando a existência de um mecanismo externo de proteção pelo Mg. Aplicações foliares de Mg também não conseguiram reduzir a toxidez por Al, indicando uma possível função apoplástica de proteção pelo Mg. O efeito protetor do Mg pareceu ser específico para a soja porque o suprimento de Mg não resultou em melhoria substancial no crescimento radicular de plantas de sorgo, trigo, milho, algodão, arroz e feijão quando estes foram cultivados na presença de concentrações tóxicas de Al.

Palavras-chave : soja; cátions; rizotoxidez; acidez do solo.

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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0100-06832009000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 

 


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