Pneumologia/Pulmão - Tuberculose.... mais algumas considerações
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Pneumologia/Pulmão

Tuberculose.... mais algumas considerações

26/06/2003

 

Doença infecciosa e contagiosa determinada pelos agentes Mycobacterium tuberculosis ou Mycobacterium bovis, de evolução normalmente crônica e progressiva, acometendo em especial os pulmões.

Os agentes infecciosos são Mycobacterium tuberculosis e Mycobacterium bovis, bacilos da família Mycobacteriaceae. A primeira espécie tem o homem como único reservatório, a segunda, o Mycobacterium bovis, que causa a tuberculose bovina, quando transmitida à espécie humana torna-se muito virulenta, principalmente em pessoas com imunodeficiência.

Tem transmissão predominantemente por via aérea. O contágio pode ser direto, através de finas gotículas de secreção oronasal contendo os bacilos da tuberculose que são eliminados pela pessoa contaminada durante a tosse, o espirro e a fala, ficam em suspensão no ar e são inaladas por pessoas suscetíveis à infecção. Estas gotículas, contendo as bactérias, chegam até os bronquíolos e os alvéolos, dando início ao processo infeccioso. A transmissão também pode ser feita por contato oral com os bacilos.

A infecção por Mycobacterium bovis quando transmitida ao homem acontece, em geral, pela ingestão do leite de vaca contaminado. A tuberculose humana de origem bovina tornou-se rara em muitos países, devido à vacinação dos animais e à pasteurização do leite.

Distribui-se em todos os países, atingindo tanto os seres humanos (M. tuberculosis), como os animais (M. bovis), principalmente nos países com baixo desenvolvimento educacional sanitário.

Da infecção ao aparecimento da lesão primária decorrem cerca de 6 a 12 semanas. O risco da tuberculose pulmonar progressiva ou extrapulmonar é maior dentro de 1 a 2 anos após a infecção inicial, podendo persistir durante toda a vida sob a forma latente.

A infecção inicial passa, em geral, despercebida na maioria dos casos; porém, pode evoluir para as diferentes formas de tuberculose, como a pulmonar ou mesmo extrapulmonar, causando lesões, principalmente, na meninge, cérebro, intestino, coração, ossos, traquéia e fígado.

Conforme a gravidade das lesões, a sintomatologia é caracterizada por febre, tosse, expectoração, inapetência, emagrecimento, dores torácicas e hemoptises. Em outras localizações, estas manifestações são variáveis, em decorrência da área do corpo afetada.

O diagnóstico é geralmente estabelecido pelos exames clínico, laboratorial e radiológico, pela pesquisa do agente infeccioso no escarro e em outros materiais biológicos.

A prevenção e o controle são feitos com medidas de higiene geral e com a aplicação da vacina BCG.

Complementa este texto, o GLOSSÁRIO da " Série Doenças ".

Bibliografia

BENENSON, Abram S. (Ed.) El control de las enfermidades transmisibles en el hombre. 15.ed. Washington: OPAS, OMS, 1992. 618 p. (Publicacción Científica, 538)

REY, Luís. Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, c1999. 825p.

VERONESI, Ricardo. Doenças infecciosas e parasitárias. 8.ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 1991. p.325-343.

(Texto elaborado pela Biblioteca de Manguinhos/CICT/FIOCRUZ)



 


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