Ginecologia/Mulher - Colpocitologia Oncótica- Prevenção
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Ginecologia/Mulher

Colpocitologia Oncótica- Prevenção

06/06/2009




Exame utilizado para a prevenção do câncer do trato genital feminino Inferior (vulva, vagina, colo e corpo uterino). É considerado confiável na detecção de lesões pré-malignas e malignas, quando a pesquisa é elaborada por meio da coleta tríplice (vagina, ectocérvice e endocérvice). A prevenção deve ser utilizada por pacientes sintomáticas ou assintomáticas, com ou sem vida sexual ativa, mesmo naquelas que tenham sido submetidas a histerectomia total. O exame avalia também a microflora vaginal, apesar de não ser específico para tal pesquisa.

Recomenda-se que a coleta seja realizada com as seguintes indicações:
- Abstinência sexual nos 3 dias anteriores à data da coleta.
- Evitar duchas e tampões vaginais nos 3 dias anteriores à data da coleta.
- Não usar medicamentos locais vaginais no mínimo nos 7 dias anteriores à data da coleta.
- Evitar a coleta do preventivo durante o período menstrual (1o ao 5o dias do ciclo).

A coleta do material deve ser executada pelo médico assistente ou por profissional treinado da área de saúde, obedecendo às seguintes orientações:

- Identificar as lâminas de vidro com as iniciais da paciente. Recomenda-se o uso de duas lâminas: na primeira, o esfregaço vaginal, próximo à parte identificadora da lâmina, e o esfregaço ectocervical na extremidade da mesma lâmina; e na segunda, a coleta endocervical.
- Raspar a parede lateral vaginal ou o fundo-de-saco vaginal com a extremidade arredondada da espátula de madeira de Ayre.
- Raspar a ectocérvice com a extremidade ondulada da espátula, procedendo-se a uma rotação de 360º para cobertura de toda a área ectocervical periorificial.
- Com a escovinha de Campos da Paz, colher a secreção endocervical, também procedendo-se a um movimento rotatório suave no interior do canal endocervical.
- Note-se que, após a coleta de cada secreção, esta deve ser distendida gentil e uniformemente sobre a superfície da lâmina previamente identificada e imediatamente submersa no recipiente plástico contendo o fixador (álcool a 95º), evitando-se a secagem ao ar.

O material deve ser sempre acompanhado por requisição médica que contenha os principais dados da paciente (idade, data da última menstruação, uso de medicamentos, história clínica e colposcópica) e resultados de exames anteriores, informações indispensáveis para uma consulta citopatológica direcionada e personalizada.

O laudo é descritivo, valorizando-se a satisfatoriedade da amostra, e com a conclusão baseada nas principais classificações utilizadas e em suas correspondências. Deve-se evitar qualquer prejuízo ao diálogo diagnóstico necessário entre o médico assistente e o médico citopatologista por intermédio do laudo citopatológico.

A satisfatoriedade da amostra baseia-se fundamentalmente na presença ou não de elementos celulares (células cilíndricas endocervicais, por exemplo), imprescindíveis para que um exame colpocitológico seja considerado uma verdadeira prevenção do câncer ginecológico. São valorizados também o grau de visibilidade desses elementos e a sua qualidade morfológica, que fornecem a segurança necessária ao citopatologista no momento de seu diagnóstico.

Correspondências das conclusões citopatológicas das lesões pré-malignas e malignas do colo uterino:

   BETHESDA
   RICHART
   OMS    PAPANICOLAU
  -   -   negativo   Classe I
  -   -   negativo   Classe II (inflamatório)
  HPV (lesão de baixo
  grau)
  -   -   -
  Lesão de baixo grau   NIC I ou NIC I   Displasia leve   Classe III
  Lesão de alto grau   NIC II ou NIC II   Displasia moderada   Classe III
  Lesão de alto grau   NIC III ou NIC III   Displasia acentuada   Classe III
  Lesão de alto grau   NIC III   Carcinoma in suti   Classe IV
  -   Carcinoma microinvasor
  ou Microcarcinoma
  -   Classe IV
  Carcinoma invasor   Ca invasor   Ca invasor   Classe V

As siglas utilizadas para graduar as neoplasias (N) intra-epiteliais (I) variam de acordo com a topografia:
NIV ou VIN Neoplasia Intra-epitelial Vulvar
NIVA ou VAIN Neoplasia Intra-epitelial Vaginal
NIC ou CIN Neoplasia Intra-epitelial Cervical
NIP ou PIN Neoplasia Intra-epitelial Peniana
NIA ou AIN Neoplasia Intra-epitelial Anal

Devemos considerar também como possíveis conclusões o ASCUS (Atipias Escamosas de Significado Indeterminado) e o AGUS (Atipias Glandulares de Significado Indeterminado), além das lesões glandulares plenamente instaladas, como o adenocarcinoma in situ e o adenocarcinoma invasor.
nas fases agudas de doenças inflamatórias, e níveis baixos nos casos de diminuição da produção por lesões hepáticas graves, aumento de consumo ou ativação de imunocomplexos circulantes. Sua deficiência congênita está associada a graves infecções de repetição.

Os níveis séricos de C3 compreendem cerca de 70% de toda a proteína do sistema complemento. Tal concentração é muito importante, pois sua presença é imprescindível para a ativação tanto da via clássica como da via alternativa do complemento.

A dosagem de C3/C4 é útil na investigação das deficiências congênitas ou nas doenças imunológicas que cursam com o aumento de consumo, como lúpus eritematoso sistêmico, doença do soro, algumas glomerulonefrites e hepatite crônica ativa, entre outras.

A dosagem de C4 é um sensível indicador de atividade de doença no lúpus eritematoso sistêmico. A dosagem de C3 está sempre diminuída nas glomerulonefrites pós-estreptocócica aguda e na membranoproliferativa, mesmo com níveis de C4 normais.

C3/C4 DIMINUÍDOS
C3 DIMINUÍDO
C4 DIMINUÍDO
LÚPUS ERITEMATOSO SISTEÊMICO
GLOMERULONEFRITE PÓS-ESTREPTOCÓCICA AGUDA
IMUNOCOMPLEXOS
DOENÇA DO SORO
GLOMERULONEFRITE
MENBRANOPROLIFERATIVA
HIPERGAMA GLOBULINAS
HEPATITE CRÔNICA ATIVA
IMUNOCOMPLEXOS
CRIOGLOBULINEMIA
ENDOCARDITE
BACTERIANA SUBAGUDA
DEFICIÊNCIA CONGÊNITA
DE C3
ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO
IMUNOCOMPLEXOS
DEFICIÊNCIA CONGÊNITA
LÚPUS ERITEMATOSO ATIVO

 

Fonte:

 

http://www.diagnosticosdaamerica.com.br/exames/colpocitologia_oncotica.shtml

 

 

 


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