Autor: Will Boggs
Baixos níveis de testosterona podem aumentar o risco de fibrilação atrial (FA) isolada em homens, de acordo com um relato na revista Clinical Cardiology.
“Como a fibrilação atrial é associada à morbidade e à mortalidade significantes, pode ser importante discriminar pessoas susceptíveis, através de determinados marcadores biológicos, tais como a proteína C reativa, o peptídeo natriurético cerebral, a endotelina-1 e, talvez, a testosterona”, declarou Dr. Jiangtao Lai da School of Medicine Zhejiang University, Hangzhou, China, ao Reuters Health.
Dr. Lai e colaboradores analisaram se os níveis de testosterona e estradiol diferiam entre 58 homens com FA isolada e outros 58 saudáveis, pareados por idade, raça e etnia.
Os níveis médios de testosterona em homens com fibrilação atrial isolada eram significativamente inferiores do que nos controles saudáveis, relatam os pesquisadores, já os níveis médios de estradiol não diferiram de maneira significativa entre os dois grupos.
Em uma análise de regressão logística, níveis de hormônios sexuais, idade, índice de massa corpórea e pressão arterial não representaram fatores preditivos independentes de FA isolada.
“Não podemos dizer que a testosterona prevê o quadro, uma vez que este trabalho apresentou uma amostra relativamente pequena, podendo levar a resultados espúrios”, declarou Dr. Lai. “Pretendemos investigar a possível associação entre os níveis deste hormônio e o risco de fibrilação atrial isolada em uma população mais representativa, com maior rigor na elaboração dos estudos, com a realização de desenhos prospectivos, se possível”.
Clin Cardiol 2009;32:43-46.