Teses/Estudos Avançados/Questões - Hidropisia fetal não-imune: efeito da presença de cromossomopatia na mortalidade fetal e neonatal
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Teses/Estudos Avançados/Questões

Hidropisia fetal não-imune: efeito da presença de cromossomopatia na mortalidade fetal e neonatal

22/06/2009

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

 

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.27 no.10 Rio de Janeiro Oct. 2005

doi: 10.1590/S0100-72032005001000011 

RESUMO DE TESE

 

Hidropisia fetal não-imune: efeito da presença de cromossomopatia na mortalidade fetal e neonatal

 

Nonimmune hydrops fetalis: effect of the presence of chromosomopathy on fetal and neonatal mortality

 

 

Autor: Alessandra Fritsch
Orientador: Prof. Dr. José Antônio A. Magalhães

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 8 de novembro de 2004
E-mail: alessandrafritsch@terra.com.br – Fone: (51) 9911-4308

 

 

OBJETIVO: avaliar a mortalidade fetal e neonatal entre fetos com hidropisia fetal não-imune (HFNI), comparando os casos com e sem cromossomopatia associada.
MÉTODOS: foi realizado um estudo de coorte histórico e contemporâneo entre janeiro de 1992 e dezembro de 2003, envolvendo gestantes com o diagnóstico de HFNI encaminhadas ao setor de Medicina Fetal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A todas as pacientes foi oferecida a realização de um protocolo de investigação: ultra-sonografia morfológica, amniocentese (citogenética, infecções e erros inatos do metabolismo), ecocardiografia fetal e necropsia nos casos de óbito fetal ou neonatal.
RESULTADOS:
foram estudados 43 casos. Os pacientes foram divididos em dois grupos: 29 pacientes (67,4%) sem cromossomopatia e 14 pacientes (32,6%) com cromossomopatia. A mortalidade fetal foi significativamente maior no grupo com cromossomopatia. Dos 29 hidrópicos sem cromossomopatia, houve 13 mortes intra-útero (44,8%). Já, dos 14 hidrópicos com cromossomopatia, 13 (92,9%) morreram intra-útero (p = 0,003). Em relação à mortalidade neonatal, dos 16 nativivos hidrópicos sem cromossomopatia, 12 (75%) morreram no período neonatal. Houve apenas um nativivo hidrópico com cromossomopatia. Este evoluiu ao óbito no período neonatal.
CONCLUSÃO:
os fetos portadores de HFNI e cromossomopatia têm uma chance maior de morrerem intra-útero do que os fetos com HFNI sem cromossomopatia associada. Daí a importância da investigação completa destes fetos visando ao diagnóstico precoce e à definição do prognóstico desta gestação.

Palavras-chave: Hidropisia fetal não-imune; Cromossomopatia; Mortalidade fetal; Mortalidade neonatal

 


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