Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Comparação de biomarcadores inflamatórios entre pacientes diabéticos e não-diabéticos com angina instável
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Comparação de biomarcadores inflamatórios entre pacientes diabéticos e não-diabéticos com angina instável

23/07/2009

Arquivos Brasileiros de Cardiologia

 

Resumo

HUOYA, Marçal de Oliveira et al. Comparação de biomarcadores inflamatórios entre pacientes diabéticos e não-diabéticos com angina instável. Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2009, vol.92, n.4, pp. 283-289. ISSN 0066-782X.  doi: 10.1590/S0066-782X2009000400006.

FUNDAMENTO: Poucos estudos compararam a atividade inflamatória entre pacientes diabéticos e não-diabéticos com síndrome coronariana aguda, e ainda não foi publicado nenhum somente com portadores de angina instável (AI). OBJETIVO: Este estudo teve dois objetivos. Em primeiro lugar, comparar os níveis séricos de proteína C reativa (PCR) e interleucina - 6 (IL-6) em pacientes diabéticos e não-diabéticos com angina instável (AI) para determinar se a diferença na atividade inflamatória justifica o pior prognóstico nos pacientes diabéticos. Em segundo, avaliar a correlação entre os marcadores inflamatórios e o perfil metabólico em pacientes diabéticos e entre a resposta inflamatória e os desfechos hospitalares, como morte, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva e tempo de hospitalização. MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo de 90 pacientes consecutivos admitidos na Unidade de Dor Torácica com angina instável. Os pacientes foram divididos em dois grupos: diabéticos e não-diabéticos. Os níveis séricos de PCR e IL-6, o perfil metabólico e a contagem de leucócitos foram obtidos na chegada ao hospital. RESULTADOS: Dos pacientes analisados, 42 (47%) eram diabéticos (idade 62 ± 9) e 48 (53%) não eram diabéticos (idade 63 ± 12). Não foram encontradas diferenças entre a mediana da PCR (1,78 vs. 2,23 mg/l, p = 0,74) e da IL-6 (0 vs. 0 pg/ml, p = 0,31) entre os dois grupos. Houve uma correlação positiva entre PCR e colesterol total (rs = 0, 21, p = 0, 05), PCR e colesterol LDL (rs = 0,22, p = 0,04) e PCR e contagem de leucócitos (rs = 0,32, p = 0,02) nos dois grupos. Nenhuma associação foi encontrada entre os marcadores inflamatórios e os desfechos hospitalares. CONCLUSÃO: Não encontramos diferença na atividade inflamatória entre os pacientes diabéticos e não-diabéticos com AI, o que indica que esse quadro clínico pode equilibrar a atividade inflamatória entre os dois grupos e aumentar a concentração de marcadores inflamatórios de fase aguda, independentemente do estado metabólico.

Palavras-chave : Aterosclerose [complicações]; diabetes mellitus; inflamação [complicações]; angina pectoris.

 

 

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0066-782X2009000400006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 

 


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