Alcoolismo/Álcool - Álcool 1
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Alcoolismo/Álcool

Álcool 1

27/06/2003


O álcool é uma das drogas mais conhecidas e talvez a mais popular juntamente com o cigarro, apesar de muitas vezes não ser reconhecida como tal. Teve sua descoberta, provavelmente, na pré-história sob a forma de sucos de frutas fermentados naturalmente, como o vinho por exemplo. Também causa dependência. A diferença é que, ao contrário do fumo, o álcool só se torna danoso quando consumido em excesso, e prejudica apenas o alcoolista. Logicamente, as pessoas que convivem com um alcoolista sofrem indiretamente com os efeitos do vício, mas não com a droga propriamente dita. Os males causados pelo vício não são menos significativos que os do fumo. A organização mundial de saúde considera o alcoolismo como uma das doenças que mais matam no mundo. No Brasil, há quem afirme que o alcoolismo consome mais recursos que a totalidade das importações brasileiras ou todo o orçamento da previdência social. O suicídio é 58% maior em alcoolistas do que no resto da população, e entre 30% a 40% dos acidentes de trabalho são decorrentes do uso do álcool. Em 1989, 14% dos jovens brasileiros entre 10 e 18 anos ingeriam bebida alcoólica mais de seis vezes por mês; em 1996 esse percentual subiu para 19%.
De 1989 a 1993, o número de jovens que fazia uso pesado do álcool (vinte vezes ou mais por mês) havia crescido 50%. No domingo, dia do auge etílico semanal no Brasil, cambaleiam pelo país de 12 a 15 milhões de bêbados. Estima-se que 9% das mulheres e 15% dos homens no país sejam alcoolistas. As mulheres alcoolistas grávidas podem prejudicar de forma irreversível seus futuros filhos. O álcool cruza a barreira placentária e se distribui no líquido amniótico e em vários tecidos fetais. Estas crianças podem nascer com a "síndrome alcoólica fetal" que significa poderem apresentar peso e altura inferiores à média, diâmetro reduzido da cabeça, rosto assimétrico, fissuras na pálpebra, deslocamento da pelvis, anomalias cardíacas, deficiência da performance motora, retardo mental, epilepsia, hérnias...entre outras formando um total de 91 anomalias catalogadas relacionadas a essa síndrome. O álcool ingerido em grandes quantidades dificulta também a ingestão das vitaminas pelo organismo, principalmente a B1, essencial para a saúde dos nervos e por isso os alcoolistas são mais nervosos.
O álcool tem um efeito devastador no viciado. No alcoolismo crônico, é comum a ocorrência do Delirium tremens que é a tremedeira do corpo todo, sua temperatura pode chegar a 40oC e o suor é tanto que ele pode morrer de desidratação; a pele fica avermelhada em razão dos danos sofridos pelos vasos sangüíneos sob a pele. Os nervos afetados podem causar impotência e o indivíduo ainda pode ficar estéril em decorrência dos efeitos tóxicos no esperma. Pode causar ainda, pressão alta, arritmia, ataques cardíacos, derrames cerebrais, e danos aos músculos cardíacos.
Os alcoolistas apresentam um encolhimento cerebral por causa da destruição de células o que afeta o desempenho intelectual do indivíduo, perda de memória, demência e depressão. O fígado, que converte o álcool numa substância ainda mais tóxica, o acetaldeído, fica escravo da bebida e acaba negligenciando o metabolismo dos alimentos o que leva ao acúmulo de toxinas e gorduras no sangue. Provoca ainda: a arterioesclerose, a miocardiopatia (degeneração do músculo cardíaco), pode causar câncer de garganta, de esôfago e de boca, e nos órgãos: Fígado: hepatite, cirrose (endurecimento e degeneração do tecido) Pâncreas: pancreatite (inflamação na qual o órgão libera as enzimas no próprio tecido) Estômago: úlceras, gastrite Sistema nervoso: lesões cerebrais, epilepsia, psicose e demência Determina ainda a atrofia dos testículos, reduzindo o número de espermatozóides e nos ovários o efeito é semelhante.

 

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