Drogas/Vício - Cocaína 2
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Drogas/Vício

Cocaína 2

27/06/2003


A cocaína é extraída da folha da coca, o arbusto Erytroxylon coca, originário da região andina, América do Sul. Em 1862, o químico Albert Niemann conseguiu produzir em laboratório, a partir da coca, um pó branco - o cloridrato de cocaína, cuja fórmula química é 2-beta-carbometoxi-3betabenzoxitropano.

Passou em 1880 a ser usada como anestésico local e depois como analgésico. Nas últimas décadas do século 19, medicamentos contendo cocaína inundaram o mercado, desde tônicos, ungüentos, supositórios, pastilhas expectorantes e até vinho com cocaína.
No início do século 20 a cocaína ainda podia ser comprada livremente como um medicamento comum. Só foi proibida tempos depois quando começaram a aparecer óbitos devido ao seu abuso. Na década de 80 ela passou a ser chamada de "caviar das drogas" em razão de seu consumo generalizado pelos endinheirados executivos americanos, os "yuppies". Em 96 haviam 14 milhões de viciados que consumiam 400 toneladas por ano. É uma droga que atua no sistema nervoso central, acelerando a atividade mental e produzindo estados de excitação.
Em consequencia, a cocaína, modifica as reações de movimento, audição e sensibilidade, entre outras. É muito poderosa. Pode ser inalada (cheirada) ou injetada e provoca euforia e sensação de onipotência, atuando em três neurotransmissores cerebrais: a seretonina, a noripinefrina e, a dopamina. Esses neurotransmissores é que permitem que as células nervosas (neurônios) se comuniquem uma vez que eles não se tocam. Num processo normal, a dopamina leva a mensagem de um neurônio a outro e depois é reabsorvida pela célula de
origem.
A cocaína impede justamente essa reabsorção acarretando um estímulo prolongado pela dopamina, gerando uma "euforia cocaínica" com a exaustão da reserva dos neurotransmissores. Seu efeito é relativamente rápido durando cerca de 15 a 30 minutos, e a depressão que provoca após o seu efeito é tão grande, tão intensa que o usuário logo quer mais uma dose pois, estando ele deprimido recorre à droga por ser esta um estimulante e assim, se dá o estado de dependência. O indivíduo passa a se sentir bem somente quando está sob efeito da droga.

Perigos
Na maioria das vezes, a cocaína vendida para consumo, vem adulterada com outros pós brancos que nada tem a ver com a droga propriamente dita como por exemplo: talco, pó de mármore, pó de vidro e etc. Estes agentes são acrescentados para aumentar o peso do produto e assim favorecer ao traficante pois o Kg de cocaína por ele vendido na verdade não é puro.
Além disso esses outros pós podem estar contaminados com organismos patogênicos que produzem efeitos gravíssimos, destacando-se os quais a infecção sangüínea, coronária e pulmonar. A quinina é um desses elementos adulterantes que pode levar à cegueira irreversível.
O consumo crônico pode levar à necrose (morte dos tecidos) da mucosa nasal ou das veias quando injetada.
Por injeção, o risco de overdose é muito grande pois pode provocar uma parada cardíaca letal o que é muito comum entre usuários.
A droga consumida hoje no Brasil é uma das piores do mundo. Em cada quilo de pasta a base de cocaína exportado para o país, geralmente vinda da Bolívia, os traficantes gastam aproximadamente 30 litros de derivados benzênicos, 20 litros de solventes orgânicos, um quilo de substâncias oxidantes e mais 4 quilos de produtos diversos deixando a droga com apenas 30% de pureza. É misturada ainda com soda cáustica, solução de bateria de carro, água sanitária, cimento e manitol, um hormônio para engorda de gado, além de compostos inorgânicos (sulfato de magnésio, carbonato e bicarbonato de sódio, carbonato de cálcio e ácido bórico), carboidratos, além de anestésicos como a xilocaína, benzocaína e até produtos antitérmicos e o analgésico fenacetina. Ao adicionar enxofre e cloreto de férrico os traficantes passam a produzir a chamada cocaína amarela ou ocre. E para adquirir as cores roxa e marrom o narcotráfico mistura resina e pó de serra à droga.

 

PortaldeCampos


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