Tabagismo/Fumo/Cigarro - Cigarro (fumo)
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Tabagismo/Fumo/Cigarro

Cigarro (fumo)

27/06/2003

 


O vício de fumar vem se expandindo no mundo desde a Primeira Guerra Mundial e, nos últimos 40 anos, passou a ser preocupação para governos, órgãos internacionais de saúde e instituições médicas. Esta preocupação decorre do fato de que, através de investigações experimentais, divilgadas através de cerca de 40 mil publicações, relatórios oficiais e congressos científicos, se chegou à conclusão unânime de que o cigarro traz prejuízos à saúde. 90% dos fumantes não conseguem deixar o vício, independente do método que utilizam.
As primeiras tragadas são em geral acompanhadas de náuseas, tontura e ânsia de vômito e ocorrem principalmente na faixa etária dos 10 aos 12 anos.
Na América Latina o tabaco está se convertendo na principal causa mortis. A nicotina é um alcalóide estimulante do sistema nervoso central. Extrai-se das folhas de mais de sessenta tipos de Nicotiana. A nicotina estreita os vasos sangüíneos e libera os hormônios que aumentam a pressão arterial, uma das causas do infarto. O alcatrão, por sua vez, se acumula nos pulmões e causa efisema, uma doença grave e incurável. Ele é responsável pelo aumento da prevalência de câncer no pulmão, da bronquite crônica, do efisema pulmonar, coronáriopatias, além de influenciar a evolução de outras doenças tais como: as vasculares, úlceras do estômago e do duodeno. A fumaça do tabaco possui 4.700 substâncias tóxicas, 50 das quais comprovadamente cancerígenas, como o polônio - um elemento radioativo - o arsênio, o níquel, o cádmio, o benzopireno (substância derivada do petróleo e altamente cancerígena que sempre aparece na queima do papel do cigarro).
Apenas para que o papel do cigarro queime de maneira uniforme e a cinza não se fragmente, são adicionados ao cigarro mais doze tipos de venenos químicos. Para se conseguir um cigarro "light" com baixos teores de nicotina e alcatrão, é necessário adicionar outros dez tipos de substâncias nocivas ao organismo. A cada tragada o fumante leva para os pulmões também a amônia ( utilizada como desinfetante ), benzeno (utilizado na produção do DDT), acetona (solvente), formol (líquido conservante) e milhares do outros gases tóxicos e partículas em suspensão, sem contar os potentes agrotóxicos utilizados na lavoura que "enriquecem" o coquetel. É causador também do câncer de língua, de laringe, de estômago, do pâncreas e da bexiga. O câncer não é uma prerrogativa do cigarro exclusivamente, mas do fumo de uma maneira geral. O consumo de um charuto por dia, mesmo sem tragar a fumaça, dobra as chances de ocorrência de câncer no exôfago e na boca; comparada à do cigarro, a fumaça do charuto emite 20 vezes mais amônia, cádmio e outros agentes cancerígenos. Em 1995,
o instituto francês de oncologia revelou que nada menos que 97,5% dos casos de câncer no pulmão estavam relacionados ao hábito de fumar. O fumo está relacionado diretamente ao câncer de mama, câncer de colo de útero e câncer cervical. Já foi apontado como fator de risco de 24 doenças diferentes além de aumentar em 10 vezes a chance de ocorrer derrame cerebral e ser responsável por 75% dos casos de efisema e bronquite no mundo. Em consequência disto, os fumantes têm mortalidade global maior que os abstêmios (não fumantes).
Têm por isso, uma expectativa de vida menor que é tanto mais acentuada quanto mais cedo se começa a fumar e, quanto maior a quantidade de cigarros consumidos. Também está provado que o fumo do tabaco, inalado durante a gravidez, é causador de maior incidência de abortos, de recém-nascidos com peso inferior ao normal, de pré-maturidade, de natimortalidade e de mortalidade neo-natal e causa, ainda, nas mulheres tabagistas, o aparecimento precoce da menopausa e também aumenta as chances de ocorrer osteoporose. Há indícios de que o tabagismo materno aumenta o risco de anomalias congênitas nos filhos. No homem, o fumo reduz a produção de testosterona. O fumo enrijece a aorta, duplica a chance da perda dos dentes, retarda o desenvolvimento dos dentes permanentes às crianças expostas à fumaça, quase triplica a possibilidade da ocorrência de um determinado tipo de cegueira, provoca danos nos ossos, provoca rugas e queda de cabelo, deixa o cabelo branco mais cedo e aumenta o risco de fratura de quadril nas mulheres. As pessoas fumantes com idade mais avançada podem perder com mais facilidade a capacidade de pensar, perceber e lembrar e um estudo realizado com adultos entre 48 e 97 anos revelou que os fumantes têm chances 70% maiores de ficarem surdos. Por outro lado, os não fumantes respirando o ar poluído, passam a ser fumantes passivos, podendo sofrer distúrbios alérgicos, respiratórios e cardio-vasculares. Esta pandemia, produzida pelo homem, é grave, e sua gravidade pode ser avaliada pelos 100 mil óbitos anuais previstos para o Brasil por problemas decorrentes deste vício. Em outubro de 1994, o FDA, o órgão que fiscaliza remédios nos Estados Unidos, alertou sobre a produção em solo brasileiro de fumo hipernicotinado, apelidado de Y-1 que é produzido por engenharia genética e contém 2,5 vezes mais nicotina que o fumo normal e, portanto, vicia mais.
Além disso, foi denunciado também o uso de amônia pelos fabricantes de cigarro no tratamento das folhas de fumo o que estimula a liberação da nicotina como mais um agravante para viciar a pessoa. É o mesmo efeito gerado pela acetona na cocaína pois o fumo e a coca agem da mesma maneira no cérebro, liberando a dopamina, substância responsável pela sensação passageira do bem-estar. Nos Estados Unidos, o hábito de fumar foi identificado como a principal causa de morte evitável responsável por mais de 300.000 mortes por ano, 135 mil das quais por câncer no pulmão. Entretanto, a maioria dos países do terceiro mundo não decidiu acabar com o tabagismo, devido talvez
à alta arrecadação de impostos sobre o cigarro e às divisas auferidas com a exportação do cigarro. Porém já está totalmente comprovadoque esta receita fica muito abaixo dos custos com as consequências do cigarro em termos de enfermidades, dias perdidos de trabalho, assistência médica e pensões por inatividade. Conforme dados do Banco Mundial, o custo do fumo no mundo atinge 200 bilhões de dólares por ano. Felizmente, nos últimos anos, vemos a consciência da existência dos mal-feitores do cigarro e da necessidade de se tomar medidas para combater a sua disseminação bem como de proteger os não fumantes.

 

PortaldeCampos


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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