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A maconha tem seu registro em um compêndio chinês em 2000 anos antes de Cristo e só chegou na Europa no século 19, é conhecida como uma erva e é consumida na forma de cigarro. É obtida de folhas e flores secas do cânhamo indiano e apresenta cerca de 60 substâncias psicotrópicas, sendo a mais importante delas o tetraidrocanabitol, o THC, A pessoa adquire a droga na forma de "trouxinhas" onde a mesma se encontra prensada (como se fosse um tablete), sua coloração é esverdeada, e para se tornar possível o consumo, é preciso "dichavar" ou desmanchar o tablete para que fique como o fumo encontrado nos cigarros, na forma de folhas picadas, quando então é colocado no papel e enrolado para que o "baseado" (o nome do cigarro de maconha) possa ser fumado. Uma consideração importante: O THC, só depois de 20, 25 e até 30 dias, é que é totalmente eliminado do corpo desde a última vez que foi consumido. Só a partir daí é que aparecem os sintomas da abstinência: irritabilidade, inquietação, angústia, tremores, alteração do sono e do apetite. Já se catalogou cerca de 50 efeitos relacionados ao consumo da maconha. Entre eles: tremor corporal, vertigem, náuseas, vômitos, taquicardia, excitação psíquica, diarréia, alterações sensoriais, lentidão do raciocínio, oscilação involuntária dos olhos, zumbidos, desorientação, medo de morrer, depressão, alucinações, amnésia temporária, pânico, idéias paranóides... O seu consumo afeta as condições psíquicas e físicas do indivíduo, produzindo desde leves intoxicações até reações violentas, um exemplo é o fato de o indivíduo apresentar-se mais nervoso. Ela provoca na mente um efeito psico-ativo (altera a mente), mas a intensidade desse resultado depende do comportamento do indivíduo perante a droga, ou seja, sua condição física e mental e a reação que a droga por si só pode provocar. Está provado que a droga não aumenta a sensibilidade do tato, ouvidos e vista, como se pensava. Ela não é usada na medicina pois para um benefício, apresenta dez efeitos nocivos. Ao contrário, a maconha, provoca perda de memória, alteração da concepção de tempo. Diminui a atenção, reduz o tempo da reação, a capacidade de aprender, afeta a percepção e a coordenação dos movimentos. Sintomas Os efeitos imediatos em quem fuma maconha se caracterizam pelos olhos lacrimejantes e vermelhos (..."conheço uma pessoa que andava sempre com um frasco de colírio no seu carro"...), hipotermia, garganta e boca secas e aceleração das batidas do coração. Quando usada em doses mínimas, podem surgir sensações de euforia, relaxamento, alteração na identidade e acessos de riso. Perigos A moconha pode provocar reações violentas de pânico e ansiedade depois da fumada. Esses sintomas desaparecem depois de várias horas. Seu uso contínuo pode desenvolver uma tolerância e dependência psíquica à droga. Pesquisas científicas demonstram no homem, ou melhor, nas suas células reprodutoras, as seguintes alterações: redução de seu número; diminuição da mobilidade; aparecimento de exemplares em formato anormal; Trazendo, assim, dificuldades reprodutoras para o homem. Outras pesquisas indicam que a maconha pode reduzir a produção de hormônio masculino, a Testosterona, e gerar o aumento da mama do homem (ginescomastia). Afeta ainda o crescimento nas pessoas jovens. Outro grande perigo que pode apresentar esta droga é o fato de poder estar contaminada por um fungo chamado "Aspergillus fumigatuz", causador da Aspergilose, que se manifesta através de febre, calafrios e choque, podendo gerar abscessos no cérebro, rins, baço, fígado, coração e tiróide, e capaz de provocar micose de epiderme e tumores no pulmão (câncer), fígado, meninge e coração. Quem fuma três cigarros de maconha por dia tem a mesma chance de ter câncer no pulmão de quem fuma 20 cigarros comuns. Reduz também a defesa do organismo às doenças. Mesmo consumida em doses mínimas, prejudica a capacidade de dirigir veículos pois afeta a concentração, atenção, diminuindo as faculdades de percepção e movimento. De acordo com a matéria publicada na revista IAE de junho de 1998, o uso excessivo da maconha pode provocar: Prejuízos da função e estrutura do cérebro, nos pulmões, figado e coração; Distúrbios da coordenação motora, riso descontrolado, perda da sincronia entre pensamento e as respostas faciais, mãos trêmulas, aumento dos seios em alguns usuários masculinos devido a depósitos gordurosos localizados; Comportamento anti-social, desconfiança, hostilidade à ansiedade e à família, perda de afeto pelos entes queridos e alienação; Dificuldade em testes que medem aptidões no local de trabalho como, por exemplo, na compreensão da leitura; Perda da inibição, que leva o usuário em alguns casos a urinar em locais públicos, por exemplo; Incapacidade de ajustamento laboral; Dificuldade de enfrentar desafios, lidar com frustações e dominar novos problemas; Redução do período de concentração, pensamentos desorganizados, problemas com a conceituação de idéia; Destruição da Acetilcolina (composto responsável pela transmissão dos impulsos nervosos) no cérebro, levando à perda da memória; Incapacidade de julgar o tempo; Respostas emocionais distorcidas. Um estudo realizado em 1994 no Estados Unidos, demonstrou que adultos que fumaram maconha quando jovens tinham 17 vezes mais chances de se tornarem usuários regulares de cocaína pois dois trabalhos publicados na revista Science, em 1997, mostravam que os efeitos causados pela maconha no cérebro são semelhantes aos da cocaína e da heroína.
PortaldeCampos
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