Infecto-contagiosas/Epidemias - A Sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum
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Infecto-contagiosas/Epidemias

A Sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum

17/08/2009

 

 

A Sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Manifesta-se em três estágios: primária, secundária e terciária. Os dois primeiros estágios apresentam as características mais marcantes da infecção, quando se observam os principais sintomas e quando essa doença é mais transmissível. Depois, ela desaparece durante um longo período: a pessoa não sente nada e apresenta uma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados. A doença pode ficar, então, estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte.

A Sífilis é uma patologia cuja causa e modo de transmissão são bem conhecidos e o tratamento é efetivo e de baixo custo, possibilitando elevado índice de cura.

Entretanto, a sífilis congênita continua sendo um grave problema de Saúde Pública. Cerca de 40% dos casos de sífilis não tratada na gestação terminam em óbito fetal (abortamento espontâneo, natimorto) ou morte neonatal precoce.


Sinais e Sintomas

A Sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias. Caso ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.

Transmissão da Sífilis

A Sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê) – Sífilis Congênita.

Prevenção

A prevenção se dá uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.

Recomendações:

  • o parceiro sexual deve sempre ser tratado;
  • deve ser estimulado o uso de preservativo durante o tratamento do casal;
  • é recomendável a pesquisa de outras doenças sexualmente transmissíveis, principalmente hepatite B e HIV, para adoção de medidas preventivas;
  • pacientes comprovadamente alérgicos à penicilina deverão ser dessensibilizados e, a seguir, tratados com penicilina, exceto aqueles que apresentaram hipersensibilidade grave (choque anafilático, Síndrome de Stevens-Johnson, etc) após exposição à penicilina, que devem receber tratamento com Estearato de Eritromicina.

Nos casos de gestantes, esta não será considerada adequadamente tratada e a criança deverá ser tratada como Sífilis Congênita.

Para o rastreamento da Sífilis nas gestantes é preconizada a realização de sorologia para sífilis (VDRL) na primeira consulta de pré-natal e no início do terceiro trimestre, além da sua realização em todas as parturientes no momento da internação para parto ou aborto.

O VDRL deve também ser colhido do sangue periférico de todos os recém-nascidos (RN) no momento do parto. Nenhum recém nascido deve receber alta do berçário antes do resultado do VDRL da mãe.



Tratamento 

O tratamento mais indicado para a Sífilis é a utilização do mais antigo dos antibióticos: a penicilina. O maior problema do tratamento é o seu diagnóstico, visto que a Sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças.

Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete.

A gestante deve ser tratada até 30 dias antes do parto. É indicado o seguimento mensal realizado através da sorologia para Sífilis (VDRL), a fim de verficar falha terapêutica ou reinfecção.

È importante lembrar que todo medicamento deve ser utilizado apenas se prescrito por seu médico.

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Medial Saúde
   

Fonte:

 

http://www.redealvorada.com.br/medicinaPreventiva.asp?menuMP=6B&Id=91

 

 


IMPORTANTE

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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