Antienvelhecimento/Longevidade - Fotomedicina regenerativa
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Antienvelhecimento/Longevidade

Fotomedicina regenerativa

21/10/2009
Mais ciência para a terceira idade
Investir em novas técnicas, como a fotomedicina regenerativa, poderá ajudar a crescente população brasileira de idosos a viver mais e melhor
Pesquisa FAPESP -  

Apesar de inúmeros esforços para termos serviços de saúde que cubram as necessidades de nosso povo, não podemos estar orgulhosos dos cuidados médicos fornecidos pelo estado brasileiro aos seus cidadãos. Não há dúvida de que hoje já temos um sistema saturado, incapaz de atender às demandas exigidas pela sociedade. Faltam médicos, leitos hospitalares, etc. Enfim, hoje já não somos capazes de atender a população e prover os cuidados médicos necessários.  

A situação deverá ficar cada vez pior, e as crescentes necessidades de cuidados com a saúde do brasileiro devem ser vistas levando-se em conta vários fatores. Há o natural crescimento da população e, com ele, o aumento das necessidades de cuidados. Mesmo esse crescimento não tem sido possível de ser atendido. Já se tornaram corriqueiras as imagens de grandes filas de espera para cuidados médicos e a falta de materiais e instrumentação adequada. A grande realidade é que, mesmo com o atual crescimento da população, não há recursos suficientes para os cuidados necessários com a saúde.
 
Como bons brasileiros que somos, estamos sempre torcendo pelo melhor. Esperamos que a situação da saúde possa um dia ser considerada como prioridade nacional. Esperamos que haja tratamento condigno para aqueles que precisam. Temos hoje na sociedade brasileira um grande número de aposentados, e os noticiários estão cheios de manchetes sobre as suas necessidades.

Problemas associados com a saúde não podem apenas ser lembrados nas ocasiões de epidemias. É preciso longo tempo de preparo para que os entraves do setor  possam ser superados. Vamos refletir um pouco sobre o andamento da sociedade brasileira e fazer algumas previsões com relação a problemas do setor da saúde que já estão na iminência de ocorrer.

O brasileiro em geral está vivendo mais. Dados dos últimos censos mostram que a vida média esta crescendo de forma acentuada. O gráfico da figura 1 mostra a evolução da expectativa de vida do brasileiro ao longo dos últimos aos.

No momento, é esperado que uma mulher viva até cerca de 78 anos e um  homem até cerca de 72 anos. Esse considerável aumento da expectativa de vida  do brasileiro mostra que a população está ficando mais velha e que certamente demandará cuidados que hoje não estamos preparados para oferecer.  A atual pirâmide social já sofreu sua inversão. O gráfico mostrando a distribuição etária da população (figura 2) indica que temos hoje mais adolescentes que recém-nascidos. Em 2020, teremos um número de pessoas acima de 80 anos que deverá superar mais da metade daqueles com idade entre 0 e 4 anos. 
  

Essa considerável fração da população demandará cuidados especiais, hoje não providos pelo sistema de saúde. O aumento da idade traz consigo a necessidade de diversos cuidados especiais. Afinal, não podemos esperar apenas viver mais. É necessário viver mais e melhor. Atualmente, não há qualquer perspectiva de que nossa sociedade conseguirá lidar de forma adequada com esse desafio – a menos que haja agora um plano estratégico para enfrentá-lo.  O problema  poderia ser resolvido com uma avalanche de recursos para o setor da saúde. Mas todos sabemos que isso é utopia. Se agora já não somos capazes de prover o necessário, que dirá nos próximos anos!
 
A solução para tratarmos condignamente os cidadãos mais seniores de nossa sociedade não virá apenas da maior alocação de recursos, mas sim do emprego de tecnologia adequada. A realidade econômica brasileira impõe, ao problema da saúde, desafios que apenas o desenvolvimento tecnológico poderá resolver.   É necessário que comecemos agora a lidar com o problema para que, em cerca de uma década, já estejamos mais bem preparados para enfrentar o novo cenário que desponta. Diversos setores da ciência e tecnologia precisarão trabalhar muito e rápido. A medicina deverá formar profissionais mais preparados para lidar com as doenças associadas a maior longevidade. Os hospitais deverão ter setores dedicados a esse segmento e mesmo o lazer deverá se preparar. 
 
Dentre as áreas consideradas importantes nesse contexto, a biofotônica é certamente uma das que devem ser olhadas com cuidado especial. Ela apresenta soluções fantásticas e a baixos custos para a maioria dos problemas que deverão aparecer devido ao envelhecimento de nossa população. Se perguntarmos quais são as doenças que mais matam os brasileiros hoje, veremos que a maior causa de mortes está relacionada a problemas no sistema circulatório. O crescimento desse tipo de doença é, no entanto, modesto nas duas últimas décadas quando comparado ao do câncer. Enquanto a população está se cuidando melhor em termos de exercícios físicos e alimentação, minimizando assim um pouco as doenças de origem circulatória, o câncer se encontra entre as patologias que mais têm matado. Seu crescimento é vertiginoso. A razão desse fenômeno é exatamente o aumento da expectativa média de vida da população. Quanto mais vivemos, maiores as chances de desenvolvermos um ou outro tipo de câncer.  Se perguntarmos quais são as doenças que mais matam os brasileiros hoje, podemos reunir as respostas no gráfico da figura 3.
 
O câncer de pele é um dos grandes vilões desse cenário. Além de ser um problema crucial de saúde, é também um problema social e econômico. Se tivermos técnicas simples, que sejam de fácil aprendizado e possam ser empregadas em nível ambulatorial, teremos chances de minimizar o problema. Caso contrário, teremos de nos preparar para termos os hospitais cheios e muitos pacientes com evolução clínica para um quadro terminal, onde o custo de hospitalização é fora da realidade de nossa presente economia. Além disso, se os pacientes mais idosos ocuparem os hospitais, não teremos como tratar outras enfermidades da população mais jovem. As soluções para esse problema passam por diversos avanços tecnológicos que hoje já estão ocorrendo em nossas entidades de pesquisa. Esses avanços estão, portanto, criando uma situação única, promovendo uma verdadeira revolução tecnológica com conseqüências sociais sem precedentes em nossa história. Apesar de aparentemente termos capacidade instalada para resolver o problema, isso nunca vai ocorrer se não houver ações diretivas que transformem essa capacidade em realidade.

As técnicas fotônicas para o diagnóstico e tratamento de doenças, inclusive o câncer, estão avançando a passos largos. Com o simples toque de uma fibra óptica, é possível hoje determinar com grande sensibilidade e especificidade uma lesão tumoral. Como esses instrumentos serão relativamente baratos no futuro próximo, pode-se pensar em distribuí-los amplamente pelo país. Essa iniciativa permitiria o diagnóstico de diversos tipos de câncer, em especial os de pele, ainda em seu estágio inicial, quando a solução é simples e eficiente. A terapia fotodinâmica também permite o tratamento dessas lesões cancerosas com grande percentagem de sucesso, não necessitando de internação ou intervenção cirúrgica. Mais importante é que essas técnicas modernas são livres de complicações para pacientes com idade avançada, uma abordagem fundamental para não transformarmos o problema em algo ainda maior.
 
Com a idade, teremos doenças degenerativas de vários tipos: artrites, artroses, osteoporoses e muitas outras. Essas são apenas algumas das doenças em alta com o aumento da expectativa de vida do cidadão. Uma nova modalidade terapêutica denominada de fotomedicina regenerativa deverá revolucionar o tratamento de artrites e doenças correlatas. Combinando um medicamento com ultra-som e infiltração de luz infravermelha, o tratamento consiste em fazer uma “decapagem” com ultra-som e introduzir um medicamento local cujo efeito é fortemente amplificado na presença de luz. No caso das osteoporoses, utilizando modernas técnicas de fluorescência nos dentes é possível detectar com grande antecedência que o desbalanço de cálcio já está ocorrendo. Assim, é possível tomar atitudes  preventivas para minimizar os efeitos futuros. Tratamentos fotônicos para dores e regeneração tecidual também terão um papel importante nessa nova realidade da sociedade brasileira.  Teremos mais infecções e, com o aumento da resistência dos microorganismos aos atuais antibióticos ou fungicidas, será preciso lançar mão das chamadas ações fotodinâmicas de controle microbiológico. Aqui reside outro importante setor, que cresce em todo mundo, mas ainda é muito tímido no Brasil.

Além das novas tecnologias fotônicas, não podemos deixar de lembrar a importância que o desenvolvimento de novas vacinas terá dentro dessa nova realidade. Profissionais da fisioterapia, especialmente dedicados à geriatria, também devem ser vistos como uma realidade iminente.
 
No momento, é importante que as agências de financiamento façam chamadas especiais para motivar a pesquisa na área de novos tratamentos para doenças associadas ao envelhecimento. Também é preciso que o governo entenda que políticas públicas sérias devem ser feitas antes de os problemas surgirem. Dessa forma, trabalha-se para evitar os problemas e não para resolvê-los após instalados.  Se todos agirmos com destreza agora, não há dúvida de que a terceira idade será a melhor idade. Caso contrário, será a idade do pesadelo e do sofrimento. Muitos dos cidadãos brasileiros que viverão acima de 100 anos já nasceram e estão entre nós. É preciso levar a sério essa questão ....

 

Fonte:

 

http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=4531&bd=2&pg=1&lg=

 

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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